Terça-feira, 26 de Maio de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Estrelas do Vale do Silício criam raízes em Nova York

Por Douglas MacMillan em 13/03/2012 na edição 685

Podem começar a espalhar a notícia: o Vale do Silício está invadindo Nova York. No ano passado, Facebook, Twitter, Skype, a desenvolvedora de jogos Zynga e outras empresas de tecnologia abriram escritórios em Nova York, contratando programadores de software e designers de produtos e ampliando o pessoal de marketing e vendas que já mantinha na cidade. “Nós vamos, com certeza, buscar os melhores talentos que conseguirmos da forma mais agressiva que pudermos”, diz Serkan Piantino, que supervisiona a meia dúzia de engenheiros do Facebook em Nova York. Em janeiro, eles mudaram-se para um edifício de 17 andares nas imediações do Grand Central Terminal, o primeiro posto avançado de engenharia da empresa na Costa Leste dos Estados Unidos.

Nova York tem uma comunidade tecnológica nativa de grande vitalidade: um leque de sites que vão do Gilt Groupe, que vende artigos de luxo, ao Foursquare, de compartilhamento de localização com amigos. Empresários e investidores dizem que o afluxo de importantes empresas dará um grande impulso à comunidade tecnológica local. “O reservatório de talentos vai aumentar, haverá mais novas empresas e o setor de tecnologia em Nova York vai crescer e desenvolver-se”, afirma Fred Wilson, da Union Square Ventures, em Nova York. Menos recém-formados “irão direto para o Vale do Silício”.

Em 1º de fevereiro, o site Dice.com, de busca de empregos, listava 8.862 vagas em informática e tecnologia em Nova York, 5% a mais do que 12 meses antes. Isso se compara ao aumento de 12%, para 5.366 empregos, na área da baía de San Francisco. Os problemas de Wall Street significam que os bancos estão contratando menos engenheiros. Mas nas empresas de tecnologia “você tem uma demanda muito maior” por talentos desenvolvedores de software em Nova York, diz Nick Beim, sócio na Matrix Partners e diretor do escritório que a empresa de capital de risco abriu há dois anos na cidade. Os novos participantes no mercado provavelmente “tornarão o cenário mais competitivo”, diz Paul Flaharty, da recrutadora Robert Half International, em Nova York. “Nossos melhores candidatos estão recebendo ofertas em cima de ofertas.”

“Eles não nos veem como concorrentes”

O Facebook diz que planeja formar uma equipe básica de engenharia com 15 a 20 pessoas em Nova York e, em seguida, usar os contatos deles para criar uma rede mais ampla. As novas instalações do Twitter, na mesma quadra que o Facebook, abrigam cerca de 30 funcionários, e a empresa espera dobrar o número neste ano. Em 2011, a Zynga comprou a Área/Code, uma jovem empresa de jogos com sede em Manhattan. Neste ano, a empresa planeja ampliar seu quadro de 55 engenheiros, vendedores e outros funcionários que atualmente mantém em Nova York. O Skype começou a concentrar grande parte de seu esforço de desenvolvimento na área de dispositivos móveis em seu escritório no bairro Flatiron, onde já tem cerca de 25 técnicos – e contratará outros mais neste ano.

O Google, que abriu seu escritório em Nova York no ano 2000 e hoje emprega 2,7 mil vendedores e engenheiros na cidade, tornou-se uma fonte fértil de técnicos para empresas locais iniciantes em tecnologia e recém-chegadas à cidade. Depois que o programador Dennis Crowley deixou o Google em 2007 para fundar o Foursquare, ele começou a contratar ex-colegas de seu antigo empregador. “Tivemos sorte na rapidez com que fomos capazes de crescer com pessoas talentosas”, diz Crowley, que expandiu o Foursquare para mais de 100 funcionários.

Piantino, que entrou para o Facebook em 2007 e ajudou a liderar projetos importantes, como o Timeline, vem tentando conquistar recrutas em potencial em eventos locais, como numa palestra feita, em setembro, pelo investidor-anjo Paul Graham. Depois de se infiltrar na multidão de cerca de 800 profissionais no Metropolitan Pavilion, Piantino saiu acreditando que o Facebook poderá conquistar corações e mentes da comunidade tecnológica local. “Eles não nos veem como concorrentes”, afirma. “Eles veem tudo isso como uma confirmação do potencial novaiorquino.”

***

[Douglas MacMillan, da Bloomberg Businessweek]

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