Segunda-feira, 01 de Junho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Internet pode representar 2,4% do PIB em quatro anos

20/03/2012 na edição 686

O aumento do uso de smartphones e o interesse crescente pelas redes sociais e por sites de comércio eletrônico vão contribuir para que a geração de recursos financeiros relacionados à internet aumente ainda mais no Brasil nos próximos. A chamada economia da internet relativa ao país pode atingir R$ 158 bilhões em 2016, de acordo com estudo realizado pelo Boston Consulting Group (BCG) e obtido com exclusividade pelo Valor. A cifra equivale a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e é 95% superior à registrada em 2010.

“A internet não pode ser ignorada e já representa uma parte importante da nossa economia”, afirma Julio Bezerra, diretor do BCG, companhia americana especializada em consultoria empresarial. No Brasil, a expectativa é que o consumo na web seja a área de maior crescimento, passando de R$ 60 bilhões em 2010 para R$ 134 bilhões em 2016.

Apesar da expansão, a participação da economia da internet no PIB brasileiro ainda é menor que a proporção média dos países do G-20 (grupo que reúne economias mais industrializadas e países emergentes). A estimativa do BCG é que a economia da internet do grupo some US$ 4,2 trilhões em 2016, o equivalente a 5,3% do PIB dos países.

O que falta para o Brasil ter um desempenho mais parecido com o restante do G-20? De acordo com Bezerra, a economia da internet do país terá de combinar o crescimento de três vertentes: consumo, investimentos e gastos do governo. Dentre os três elementos, o comércio via internet é o mais desenvolvido. O BCG estima que o varejo on-line terá uma participação de 4,3% nas vendas totais do Brasil em 2016, ante 3,1% em 2010. “Em e-commerce, o Brasil se destaca quando comparado a outros emergentes”, diz Bezerra. O país fica à frente de China, Rússia, Argentina, México e África do Sul.

Classe C

Não por acaso, o aumento da representatividade do varejo on-line tem motivado empresas brasileiras a marcar presença na internet. De acordo com o estudo, 53% das empresas de pequeno e médio porte têm páginas na internet, 71% fazem publicidade on-line, 41% têm blogs, 56% estão nas redes sociais e 66% vendem algum produto na web. “As empresas não podem ignorar esse espaço”, diz Bezerra.

Mesmo com um percentual alto de empresas que dizem fazer publicidade na internet, o mundo on-line ainda está longe de se aproximar das mídias convencionais, ao menos no Brasil. Em 2016, a expectativa é que os gastos com publicidade nesse meio atinjam R$ 6,2 bilhões, o equivalente a 17,4% das despesas com publicidade no país. Para efeito de comparação, emissoras de televisão e jornais concentravam, juntos, 70,4% desse mercado em 2010.

De acordo com Bezerra, o fato de a internet ser um tipo de mídia que atinge cada vez mais a classe C vai contribuir para o aumento da publicidade on-line no Brasil nos próximos anos.

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[Bruna Cortez, do Valor Econômico]

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