Sábado, 06 de Junho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Tablets e smartphones

Por Renato Cruz em 19/11/2013 na edição 773

O avanço dos dispositivos móveis tem causado uma explosão no consumo de dados em todo o mundo. No ano passado, o tráfego mensal de dados era de 43,5 exabytes por mês, segundo a Cisco, fabricante de equipamentos de comunicação. Para se ter uma ideia, um exabyte equivale a 1 trilhão de megabytes. Mas o que significam, na prática, 43,5 exabytes? O volume médio de dados que trafegou mensalmente pela internet em 2012 equivale a 60 bilhões de filmes de longa metragem digitalizados. Ou a 10 trilhões de músicas no formato MP3.

E o crescimento não para. A expansão média anual prevista pela Cisco até 2017 é de 23%, quando o tráfego mensal deve atingir 120,6 exabytes. Para o Brasil, o aumento esperado é ainda maior. Roberto Guenzburger, diretor de Produtos Móveis de Varejo da Oi, apresentou números sobre o País na semana passada, durante o Fórum Tablets & Smartphones 2013, em São Paulo. Segundo ele, entre 2011 e 2016, o tráfego de dados por aqui deve crescer oito vezes, sendo que a previsão para os dados móveis é de que avancem 19 vezes. A velocidade média da rede móvel será multiplicada por 11.

Isso se deve, em grande parte, à expansão dos celulares inteligentes e dos tablets. Muitos consumidores, principalmente os de baixa renda, têm no smartphone o único ponto de acesso à internet de casa. No período de 12 meses encerrado em setembro, o volume de dados transportado pelas redes móveis brasileiras aumentou 97%. O vídeo móvel é um dos grandes responsáveis pelo aumento de tráfego de dados. Em 2016, o vídeo deve se tornar responsável por 76% de todo o tráfego no Brasil.

Como transformar explosão de dados em lucro?

Temos visto, nos últimos meses, uma gradual substituição dos PCs pelos tablets e smartphones na preferência do usuário. E isso é só o começo. Os computadores de vestir – como os óculos Google Glass e o relógio Samsung Galaxy Gear – devem ampliar ainda mais a demanda por dados das redes sem fio. A chamada internet das coisas – em que medidores de energia elétrica e água, carros e eletrodomésticos se tornam conectados – vão fazer o uso do acesso sem fio crescer ainda mais.

O que poderia parecer um cenário auspicioso – crescimento acelerado da demanda – causa preocupação às operadoras de telecomunicações. Por um lado, existem obstáculos à instalação de infraestrutura, como a demora na permissão de instalação de torres e de cabos, que acabam prejudicando a qualidade do serviço. Por outro, a expansão do tráfego é acompanhada por uma queda no preço médio do byte transportado, o que dificulta o retorno do investimento.

Operadoras do mundo inteiro quebram a cabeça para transformar a explosão de dados em receita e lucratividade. Mas o problema ainda não tem resposta.

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Renato Cruz é colunista do Estado de S.Paulo

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