Terça-feira, 07 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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ENTRE ASPAS >

Dunga fez treinamento para enfrentar entrevistas

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 12/05/2010 na edição 589


Leia abaixo a seleção de quarta-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Quarta-feira, 12 de maio de 2010


 


COPA


Sérgio Rangel, Fábio Grellet e Cirilo Júnior


Preparação inclui curso para dar entrevistas


‘Dunga preparou-se para enfrentar o batalhão de jornalistas que vai seguir seu time a partir do dia 21, quando a delegação chega a Curitiba para o início dos treinos para a Copa.


No último mês, o treinador fez um ‘media training’ para segurar a pressão durante o Mundial. O curso treina executivos, personalidades e políticos a lidar com a imprensa.


O recurso é bastante usado. O Palácio do Planalto, por exemplo, tem uma divisão de ‘media training’ só para habilitar ministros e funcionários do alto escalão a darem entrevistas.


Ontem, pelo menos, surtiu efeito. Dunga não perdeu a paciência com os jornalistas nem nos momentos em que foi alvo de perguntas mais ásperas.


Em vários momentos, fez questão de falar diretamente com o torcedor, olhando para as mais de 30 câmeras posicionadas no fundo do salão.


Ao contrário de outras entrevistas, evitou o confronto com os jornalistas, papel que coube ao auxiliar técnico Jorginho. Estratégia parecida com a utilizada pela dupla de comandantes de 1994, que tinha Zagallo na trincheira, enquanto Parreira ficava mais resguardado.


Mais tarde, ele pediu paciência ao torcedor. ‘Eu quero pedir para o torcedor duas coisas: que acredite, que torça por nós, e pedir desculpas porque talvez ele não vá ter tanta informação. Vamos querer um pouco de privacidade para realizar um bom trabalho porque a cobrança será grande. Quero pedir um pouco de paciência ao torcedor.’


O recado estava dado: a seleção treinará de forma reclusa no Brasil e na África do Sul.


Os treinos deverão ser fechados até para os jornalistas. Os coletivos dificilmente serão televisionados como em 2006.


Dunga não alterou o tom de voz nem quando um repórter foi irônico. Ao questionar a ausência de Neymar e Ganso, o jornalista deu ‘graças a Deus por Dunga não ter sido o técnico em 58, senão Pelé não teria ido à Copa’. Coube a Jorginho criticar o questionamento, pedindo apoio da imprensa.


‘Fazem uma pergunta terrível, quer comparar Pelé com quem? Com Neymar e Ganso? Com quem? Não pode, é um absurdo! Precisamos entender, é seleção, nosso país, nossa pátria. Não é que a imprensa tenha que deixar o lado crítico, mas ser justa, não querer ser direcionada como estão sendo algumas pessoas’, afirmou.


À noite, Dunga foi ao ‘Jornal Nacional’. Mesmo blazer, mesma camisa e camiseta. E o mesmo tom afável. ‘Fechamos a lista há uma semana’, revelou, sorrindo.’


 


 


Aplausos são patrocinados


‘Cerca de 80 pessoas acompanharam a convocação diante do hotel Windsor. A Gillette, patrocinadora da seleção, levou claque: 50 contratados que ganharam até lanche. Já estudantes xingaram a mãe de Dunga.’


 


 


INTERNET


Ronaldo Lemos


Marco Civil é lei a favor da internet


‘ESTÁ EM curso a segunda fase do debate que está construindo um Marco Civil para a internet no Brasil. Trata-se de um processo inovador, aberto a toda sociedade. A iniciativa é do Ministério da Justiça, em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas (CTS-FGV).


Seu objetivo é estabelecer as regras fundamentais para a rede no país.


Não através da criminalização, nem da restrição a direitos, mas, sim, pela concretização na rede dos direitos fundamentais estabelecidos pela Constituição. Seus pilares são a defesa da privacidade, da liberdade de expressão, a criação de salvaguardas para sites e blogs, a garantia de direitos básicos de acesso à rede e a ampliação do acesso a dados governamentais.


Em síntese, ele propõe que o acesso à internet é requisito para o exercício da cidadania no mundo de hoje.


Contrapõe-se a uma tendência brasileira e global de criminalização e restrição a direitos na rede e é produto da intensa mobilização da sociedade civil contra projetos de lei que radicalizam a regulamentação da rede.


Dentre eles, o polêmico projeto de lei nº 84/89, que, na redação atual, estabelece crimes excessivamente amplos, que levam à restrição de direitos dos usuários. É equivocado estabelecer que os conflitos na rede devam ser decididos essencialmente pela esfera criminal, como quer esse projeto.


