Quarta-feira, 08 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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YouTube completa 5 anos com 2 bi de acessos diários

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 18/05/2010 na edição 590


Leia abaixo a seleção de segunda-feira para a seção Entre Aspas.


 


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O Estado de S. Paulo


Segunda-feira, 17 de maio de 2010


 


INTERNET


Sílvio Guedes Crespo


YouTube completa 5 anos e atinge 2 bi de acessos diários


‘O YouTube divulgou nesta segunda-feira que alcançou a marca de 2 bilhões de vídeos assistidos por dia. A empresa comemora cinco anos de existência, dos quais ficou independente até outubro de 2006, quando foi vendida para o Google por US$ 1,65 bilhões.


Segundo o jornal britânico Financial Times, que antecipou a notícia em seu site nesta manhã, a divulgação da marca de 2 bilhões de visitas tem o objetivo de mostrar aos produtores de conteúdo audiovisual que o site de vídeos pode oferecer ‘audiência do tamanho da televisão’.


Ao mesmo tempo, analisa o Financial Times, ‘a explosão de conteúdo do YouTube levantou questões sobre em quanto os custos de manter esses vídeos afetaria as chances de a empresa ter lucro’.


O YouTube nunca deu lucro desde que foi fundado, em 2005. No começo do ano, a empresa anunciou que seria ‘muito lucrativa […] em um futuro não muito distante’. O FT cita análise da instituição financeira Barclays que prevê receita de US$ 700 milhões para o site neste ano.


Para ter lucro, a empresa agora quer aumentar as parcerias com produtores de conteúdo profissionais – hoje são mais de 1.000 parceiros, segundo o jornal. A reportagem lembra que, a cada minuto, são colocados no site 24 horas de vídeos, mas cada usuário leva apenas cerca de 15 minutos por acesso, em média.


Entre as mudanças em estudo, o YouTube estuda uma forma de usar os dados dos internautas, sobre os hábitos de navegação no site, para dar sugestões de vídeos sem que eles precisem depender tanto de buscas. Outra novidade em estudo é prover conteúdo em 3D para eventos esportivos e expandir o uso de legendas automáticas e ferramentas de tradução para alcançar usuários de 50 idiomas diferentes, informa o Financial Times.


Para comemorar o aniversário, o site lançou uma página em que convida usuários a enviarem vídeos sobre o a história de cada um com o YouTube.’


 


 


CAMPANHA


Mariângela Gallucci


PSDB pede punição de Lula no TSE


‘O PSDB pediu hoje ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que puna o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pré-candidata ao Palácio do Planalto pelo PT, Dilma Rousseff, e a legenda por causa da propaganda partidária veiculada pela sigla em rede nacional de rádio e televisão na quinta-feira passada.


Na propaganda, houve grande exposição de Dilma e Lula, associando um ao outro. Lula comparou Dilma ao líder e ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela. Na representação protocolada no TSE, o PSDB acusa o PT de usar o espaço reservado para a propaganda partidária para promover a candidatura de Dilma à Presidência.


O PSDB quer que o TSE multe Lula, Dilma e o PT em R$ 250 mil ou valor correspondente ao custo da propaganda. A legenda de oposição também pede que o PT seja punido com a perda do direito de veicular sua propaganda partidária no segundo semestre de 2011.’


 


 


Carlos Alberto Di Franco


Cobertura eleitoral


‘Estamos em ano eleitoral. Campanhas milionárias, promessas irrealizáveis e imagens produzidas farão parte, mais uma vez, do marketing dos candidatos. Assistiremos, diariamente, a um show de efeitos especiais capazes de seduzir o grande público, mas, no fundo, vazio de conteúdo e carente de seriedade. O marketing, ferramenta importante para a transmissão da verdade, pode, infelizmente, ser transformado em instrumento de mistificação. Estamos assistindo à morte da política e ao advento da era da inconsistência.


Os programas eleitorais vendem uma bela embalagem, mas, de fato, são paupérrimos na discussão das ideias. Nós, jornalistas, somos (ou deveríamos ser) o contraponto a essa tendência. Cabe-nos a missão de rasgar a embalagem e desnudar os candidatos. Só nós, estou certo, podemos minorar os efeitos perniciosos de um espetáculo audiovisual que, certamente, não contribui para o fortalecimento de uma democracia verdadeira e amadurecida.


Por isso, uma cobertura de qualidade será, antes de mais nada, uma questão de foco. É preciso declarar guerra ao jornalismo declaratório e assumir, efetivamente, a agenda do cidadão.


Não basta um painel dos candidatos, mas é preciso cobrir a fundo as questões que influenciam o dia a dia das pessoas. É importante fixar a atenção não nos marqueteiros e em suas estratégias de imagem, mas na consistência dos programas de governo. É necessário resgatar o inventário das promessas e cobrar coerência. O drama das cidades (segurança, educação, saúde, saneamento básico, iluminação, qualidade da pavimentação das ruas, transporte público de qualidade, responsabilidade fiscal, entre outros) não pode ficar refém de slogans populistas e de receitas irrealizáveis. Os candidatos deverão mostrar capacidade de gestão, experiência, ousadia e criatividade.


