Sábado, 11 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Pesquisadoras têm histórias reveladas em livro

11/05/2010 na edição 589

As histórias profissionais e de vida de sete pesquisadoras brasileiras do campo da Comunicação Social foram recuperadas e registradas, recentemente, no livro Valquírias Midiáticas, que será lançado no dia 20 de maio, às 16h, no Salão Petrobrás da Cinemateca Brasileira, em São Paulo. A entrada é gratuita.

O livro foi organizado pelo diretor-titular da cátedra Unesco/Metodista de Comunicação para o Desenvolvimento Regional e co-fundador da ECA-USP, José Marques de Melo, e pelo jornalista Francisco de Assis, tendo sido publicado pela editora Arte & Ciência.

Formado pelos perfis das professoras Adísia Sá (Fortaleza), Anamaria Fadul, Cremilda Medina, Immacolata Lopes, Lucia Santaella (São Paulo), Sonia Virgínia Moreira (Rio de Janeiro) e Zélia Leal Adghirni (Brasília), o volume traz, além dos textos de caráter biográfico, depoimentos dessas pesquisadoras, que são consideradas figuras importantes no cenário da comunicação, por conta de seus estudos e de suas contribuições à área.

O título do livro, Valquírias Midiáticas, remete à primeira revista feminina do Brasil – Walkyrias –, lançada na década de 1930 pela jornalista-empresária Jenny Pimentel de Borba. A revista de Jenny surgiu na época da Constituição de 1934, que garantiu o direito de voto à mulher e que a incentivava a tomar consciência de seu papel de cidadã.

Produção coletiva

Os sete perfis que compõem o livro são assinados por alunos e ex-alunos do programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo. Além de abordar as incursões das pesquisadoras pelo campo acadêmico, os autores revelam traços de suas vidas pessoais e apontam, também, o trabalho que muitas delas desenvolveram na mídia.

Uma das principais contribuições de Valquírias Midiáticas é não deixar cair no esquecimento fatos importantes dessas sete trajetórias, que estão relacionados à própria história da Comunicação no país. Alguns exemplos: foi Adísia Sá quem batalhou pela implantação do curso de Jornalismo no Ceará, na década de 1950; Lucia Santaella é pesquisadora de renome internacional, reconhecida por fazer a interface entre os estudos de Comunicação e de Semiótica; Cremilda Medina, após trabalhar como jornalista em jornais e revistas de grande circulação, foi a primeira pessoa a receber o título de mestre em Ciências da Comunicação no estado de São Paulo, pela USP, em 1975, inaugurando um novo momento da área.

Na ocasião do lançamento do livro será realizado, também, um colóquio, promovido pela Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) e pela Cinemateca, no qual as sete pesquisadoras irão falar um pouco sobre suas trajetórias e sobre a memória da Comunicação Social no Brasil.

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