O Marco Civil é necessário porque hoje, depois de mais de 15 anos de acesso público à internet no país, ainda convivemos com a ausência de regras. Apesar disso, o Judiciário é chamado constantemente para decidir conflitos. Mas, como não há legislação específica, as decisões acabam sendo contraditórias.


Um exemplo é a ordem judicial que mandou bloquear o acesso ao YouTube em todo o Brasil por conta de vídeo da modelo Daniella Cicarelli em situação íntima em praia da Espanha.


Filtrar um site na raiz da conexão de um país é medida extrema, adotada em geral só por regimes autoritários, como China ou Coreia do Norte.


Com a ausência de regras, são comuns também os casos de blogueiros, sites e provedores condenados automaticamente por conteúdos de terceiros. Um exemplo é o autor de um blog no Ceará que foi condenado em R$16 mil por conta de um comentário postado no site.


O objetivo do Marco Civil é reduzir essa atual situação de imprevisibilidade e desenhar os limites da responsabilidade na internet, de forma que blogs, sites e provedores não sejam responsabilizados automaticamente por qualquer conteúdo de terceiros.


Com isso, estimula-se o amadurecimento da ‘websfera’, criando melhores condições para quem quer inovar e empreender na rede brasileira.


A proposta do marco é de ponderação, de equilíbrio entre interesses diversos. Nesse sentido, seu texto inicial apresentou uma solução intermediária para a questão, baseada nas contribuições recebidas e nos modelos adotados na Europa e nos EUA.


Por ele, sites e blogs somente seriam responsáveis por conteúdos de terceiros se, notificados pelo ofendido, não agissem para removê-lo.


No entanto, o autor seria informado da notificação e teria a chance de contranotificar, mantendo o conteúdo no ar e assumindo a responsabilidade por ele. Qualquer terceiro poderia fazer o mesmo, protegendo conteúdos na rede. Esse sistema privilegia as próprias partes, que se tornam protagonistas da solução do conflito, sendo o Judiciário chamado apenas quando necessário.


Após três semanas de amplo debate, essa solução não pareceu ser a mais adequada. As contribuições enviadas individualmente e por instituições apontaram em outro sentido: o de que provedores, sites e blogs só devem remover conteúdos de terceiros a partir de uma ordem judicial, e não quando notificados pelo ofendido.


Com isso, a nova proposta foi incorporada e passa a ser objeto do debate.


Qual deles é o melhor caminho?


Não cabe nem ao Ministério da Justiça nem ao CTS-FGV decidir. A solução final será construída através da participação ampla de indivíduos, organizações e entidades de classe, que podem contribuir pelo site www.culturadigital.br/marcocivil até o dia 23 de maio. O texto do Marco Civil é o ponto de partida.


O compromisso de todo o processo é com o debate. E já existe um consenso importante: qualquer regulação da internet no Brasil deve ser necessariamente precedida de ampla discussão, valendo-se para isso das possibilidades de participação do nosso tempo.


RONALDO LEMOS, mestre em direito pela Universidade Harvard e doutor em direito pela USP, é diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV e colunista da Folha.’


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


A proposta, de novo


‘No principal destaque da Folha Online, abaixo da cobertura de futebol, ‘Lula será recebido pelo aiatolá Ali Khamenei durante visita ao Irã’. Segundo o enviado Samy Adghirni, ‘uma honra reservada aos aliados mais próximos do regime’.


No alto das buscas de Brasil no Yahoo News, também abaixo do futebol, a Associated Press noticiou ontem, com algum atraso em relação à mídia iraniana, que ‘Brasil e Turquia fazem nova proposta nuclear’. Segundo o porta-voz da chancelaria, os dois países apresentaram ‘uma nova fórmula que pode abrir o caminho para um entendimento’.


Horas depois, a AP noticiou que o principal assessor para armas atômicas da Casa Branca disse que o programa de enriquecimento do Irã sofreu atraso significativo e ‘o relógio nuclear não está andando tão depressa como alguns temiam’.


6%, O LIMITE


O ‘Financial Times’ postou entrevista com o ministro da Fazenda, parte da cobertura do seminário sobre infraestrutura que o jornal fez no Rio com o ‘Valor’. Destacou que o país estabeleceu um ‘limite de crescimento de 6%’ para não superaquecer a economia, o que seria alcançado com um ‘esforço para reduzir gastos de governo’.


Sobre a presença de Dilma Rousseff na conferência, o ‘FT’ ressaltou a defesa da abertura de capital da Infraero. Na capa do ‘Valor’, ‘Dilma quer fontes de crédito além do BNDES’ para infraestrutura.


MARCAS EMERGENTES


Abrindo o caderno de economia do ‘China Daily’, longa reportagem mostrou como os Brics ‘inovam na exploração da imagem dos produtos para capturar mercados no mundo todo’. Abre avisando que ‘Google e McDonald’s precisam ficar atentos’, pois pesquisa da Millward Brown mostrou que ‘muitas das marcas do futuro virão de emergentes como China, Brasil, Rússia e Índia’.