Mas é preciso questioná-los a respeito dos temas de fundo que, aos poucos, vão moldando a cultura nacional. Penso, por exemplo, no 3.º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). É um assunto que não pode desaparecer das nossas pautas. Trata-se de um projeto destinado a mudar profundamente a nossa sociedade.


O anúncio de Lula de que retiraria do PNDH-3 os pontos polêmicos se efetivou na quinta-feira passada. O presidente, de fato, retirou algumas propostas controvertidas. Apesar do aparente recuo, várias entidades não sentiram firmeza. A Igreja Católica, por exemplo, aprovou as mudanças com sérias reservas. Segundo o bispo dom Dimas Lara Barbosa, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ‘o aborto não foi excluído de maneira incisiva. Quando diz que é problema de saúde pública, o que isso quer dizer? Se for outra forma de justificar o aborto, nada muda’.


As críticas mais duras às alterações vieram da presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que classificou as mudanças feitas no capítulo que trata da violência no campo como ‘uma maquiagem’. O novo texto acabou com a audiência coletiva, que estava prevista na versão anterior, antes de uma decisão judicial sobre reintegração de posse de terras invadidas. Mas estabelece uma mediação em conflitos agrários, a ser feita pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), por institutos de terras dos Estados e pelo Ministério Público. ‘Não muda nada. Saiu a audiência e entrou a mediação. Não tem que ter intermediação em decisão judicial. Não se pode abrir mão do direito à propriedade e do direito à segurança pública.’ Para a senadora, com razão, a utilização do sistema de mediação vai obrigar o produtor rural a negociar com aqueles que ‘criminosamente invadem sua propriedade’. Trata-se, por óbvio, de assunto de grande interesse público e não pode ser subestimado pela imprensa.


Não se pode permitir que as assessorias de comunicação dos políticos definam o que deve ou não ser coberto. O centro do debate tem de ser o cidadão, as políticas públicas, não mais o político, tampouco a própria imprensa. O jornalismo de registro, pobre e simplificador, repercute a Nação oficial, mas oculta a verdadeira dimensão do País real. Precisamos fugir do espetáculo e fazer a opção pela informação. Só assim, com equilíbrio e didatismo, conseguiremos separar a notícia do lixo declaratório.


O leitor espera uma imprensa combativa, disposta a exercer o seu intransferível dever de denúncia. Quer um quadro claro, talvez um bom infográfico, que lhe permita formar um perfil dos candidatos: seus antecedentes, sua história de vida, seu desempenho em cargos atuais e anteriores. Impõe-se, também, um bom levantamento das promessas de campanha. É preciso mostrar os eventuais descompassos entre o discurso e a realidade. Trata-se, no fundo, de levar adiante um bom jornalismo de serviço.


Os políticos, pródigos em soluções de palanque, não costumam perder o sono com o rotineiro descumprimento da palavra empenhada. Afinal, para muitos, infelizmente, a política é a arte do engodo. Além disso, contam com a amnésia coletiva. O jornalismo de qualidade deve assumir o papel de memória da cidadania. Precisamos falar dos planos e do futuro. Mas devemos também falar do passado, das coerências e das ambiguidades.


Transparência nos negócios públicos, ética, qualificação e competência são as principais demandas da sociedade. E são também as pautas de uma boa cobertura eleitoral. Deixemos de lado a pirotecnia do marketing e não nos deixemos aprisionar pelas necessárias pesquisas eleitorais. Nosso papel, único e intransferível, é ir mais fundo. A pergunta inteligente faz a diferença. E é o que o leitor espera de nós.


Doutor em comunicação, professor de ética, é diretor do master em jornalismo’


 


 


RIO GRANDE DO SUL


Elder Ogliari


Emissoras gaúchas voltam a transmitir ‘A Voz do Brasil’


‘As emissoras de rádio do Rio Grande do Sul voltaram a transmitir o programa ‘A Voz do Brasil’ às 19h nesta segunda-feira.


A orientação às 320 afiliadas foi emitida pela Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert), que recebeu ofício do Ministério das Comunicações informando que, por decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal(STF), a flexibilização do horário da transmissão está suspensa até que todos os processos que tratam do assunto sejam julgados em última instância.


Desde 2006, por decisões intermediárias da Justiça, as emissoras do Rio Grande do Sul podiam reprogramar a transmissão de ‘A Voz do Brasil’ para até 24 horas depois da emissão da edição original. Muitas delas haviam transferido a veiculação para a madrugada e optado por disputar audiência com produções próprias na faixa das 19h.’


