Sexta-feira, 14 de Agosto de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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ARMAZéM LITERáRIO >

Saussure não foi ao cinema

18/03/2008 na edição 477

[do release da editora]

O filme que Saussure não viu, de Irene Machado apresenta o pensamento semiótico de Roman Jakobson, permitindo analisar os fenômenos da linguagem de maneira inteiramente nova. É um estudo original, porque mostra que o íntimo contato do lingüista russo com a experimentação cubo-futurista e construtivista na União Soviética teve tanto importância na construção de sua teoria quanto a convivência com os lingüistas do Círculo de Praga. Este livro desvela com acuidade a influência semiótica de Pierce nos princípios teóricos de Jakobson, e acima de tudo não separa a lingüística (especialmente a fonologia) da poética, mostrando como elas estão intrinsecamente.

Com clareza e fluência a autora expõe sobre o funcionamento da linguagem poética na linguagem verbal e apresenta de maneira sistemática o papel das teorias do lingüista russo na obra de diversos autores brasileiros, desde a lingüística descritiva de Mattoso Câmara até as idéias sobre tradução de Haroldo de Campos. Roman Jakobson foi um dos mais importantes lingüistas do século 20 e sua obra ainda é fonte de inspiração para numerosas pesquisas.

A autora

Irene Machado é doutora em Letras pela USP, professora da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, pesquisadora do CNPq , coordena diversos projetos de estudos semióticos, como a Revista transdisciplinar de comunicação semiótica e é autora de diversos livros, dentre os quais Analogia do dissimilar: Bakhtin e formalismo russo (Perspectiva, 1989), Literatura e redação: gêneros literários e tradição oral (Scipione, 1994), A prosaica dialógica de Mikhail Bakhtin (Imago, 1995), entre outros.

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