E detalha um caso brasileiro. Segundo um consultor, ‘no coração do sucesso das Havaianas está a fórmula usada pela maioria das marcas novas: um grupo dedicado e persistente criou uma marca inovadora que é genuinamente significativa para os consumidores’.


NO VALE DO SILÍCIO


Na capa do caderno de economia do ‘San Francisco Chronicle’, ‘Brasil realiza esforço para trabalhar com empresas’ do Vale do Silício. A longa reportagem destaca que, dos Brics, o B é o que tem menos atenção na região. A partir da capa da ‘Economist’ sobre o país, faz a defesa de sempre da economia, mas cita também a violência


O FUTURO NO BRASIL


Na home de ‘Financial Times’ e ‘Wall Street Journal’ e com reportagem própria até no ‘New York Times’, a Portugal Telecom recusou oferta da Telefónica para vender sua metade na operadora Vivo. E a coluna Lex, do ‘FT’, já postou análise dizendo que o alto valor da proposta mostra o ‘desespero’ da Telefónica, mas a tele espanhola não deve ter maior esperança, pois ‘vender um investimento no Brasil’ deixaria a portuguesa dependente do ‘ex-mercado em crescimento português’. A resposta do presidente da Portugal Telecom, Zeinal Bava, ‘não podia ser mais clara’: vender a participação no Brasil significaria ‘amputar o futuro da PT’.


FMI LÁ


O ‘WSJ’ destacou que o ‘Alcance do FMI avança sobre a Europa Ocidental’, passando em semanas ‘de pária da zona do euro a uma instituição cuja bênção é essencial’. Já o ‘FT’, sob o título ‘Não faça o que fizemos’, destacou que Cristina Fernández, presidente da Argentina, alertou a Grécia para não aceitar a austeridade rigorosa, como está sendo ‘prescrita’ pelo FMI, porque terá ‘terríveis consequências’ sobre a economia real.


E já surgiu o primeiro despacho, da Bloomberg, avisando que ‘Alemanha e França podem sofrer queda em nota de investimento’ por sustentarem ‘dívidas de membros mais fracos da zona do euro’. Um estrategista de banco alemão descreveu o pacote de apoio como ‘um esquema Ponzi no mais alto nível’.


COMPRE REAL


Também no ‘WSJ’, um texto sobre aplicações aconselhou a ‘vender’ euro e comprar iene ou ‘moedas de emergentes e desenvolvidos expostos ao crescimento da China’: o sul-coreano won, o dólar australiano e ‘moedas de produtores de commodities como o Brasil’.


JÁ COMPROU


O financeiro TheStreet destacou que ‘Pimco compra no Brasil, Canadá e Austrália’. Mas o maior fundo de investimento do mundo também vem adquirindo títulos públicos de Alemanha, França e outros do Norte europeu, apostando que o problema será maior no Sul.’


 


 


CONTROLE


Ranier Bragon


Mídia defende limite a capital estrangeiro


‘As associações que representam os maiores jornais e canais de TV do país anunciaram ontem ter ingressado na Procuradoria-Geral da República com representação em que pedem investigação e adoção de medidas contra o possível controle, por empresas estrangeiras, de órgãos de comunicação no país.


A ANJ (Associação Nacional de Jornais) e a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) pedem que o Ministério Público adote providências para que o governo faça cumprir a determinação constitucional que limita a 30% a participação de capital estrangeiro em empresas de comunicação e reserva a brasileiros natos (ou naturalizados há mais de dez anos) a responsabilidade administrativa e editorial.


O presidente da Abert, Daniel Slaviero, afirmou haver dezenas de casos de violação da regra constitucional. ‘Há dezenas de casos, mas os mais notórios são o portal Terra e o portal iG, que têm conteúdo jornalístico operando na internet’, afirmou Slaviero.


‘Entramos com a representação com base em duas premissas: que a internet não é uma terra sem lei e que algum órgão público tem que fazer valer uma regra constitucional que está sendo flagrantemente desrespeitada’, disse Slaviero, em entrevista antes de seminário no Congresso que discutiu direito autoral na internet.


Material distribuído pela Abert durante o evento aponta também outros órgãos de imprensa, como o jornal ‘Brasil Econômico’, lançado no país pelo grupo português Ongoing.


‘Acreditamos que o Ministério Público irá adotar a iniciativa de defender a execução do artigo 222 da Constituição, flagrantemente desrespeitado’, afirmou Ricardo Pedreira, diretor-executivo da ANJ.