 


 


TELEVISÃO


Alexandre Matias


A solução do mistério não importa


‘Em menos de uma semana, tudo terá terminado. A história que fez que a série Lost se tornasse uma das marcas mais fortes da cultura do século 21 chega ao fim no próximo domingo, quando irá ao ar o último episódio da série, chamado apenas de ‘The End’.


Mas o fim da série só reforça sua importância, que vai muito além da TV. Lost criou uma mitologia própria e obrigou o espectador a especular para além da trama original, buscando links em livros clássicos e na história da religião, da ciência e da filosofia para tentar desvendar seu enigma.


Some isso ao fato de que a série acompanhou a forma como a internet mexeu com a velha mídia e desdobrou-se online, usando a rede como plataforma para divulgar mais especulações. Lost não só contava uma história – chamava seu público para participar dela, como em um jogo.


Fora dos Estados Unidos, Lost foi ainda mais importante, pois pela primeira vez na história um produto ficcional teve audiência planetária em tempo real, mérito que antes era apenas de transmissões jornalísticas e eventos esportivos. O interesse pela série fez que telespectadores de todo o planeta não esperassem a exibição dos episódios em seus países e buscassem meios – online – para acompanhar a saga simultaneamente ao público de seu país de origem.


Lost também inaugura um novo tipo de narrativa, que explora as possibilidades da era digital como nenhum filme, livro ou disco conseguiu fazer até hoje. É o produto que melhor representa como será a cultura do futuro, em que o público pode escolher entre simplesmente acompanhar uma única história ou se entregar a um universo de ramificações infinitas.


A série faz que seus espectadores sejam ativos e busquem aumentar a história a partir de sua própria participação – mesmo que isso signifique apenas especular sobre o que pode acontecer. Parece pouco, mas não é.


‘O mistério representa possibilidades infinitas’, disse seu criador J.J. Abrams em uma palestra no evento TED (sobre tecnologia, entretenimento e design) em 2007. ‘Representa esperança, representa potencial… O mistério é um catalizador da imaginação’.’


 


 


Cancelada ‘Flashforward’, a série que substituiria ‘Lost’


‘As redes de televisão ABC e NBC anunciaram nesta segunda, 17, o cancelamento de duas de suas grandes apostas: FlashForward e Heroes, devido a uma perda de interesse entre os espectadores norte-americanos, segundo a mídia especializada.


DivulgaçãoCena de ‘Heroes’As duas séries geraram muita especulação quando apareceram na telinha, conquistando bons índices de audiência e respaldo da crítica, apesar das mudanças internas nas equipes de produção e problemas de roteiro.


FlashForward, uma série que estreou em 2009 com a aspiração de ser a herdeira de Lost na mesma ABC, que transmite o seriado de sucesso, termina após sua primeira temporada, segundo informou hoje a Variety.


A ABC, no entanto, deu aval para a produção de novos capítulos do remake de V, que atualmente está terminando sua primeira temporada nos EUA.


Já Heroes, que estreou em 2006 e foi um acerto da NBC tanto nos EUA como no mercado internacional, chegando até a ser comparada com a série de sucesso Lost da ABC, será encerrada.


Segundo a revista The Hollywood Reporter, a rede tinha previsto colocar um fim na série com sua curta temporada e encerrar a trama com um último capítulo de várias horas, mas optou por encerrar Heroes sem isso.’


 


 


Patrícia Villalba


‘Passione, a novela em que a história acontece’


‘Foi subindo a Rodovia Anchieta, vindo do Guarujá para São Paulo, que o autor Silvio de Abreu bolou o argumento de Passione, a nova novela das 9 da Globo que estreia hoje. No rádio, ele ouvia Mala Femmena, canção italiana em que o cômico Totó narra a história de uma mulher ordinária que fez gato e sapato do coração de um bom homem. ‘Mulher, tu és uma mulher má, a estes olhos fizestes chorar lágrimas de infâmia’, diz a letra.


Ali, no carro, lhe pareceu que seria um personagem ideal para o ator Tony Ramos interpretar. ‘Já tinha dito para ele que a gente faria uma novela na Itália’, conta o autor. Assim foi montada a história.


Passada parte na região da Toscana, parte em São Paulo, Passione começa contando a história de como Bete Gouveia (Fernanda Montenegro) descobre que tem um filho perdido, de 55 anos, na Itália. É Totó, personagem de Tony Ramos, que será enganado por uma golpista, Clara (Mariana Ximenes), a partir do momento que se torna um herdeiro em potencial.


É uma história assumidamente folhetinesca, melodramática e também misteriosa, que Silvio começa a contar aqui, nesta entrevista ao Estado, feita em seu apartamento, nos Jardins.


Por que escolheu a Itália como palco para a novela?


