Quinta-feira, 28 de Maio de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Internet ainda não têm impacto forte nas eleições

06/03/2012 na edição 684

Os debates entre os candidatos presidenciais americanos Abraham Lincoln e Stephen Douglas, em 1858, foram realizados em mais de sete lugares, com até 20 mil espectadores e sem microfones. Um candidato falava por uma hora, o segundo tinha direito a uma réplica de 90 minutos e então era concedida meia hora de tréplica ao primeiro.

A televisão deu um novo ritmo aos debates presidenciais – e, hoje, a internet, com sua rapidez e brevidade, ampliou o jeito de se fazer campanha. Assim, surge a pergunta: as redes sociais terão efetivamente impacto nas eleições de 2012? Segundo um estudo do Centro de Pesquisas Pew, nos EUA, não. “As emissoras de TV a cabo lideram o ranking de fonte de notícias de campanha. Twitter e Facebook desempenham papéis muito modestos”, concluiu o estudo.

Novas tecnologias sempre modificaram campanhas – geralmente, de formas misteriosas. Convenções de partidos foram exibidas na TV pela primeira vez em 1952 e logo se tornaram verdadeiras encenações teatrais. Reza a lenda que, em 1960, Richard Nixon perdeu votos para John Kennedy por ter suado sob as luzes quentes dos refletores durante um debate televisionado. Em 2004, a organização liberal MoveOn.org usou a internet para acumular pequenas doações e realizar “primárias virtuais” vencidas por Howard Dean – cujo grito virou hit na web e nas emissoras americanas.

Crescimento

Em novembro de 2008, o Twitter tinha cerca de quatro milhões de usuários e 100 mil seguiam o então candidato à presidência Barack Obama. Hoje, o democrata, que tenta a reeleição, tem mais de 12,5 milhões de seguidores – já os pré-candidatos republicanos Mitt Romney e Rick Santorum têm, respectivamente, 350 mil e 150 mil. Nas últimas eleições presidenciais americanas, em 2008, o Facebook tinha 50 milhões de usuários; hoje, tem 845 milhões. O Google+ não existia.

Ainda com o crescimento das redes sociais, os anúncios partidários na TV tendem a ser mais efetivos, pois são intrusivos. Neste ano, deverão ser investidos US$ 3 bilhões (mais do que os US$ 2,1 bilhões de 2008). Já as redes sociais são mais sutis. Para Jonathan Collegio, do comitê de ação política American Crossroads, para funcionar, o conteúdo online tem que ser viral. Hoje, ainda não há investimentos para este tipo de marketing viral, mas, nas eleições de 2016, ele certamente usará parte dos recursos dos anúncios de TV.

Os maiores efeitos das redes sociais nas eleições de 2012 serão nos bastidores. As redes sociais, assim como a vida real, são movidas por influenciadores – não necessariamente os com mais amigos ou seguidores, mas aqueles cujas ideias e opiniões têm os maiores impactos. Informações de Andy Kessler [The Wall Street Journal, 1/3/12].

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