Terça-feira, 26 de Maio de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Contas tortas

Por Lúcio Flávio Pinto em 05/11/2013 na edição 771

Delta Publicidade, a empresa da família Maiorana, que edita O Liberal, acumula prejuízos há duas décadas. Em 2011 eles somavam quase 18 milhões de reais. O valor equivale a mais de 25 vezes o capital da firma, que, nesse mesmo ano, teve receita bruta de R$ 65 milhões (arrematado por prejuízo de R$ 1,4 milhão). O patrimônio líquido está negativo em quase R$ 9 milhões. Tecnicamente, a poderosa corporação está falida. Devia ter fechado. Mas não fecha. E proclama editar o maior e melhor jornal do Norte e Nordeste do país. Qual o mistério?

Que mistério há, não se duvide. No domingo (20/10), Delta Publicidade publicou de uma só vez seus balanços de 2010 e 2011, que estavam atrasadíssimos. Mas ainda não atualizou suas demonstrações financeiras: faltam as contas de 2012, cujo prazo legal expirou. Não se sabe qual o critério que os donos do jornal usam para cumprir a exigência imposta às sociedades anônimas, mas não é o da transparência e do zelo por suas finanças. Os balanços, em formato pequeno, saíram apenas no Amazônia, o jornal mais novo e secundário da “casa”. O irmão mais velho e de maior importância foi poupado das garatujas contábeis.

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Lúcio Flávio Pinto é jornalista, editor do Jornal Pessoal (Belém, PA)

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