Já queria fazer uma novela passada na Itália há muito tempo. Mas não queria fazer uma novela passada em São Paulo com personagens italianos, já tinha feito isso em A Próxima Vítima (1995). Queria fazer na Itália mesmo. E junto com isso, o Tony Ramos é outro apaixonado por cinema italiano. A primeira ideia veio daí: fazer um italiano para o Tony (risos). Com essa ideia na cabeça, fui para o Guarujá. Na volta, no carro, ouvi uma música chamada Mala Femmena, do Totó. Conta a história de uma mulher ordinária por quem o cara se apaixona. Ele é um cara honesto e ela é uma vagabunda. Disse para a minha mulher ‘isso dá uma novela’. A essência veio daí.


E olhe que a subida do Guarujá anda rápida.


É, 1h15 de lá até aqui! Vim pensando também quem a Fernanda (Montenegro) poderia ser. Fui inventando assim. Saiu.


Você praticamente escreveu ao inverso, pensando o personagem a partir do ator?


Sempre faço isso, desde Guerra dos Sexos. A novela não é lida, né? Ela é feita para o público, mas não chega a ele como texto. Então, se eu não tiver o ator certo, não tenho nada. Numa peça de teatro, você pode pegar um ator que não tem nada a ver com o personagem e, num processo de ensaio, ele chega lá. Na televisão você não tem isso. Então, quanto mais o personagem se aproximar do ator, é melhor para a escalação. Acho que a gente que escreve para a televisão tem de saber perceber as limitações e vantagens do veículo.


Mas, dessa forma, não se corre o risco de pôr um ator sempre no mesmo tipo de personagem?


Não. Uma coisa que eu reclamo muito na Globo é o que os americanos chamam de ‘type casting’, que é escalar sempre as mesmas pessoas para fazer o mesmo tipo de coisa. Faço o contrário, porque aí tem surpresa. Ninguém nunca viu a Irene Ravache fazendo comédia, pelo menos não na televisão.


Um elenco tão forte como o de Passione tem potencial de chamar mais público?


Não. O que chama público é uma novela com elenco adequado. Você pode fazer a escalação com um monte de gente importante e a novela não dar certo. O que precisa é ser adequado. Agora, quando você tem o grande talento, no personagem certo, aí é sopa no mel. O que eu tentei fazer foi isso.


Pelo que percebo, ainda mais com esse clima italiano, Passione será um grande melodrama. Não tem mistério desta vez?


Tem. Uma característica interessante da novela é que depois do capítulo cem ela vira uma novela policial. Não porque vai morrer alguém, é que desde o começo você vai assistir pensando que é um melodrama, mas há uma história dentro da história que só vou revelar depois. E revelando essa história, a novela entra num clima de investigação policial.


É um ‘quem matou’ como aquele de A Próxima Vítima?


Vai ter ‘quem matou?’ também. Mas primeiro é ‘quem é?’. O ‘quem é?’ vai resultar no ‘quem matou’. Tudo junto. (risos) Uma coisa que eu não quero fazer nessa novela é aquela história ‘essa novela é sobre a beleza’ ou ‘essa novela é sobre superação’. Nada disso. Essa coisa de tema está me irritando, porque parece que a gente tem de fazer tese cada vez que faz uma novela. E não dá para fazer tese, porque novela tem de ter emoção. E uma tese é muito mais racional do que emocional. Não quero mais essa pretensão, quero fazer um bom entretenimento. É uma novela onde a história acontece.


É mais complicado entrar no lugar de uma novela que teve muita audiência ou no lugar de outra que teve a audiência ruim. Viver a Vida teve audiência abaixo do esperado?


Não tem nada a ver. Não sei quanto deu a novela do Manoel Carlos, mas se estava com baixa audiência, provavelmente a minha não vai estrear tão bem. Mas depois ela terá de conquistar a audiência dela. Se ela tiver os méritos dela, vai conseguir.


Depois de tantas novelas, você ainda se diverte escrevendo?


Muito! E nesta estou me divertindo muito mesmo. É um prazer imenso de fazer, como eu tive em Belíssima. Tive duas novelas que foram complicadas – Torre de Babel (1998) e As Filhas da Mãe (2001). Mas com Belíssima, resgatei o prazer, e com Passione estou aprofundando.’


APAIXONANTES


Estrelas


O grande trunfo de Passione é o elenco. Estão lá Tony Ramos, Fernanda Montenegro, Mauro Mendonça, Aracy Balabanian, Elias Gleizer, Cleyde Yáconis, Leonardo Vilar, Rodrigo Lombardi, Vera Holtz e Mariana Ximenes, entre outros.


Trilha


A música da abertura foi encomendada ao cantor Lenine, coisa que andava meio em desuso ultimamente em novelas. Ele compôs Aquilo Que Dá no Coração. A abertura da novela terá ainda arte de Vik Muniz.


Cantor


Uma nova versão de Mala Femmena, canção napolitana que deu a ideia para Silvio de Abreu escrever a novela, também foi encomendada, ao cantor Paolo. A original, interpretada por Totó, você pode ouvir no YouTube (http://migre.me/Ezqo).


