Terça-feira, 26 de Maio de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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A vez do Twitter no jornalismo

Por Cleyton Carlos Torres em 01/02/2011 na edição 627

O Twitter explode exponencialmente no número de usuários em todo o mundo e um dos grandes beneficiários pode ser o jornalismo digital. Porém, é necessário ressaltar, antes de tudo, que a rede social de microblogs, por si só, não é jornalística, assim como todas as mídias sociais não são, sozinhas, centros informacionais.

Hoje em dia, é possível colocar diariamente questões – polêmicas ou não – publicadas em formatos de tweets (mensagens de até 140 caracteres) e observar a reação imediata das pessoas. Todos que utilizam o Twitter passaram a possuir o cargo de mancheteiros, pois com tão pouco espaço para se demonstrar algo, os usuários fazem da imaginação o combustível necessário para criarem postagens atraentes dignas de cliques e RT´s (quando uma mensagem é replicada na rede).

E é exatamente nessa hora que a afirmação que o Twitter por si só não é jornalístico se consolida. O número de informações publicadas na rede faz com que muitos se autodenominem centros informacionais. Porém, a credibilidade fala mais alto, principalmente no mundo 2.0 e suas avalanches diárias de notícias. É preciso utilizar a rede social com profissionalismo para que, desse modo, a diferenciação entre a notícia ‘amadora’ e a jornalística seja evidenciada sozinha.

A melhor maneira de trabalhar os dados

Muitos jornalistas estão utilizando a rede como um espaço para a busca de pautas – mesmo correndo o risco de que algo seja implantado intencionalmente por algum usuário com má índole – e na procura por novos públicos e tendências. Mesmo com todos os perigos que uma rede social aberta e colaborativa apresenta, o jornalismo pode usufruir do Twitter como um meio de encontrar histórias distintas, segmentadas e, principalmente, trilhas que poderão levar o jornalista a furos reais.

Além de uma plataforma que coloca o jornalista mais próximo de seu público, a rede social de microblogs traz consigo a possibilidade de ser utilizada como uma ferramenta para a cobertura em tempo real de algum fato ou evento. A criação de dezenas de perfis oficiais na rede permite que o Twitter seja um agregador de notícias customizadas por parte da redação, sendo empregado para a publicação de links, notícias, informações adicionais a uma reportagem, divulgação de fontes externas e diversos outros tipos de funcionalidades.

Ao contrário do que muitos afirmam, é possível enxergar o Twitter mais como um canal auxiliar ao jornalismo digital do que um exterminador do poder crítico dos jornalistas. Nessa rede, todos os usuários são críticos ávidos, e não centro de informações totalmente confiáveis, tal como uma mídia com profissionais qualificados é capaz de fazer. Contudo, o Twitter traz às redações os sentimentos expostos em tempo real pelos seus leitores, telespectadores, ouvintes ou internautas. Cabe ao jornalismo analisar e compreender a melhor maneira de trabalhar com esses dados, maximizando seu impacto construtivo para com as sociedades e ajudando, literalmente, a separar a imprensa de trigo da imprensa de joio.

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Jornalista, blogueiro, pós-graduado em Assessoria de Imprensa, Gestão da Comunicação e Marketing e pós-graduando em Política e Sociedade no Brasil Contemporâneo, São Paulo, SP

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