Telecurso


Parte da novela se passa na Toscana, mas Silvio de Abreu vai tomar uma ‘licença poética’ para usar músicas napolitanas, além de outras referências romanas. ‘Claro que vão me criticar. Mas não vou deixar de fazer, porque não quero fazer o ‘telecurso da Toscana’, mas uma novela passada na Itália. A Toscana é como um símbolo.’’


 


 


PUBLICIDADE


Sílvio Guedes Crespo


50% dos anúncios serão online, prevê executivo do Google


‘O presidente de vendas do Google, Nikesh Arora, disse prever que o meio online abarcará, em até oito anos, metade das receitas com publicidade no mundo. A declaração foi dada em entrevista em entrevista ao jornal britânico Telegraph.


‘Eu pessoalmente projeto que entre cinco e oito anos entre 30% e 50% da publicidade será digital’, afirmou Arora. Ele lembrou que no Reino Unido, o meio online já corresponde a mais de 20% do mercado, enquanto nos Estados Unidos a proporção está em pouco mais de 10%.


A previsão é feita com base na tendência de proliferação dos vídeos pela internet. ‘A próxima grande onda será de pessoas consumindo mais e mais vídeos na web, e você vai ver mais e mais anúncios […] movendo-se para a web’, disse Arora ao Telegraph. ‘O vídeo irá inverter a balança [da publicidade offline para a onlne]’, afirmou.


O executivo acrescentou que os mercados emergentes, particularmente, terão um ‘enorme crescimento’, nas palavras do jornal. ‘O balanço do comércio está mudando mundo afora. Os mercados que costumavam ser altamente produtores agora estão se tornando também consumidores. A tecnologia terá um papel muito importante a desempenhar nesse desenvolvimento’, disse Arora.’


 


 


TRIBUNAL


Sílvio Guedes Crespo


Microsoft pagará US$ 200 mi para evitar ação sobre patente


‘A Microsoft anunciou nesta segunda-feira, 17, que pagará US$ 200 milhões à empresa VirnetX para adquirir licenças de uso e encerrar dois processos judiciais.


O Wall Street Journal lembra que, em fevereiro de 2007, a VirnetX alegou que a Microsoft infringia duas de suas patentes nos Estados Unidos utilizando no Windows e no Office tecnologias por ela desenvolvidas.


Em 16 de março, a Justiça determinou que a Microsoft teria que pagar US$ 105,75 milhões à VirnetX por ter infringido intencionalmente patentes. Mas a VirnetX depois expandiu as reclamações sobre a Microsoft na Justiça, de acordo com o site de tecnologia TechFlash. Para a Reuters, o valor da indenização determinado pela Justiça poderia até triplicar.


O mesmo site observa que esse acordo ocorre após um revés judicial da Microsoft, em que a empresa canadense i4i fez a empresa fundada por Bill Gates lhe pagar US$ 290 milhões também por infringir patente.’


 


 


 


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Folha de S. Paulo


Segunda-feira, 17 de maio de 2010


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Selou?


‘Até o fim da tarde, da BBC Brasil à Folha Online, ‘Irã não comenta’, ‘Lula e Ahmadinejadi evitam’. Início da noite e, do site do ‘New York Times’ ao G1, com agências, ‘Premiê turco viaja ao Irã’, ele que aguardava sinal favorável para se unir a Lula.


Mais um tempo e, de Folha Online e Terra à Reuters Brasil, em manchetes para o mesmo despacho, ‘Irã, Brasil e Turquia chegam a acordo’. Na manchete dos israelenses Ynet e ‘Haaretz’, ‘Irã e Brasil alcançam acordo sobre troca de combustível’. Sem manchete, o ‘New York Times’ também postou o despacho da Reuters, ‘Turquia e Brasil selam acordo’.


Mais um tempo e outra agência ocidental, agora a Bloomberg, foi na mesma linha, também citando o chanceler turco, ouvido pela agência Anatolia.


Porém, nos sites do canal iraniano PressTV e das agências iranianas Irna e Fars, nada de acordo. As manchetes ecoavam elogios ao Brasil, do presidente e do ‘líder supremo’. E um despacho, na Fars, anotava que ‘fontes informadas negam reunião trilateral Irã, Brasil e Turquia sobre troca de combustível’.


DO OUTRO LADO DO MUNDO


Nos dias que precederam a visita de Lula, o brasileiro foi alvo de longa reportagem no ‘NYT’, ‘Diplomacia do Brasil no Irã preocupa autoridades dos EUA’, e editorial no ‘Washington Post’, ‘Mão estendida do Brasil ao Irã ignora repressão brutal’. Na ‘Time’, em análise, ‘Irã, China e e Brasil intensificam o jogo de xadrez nuclear’. Por outro lado, o ‘NYT’ encerrou com Julia Sweig, do influente Council on Foreign Relations, de NY:


‘Os americanos acham que só eles podem se escalar do outro lado do mundo para redesenhar eventos locais e esperar que a comunidade mundial se submeta. O Brasil, por motivo similar, se vê instigado a entrar numa questão aparentemente além de seu interesse natural.’


‘GOOD COP, BAD COP’


A ‘Time’ situou a China a meio caminho entre o ‘good cop’ Brasil e o ‘bad cop’ Estados Unidos, quanto ao Irã. Na única referência às negociações ao longo da semana no estatal ‘China Daily’, num texto intitulado ‘Diálogo é o melhor caminho para a questão nuclear do Irã’, o porta-voz da chancelaria declarou que Pequim, ‘como sempre, acredita que a negociação é a melhor opção para resolver o assunto’, mas defendeu a estratégia em ‘duas trilhas’. Na outra, as sanções do Conselho de Segurança.


‘Conforme a relação EUA-China se tornar mais problemática, as corporações americanas investirão mais no Brasil, assim como as chinesas. Então, o Brasil leva vantagem nisso tudo.’


Do presidente do Eurasia Group, consultoria de ‘risco político’ de multinacionais americanas, IAN BREMMER, ao prever uma escalada de conflitos entre as empresas dos EUA e da China, em entrevista ao ‘Barron’s’, destacada também no ‘Financial Times’.


TEMPOS ESTRANHOS


Abrindo o Radar, na ‘Veja’, ‘Lula continua em plena campanha silenciosa para ser o próximo secretário-geral da ONU’. Relata que ‘discretas conversas já ocorreram até com gente graúda do governo Obama’. E na coluna de Ancelmo Góis, no ‘Globo’, ‘ainda este ano o primeiro- ministro britânico, David Cameron, virá ao Brasil’.


E para a semana o ‘Financial Times’ destaca a cúpula União Europeia-América Latina, a partir de hoje, em que ‘Lula prossegue sua turnê por metade do globo’. O jornal vê ‘troca de papéis’ dos continentes, quanto às dívidas, nestes ‘tempos estranhos’. Avisa que ‘os europeus terão que engolir seu orgulho e prestar atenção’.


HOLLYWOOD VEM AÍ


Ecoa por ‘NYT’, ‘Guardian’, a BBC e até a revista ‘New York’ o novo projeto de Katherine Bigelow, que vem de receber o Oscar de melhor direção por um filme de guerra no Iraque e pretende agora retratar a Tríplice Fronteira de Brasil, Argentina e Paraguai. Os dois últimos resistem, com medo do que a produção americana possa distorcer. O Departamento de Estado vê ‘terrorismo’ na região, o que os três negam. O Brasil não veta, mas já se leem alertas contra o ataque hollywoodiano.


‘RACE WARS’


E ecoa nos EUA um trailer do filme ‘Machete’, dirigido por Robert Rodriguez, em que o protagonista, assassino profissional mexicano, ameaça atacar o Arizona, Estado que passou uma lei contra imigrantes ilegais. Fox News, Drudge Report e ‘NY Post’ já reagiram, acusando o filme de ‘ilegal’ e de promover ‘guerras raciais’. No elenco, Robert DeNiro, Lindsay Lohan, Jessica Alba.


Por outro lado, ontem na manchete do Huffington Post, de Sarah Palin, ‘Somos todos do Arizona agora’.’


 


 


TECNOLOGIA


Antonio Gil


Exportação de tecnologia da informação


‘O SALDO negativo em conta corrente do Brasil no primeiro trimestre de 2010 foi de pouco mais de US$ 12 bilhões, um recorde desde 1947. Reflete o vigor da economia brasileira, mas pode também refletir, no longo prazo, a insustentabilidade dessa conta vital. Neste momento, vale a pena olhar para a indústria de tecnologia da informação (TI). Ela atravessa um momento virtuoso internacionalmente, e o Brasil caminha para se tornar um dos principais ‘players’ globais.


As exportações desses serviços (‘offshore outsourcing’) responderão, no mundo, por um mercado de US$ 101 bilhões neste ano. O Brasil tem um lugar a ocupar aí. Pela rapidez de respostas, o setor pode dar contribuição importante para melhorar a conta corrente brasileira. Isso já acontece claramente na Índia.


Um indicativo do êxito nacional em TI é o fato de a conta de exportações desses serviços ser a segunda mais representativa na balança de serviços.


Neste ano, as vendas externas vão chegar a US$ 3,5 bilhões. O setor, que exportou US$ 3 bilhões em 2009, ocupa a segunda posição na conta de serviços exportados, perdendo apenas para engenharia.


O melhor é que ainda há muito espaço para crescer. A representatividade do setor de TI no PIB brasileiro é de 4%; nos países mais desenvolvidos, está entre 5% e 6%.


O mercado mundial está dominado pela Índia -que exportou US$ 47 bilhões em serviços de TI em 2009-, mas tem perspectiva de crescer, em dez anos, 75%.


O contexto favorece a entrada de novos atores no mercado, e o Brasil tem condições extremamente favoráveis: qualidade tecnológica reconhecida internacionalmente; cultura múltipla, que facilita a relação com clientes mundiais; sistemas financeiro, político e econômico estáveis. Além de tudo, o país tem posição geográfica privilegiada, muito mais próxima da Europa e dos EUA do que nossos concorrentes mais imediatos, todos situados no Oriente.


O Brasil está fazendo a lição de casa para se promover lá fora, com muita competência: em junho, 50 executivos das principais companhias mundiais estarão reunidos em São Paulo para conhecer as vantagens de se realizar o ‘outsourcing’ aqui.


O evento faz parte de um projeto de promoção de exportações e investimentos na área de TI desenvolvido pela Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) em conjunto com o Gartner Group, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e de Ciência e Tecnologia, com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Outro fator que favorece a inserção do país no ambiente tecnológico internacional e lhe confere atratividade é a perspectiva de crescimento do mercado interno. De acordo com a Pesquisa Anual de Uso de Informática, divulgada recentemente pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o Brasil chegará a 2014 com 140 milhões de computadores em uso, praticamente o dobro dos 72 milhões de hoje.


Em 2012, já haverá 100 milhões de máquinas, o que corresponde a um computador para cada duas pessoas.


Informações recentes referentes ao mercado internacional corroboram a afirmação de que o momento é promissor para a tecnologia da informação, em todos os sentidos. Os resultados trimestrais de grandes companhias comprovam o franco crescimento do setor. A Google Inc.


divulgou seus resultados, apontando 37% a mais de lucro em relação ao trimestre anterior; a AMD Inc. informou que sua receita atingiu o crescimento recorde de 34%, enquanto a Intel afirmou que seu lucro trimestral quase quadruplicou e que a receita da empresa subiu 44% em relação aos três meses anteriores.


Finalmente, a previsão da Standard & Poor’s é de aumento de 79% nos lucros da indústria de tecnologia para o trimestre, em relação ao ano passado. Quanto à perspectiva de investimentos, os estudos do Gartner Group preveem crescimento de 5,3% no investimento global em tecnologia da informação neste ano, perfazendo um total de US$ 3,39 trilhões.


Na produção de softwares, o investimento mundial deve crescer 5,1%, chegando a US$ 232 bilhões.


Na área de serviços globais de tecnologia da informação, o aumento previsto pela consultora para o ano é de 5,7%, o que faria o montante chegar a US$ 821 bilhões.


São cifras convidativas, e o Brasil pode aproveitar a oportunidade, desde que priorize a área e adote políticas que favoreçam a sua evolução.


ANTONIO GIL é presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).’


 


 


TELEVISÃO


Victor Moreno e Gustavo Villas Boas


Canais pagos criam grade para donas de casa


‘Dois canais de TV paga começam, nesta semana, a buscar uma fatia do mesmo público: as donas de casa.


O Fox Life, antes focado em filmes e séries, inaugura hoje programação reformulada. Já o Canal Viva, novidade da grade da Globosat, estreia amanhã.


A definição da audiência que ambos querem atrair parece até receita de bolo. Algo como mulheres que querem soluções práticas, dedicadas à família e que gostam de culinária.


Mas a forma de conseguir isso será diferente.


O novo Fox Life tem como destaque programas que oferecem soluções práticas para o dia a dia: como preparar pratos, se maquiar e decorar a casa.


A ideia é investir no didatismo, afirma a chef Carole Crema, que apresentará o ‘Cozinha Caseira’.


O passo a passo será mais explicativo e mais real que o de programas como o ‘Mais Você’, da Globo, e o ‘Hoje em Dia’, da Record, onde, segundo ela, algumas etapas da preparação dos pratos são puladas por causa da limitação de tempo.


‘Aí você vai fazer em casa e não dá o mesmo resultado’, diz.


Esta nova programação, batizada de BemSimples, vai ao ar entre 8h e 18h30.


‘O foco não é só a dona de casa, mas o horário é de dona de casa’, reconhece a gerente de marketing da Fox Caroline Scholz.


Dublados


Já o Canal Viva foi criado a partir de uma demanda identificada em pesquisa, diz Letícia Muhana, diretora do Viva e também do GNT.


Com uma programação que ‘reúne um mix de gêneros’, segundo Muhana, a novidade vai ter uma grade, em grande parte, conhecida, já que ele se destina a ‘mulheres que cresceram assistindo aos programas da TV Globo’, diz a diretora.


O Viva vai transmitir, no mesmo dia da emissora aberta, mas em horários diferentes, o ‘Mais Você’ e o ‘Vídeo Show’. Outros programas entram no ar em dias diferentes.


E parte do conteúdo do novo canal será composto de novelas e séries antigas. Na programação de estreia estão, por exemplo, o primeiro episódio de ‘Sai de Baixo’ (1996) e o de ‘A Casa das Sete Mulheres’ (2003).


Já programas e séries importadas serão dublados ou narrados em português. A exceção será ‘The Oprah Winfrey Show’, porque ‘a apresentadora é uma personalidade mundialmente conhecida, com quem o público se identifica’, diz a diretora do canal.’


 


 


Livro analisa como os gays aparecem na TV


‘O fenômeno da Parada Gay é o ponto de partida para o jornalista Irineu Ramos Ribeiro analisar como a identidade homossexual aparece na televisão do Brasil.


No livro ‘A TV no Armário’ (edições GLS, 133 págs, R$ 31,90; prefácio de Carlos Eduardo Lins da Silva) o autor resgata o histórico do movimento gay no mundo e aborda como a televisão e a mídia em geral tratam -muitas vezes de forma equivocada- a homossexualidade.’


 


 


INTERNET


Laura M. Holson, New York Times


Privacidade na internet começa a ser valorada


‘Min Liu, estudante de artes em Nova York, abriu uma conta no Facebook quando tinha 17 anos e ali relatou sua vida universitária em detalhes, desde os drinques tomados com amigos até as saídas para casas noturnas. Hoje ela tem 21 anos e recentemente começou a repensar algumas coisas.


Preocupada com suas perspectivas profissionais, pediu a uma amiga que tirasse da internet uma foto em que aparecia bebendo e usando um vestido justo. Quando a supervisora de seu estágio pediu para entrar em seu círculo de amigos no Facebook, Liu concordou, mas limitou o acesso a sua página na rede. ‘Quero que as pessoas me levem a sério’, explicou.


É habitual imaginar que as pessoas com menos de 30 anos se sintam à vontade em exibir todas as facetas de suas vidas on-line. Mas muitos membros da geração que revelou tudo estão repensando o que significa viver de modo escancarado.


Embora a participação em redes sociais ainda seja grande, uma pesquisa recente da Universidade da Califórnia em Berkeley constatou que mais de metade dos adultos jovens entrevistados passou a preocupar-se mais com sua privacidade do que se preocupava cinco anos atrás, refletindo o número de pessoas da idade de seus pais (ou mais velhas) que manifestam a mesma preocupação.


Mas as pessoas dessa faixa etária se esforçam mais que os adultos mais velhos para se proteger. Em estudo a ser divulgado neste mês, o Projeto Internet Pew constatou que pessoas na casa dos 20 anos exercem mais controle sobre suas reputações digitais do que adultos mais velhos, deletando posts indesejados e limitando as informações que circulam a seu respeito.


‘A participação em redes sociais requer vigilância, não só em relação ao que você divulga, mas ao que seus amigos divulgam a seu respeito’, disse Mary Madden, especialista em pesquisas que supervisionou o estudo do Pew.


A erosão da privacidade vem se tornando um problema que preocupa os usuários ativos de redes sociais. Recentemente o Facebook teve que se apressar a solucionar uma falha de segurança que permitiu que usuários tivessem acesso às informações supostamente particulares de seus amigos, incluindo bate-papos pessoais.


Sam Jackson, universitário que começou um blog quando tinha 15 anos e já foi estagiário no Google, disse que aprendeu a não confiar em nenhuma rede social para proteger a privacidade de suas informações. ‘Quando olhos para trás, vejo coisas que disse quatro anos atrás e que não diria hoje’, contou. ‘Hoje eu me censuro muito mais.


Procuro ser franco, mas tenho consciência da pessoa com quem estou falando.’


Ele aprendeu a proteger sua privacidade por tentativa e erro e criou uma teoria própria para isso: camadas concêntricas de partilha.


Sua conta no Facebook, que tem desde 2005, é estritamente pessoal. ‘Não quero que as pessoas saibam que DVDs eu aluguei’, explicou. ‘Se eu compartilho alguma coisa, quero saber com quem ela está sendo compartilhada.’


A desconfiança parece ser generalizada. Na pesquisa telefônica que conduziu com mil pessoas, o Centro Berkeley de Direito e Tecnologia, da Universidade da Califórnia, constatou que 88% dos jovens de 18 a 24 anos que entrevistou em julho de 2009 opinaram que deveria haver uma lei que obrigue sites na internet a deletar informações armazenadas. E 62% disseram que gostariam que houvesse uma lei que garantisse às pessoas o direito de saber tudo o que um site sabe a seu respeito.


A desconfiança tem se traduzido em atos. No estudo do Pew, os pesquisadores entrevistaram 2.253 adultos no ano passado e descobriram que as pessoas de 18 a 29 anos tendem a monitorar suas configurações de segurança mais que os adultos mais velhos.


Os adolescentes mais jovens não foram incluídos nesses estudos; é possível que não tenham a mesma preocupação com a privacidade. Mas evidências empíricas sugerem que muitos deles talvez não tenham tido experiência suficiente para compreender as desvantagens de se compartilhar demais.


Até mesmo o Facebook considera positivo que os jovens estejam refletindo sobre o que colocam on-line, disse Elliot Schrage, responsável pela estratégia global de comunicações da empresa.’


 


 


 


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