Questionamentos


Segundo as duas associações, foram feitos questionamentos sobre o assunto ao Ministério da Justiça e à AGU (Advocacia-Geral da União), mas não houve resposta. A ANJ é presidida por Judith Brito, diretora-superintendente do Grupo Folha, que edita a Folha e é acionista majoritário do portal UOL.


A AGU informou que recebeu o pedido e está aguardando manifestação da consultoria jurídica do Ministério das Comunicações sobre o tema. Após esta manifestação do ministério, segundo a AGU, será emitido um parecer. Questionado pela Folha sobre a consulta das entidades, o Ministério das Comunicações não respondeu até a conclusão desta edição.


Procurada pela reportagem da Folha, a assessoria do iG afirmou que a empresa é nacional, com sede no Brasil e controlada por uma firma 100% nacional, a telefônica Oi.


O Terra disse que não iria se pronunciar porque ainda não recebeu nenhum comunicado a respeito da representação feita por ANJ e Abert à Procuradoria-Geral da República.


O grupo português Ongoing não se manifestou até a conclusão desta edição.’


 


 


EDUCAÇÃO


Mariana Barbosa


Boni e Olivetto estreiam no ensino à distância via web


‘Washington Olivetto e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, são as estrelas de dois novos cursos de extensão universitária à distância da Unip.


Com aulas pela internet, chats, blogs e outros recursos digitais, os cursos foram idealizados pelo IEDB, sigla para Instituto Educacional Diogo Boni, em parceria com a universidade paulista.


Diogo, 31, é filho de Boni, empresário da comunicação que fez carreira na Globo, e irmão de Boninho, diretor de núcleo da emissora, responsável pelo Big Brother.


O IEDB vai funcionar como uma produtora de cursos de educação à distância via web. O investimento inicial nos dois cursos, segundo Diogo, foi de R$ 3 milhões.


Chamados de MBC (Master Business Communication), os cursos começam em junho. O de Boni terá ênfase em TV Digital e mídia eletrônica. O de Olivetto, em propaganda e marketing.


Além dos dois profissionais, haverá aulas com mestres, doutores e especialistas. No caso do MBC de Boni, os especialistas são estrelas globais como Daniel Filho, Hans Donner e Pedro Bial.


Os cursos são certificados pelo Ministério da Educação e saem por 24 parcelas de R$ 980. A expectativa é atrair 500 alunos para a primeira turma de cada MBC.


Diogo conta que a ideia é oferecer de seis a oito novos cursos de extensão por ano, sempre encabeçados por ‘um Boni da área’. Ele planeja ainda cursos livres de curta duração, como Twitter para empresas, gestão no futebol, entre outros.


Para Boni pai, sua missão será transferir um pouco do que sabe para ‘melhorar a comunicação no Brasil’. Olivetto vê o curso como um misto de universidade e estágio. ‘Os grandes profissionais, quando estão no auge, não estão nas universidades. E aí fica aquele curso da idade do layout lascado.’’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Quarta-feira, 12 de maio de 2010


 


COPA


Sílvio Guedes Crespo


Adidas dribla Nike e emplaca garotos-propaganda na Copa


‘As surpresas anunciadas ontem (terça-feira, 11) pelo técnico da Seleção Brasileira, Dunga, representaram um drible da Adidas na Nike, observa o jornal Brasil Econômico nesta quarta-feira.


Dunga resolveu deixar de fora Ronaldinho Gaúcho e Adriano, dois ‘medalhões’ patrocinados pela Nike, nas palavras do jornal. Ao mesmo tempo, surpreendeu ao chamar o lateral Michel Bastos e o atacante Grafite, dois garotos-propaganda da Adidas.


No total, a Nike, ainda bem à frente, patrocina 11 jogadores escalados; a Adidas, 6. Segundo o diário, o time que vai à Copa do Mundo na África do Sul vale 353,1 milhões de euros.’


 


 


BANDA LARGA


Conselho elege Santanna para presidência da Telebrás


‘O conselho de administração da Telebrás elegeu nesta quarta-feira, 12, o engenheiro Rogério Santanna para o cargo de presidente da estatal e membro do conselho de administração. Santanna é secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento e substituirá Jorge da Motta e Silva. Ele acumulará também a diretoria de relação com os investidores.


A indicação de Santanna para o cargo, antecipada pela Agência Estado, se deve principalmente ao envolvimento dele, desde o início, na elaboração do Plano Nacional de Banda Larga. Ele assumirá o comando da empresa no momento em que a estatal passa a ter a função de gestora do programa.’


 


 


TWITTER


Reuters


200 pessoas, 1 Twitter


‘O venezuelano Hugo Chávez pode ter descoberto recentemente a alegria de twittar, mas agora ele está descobrindo também que o Twitter pode ter efeitos negativos para os presidentes.


O líder venezuelano de esquerda lançou-se no site de micro-blog na semana passada, contra adversários que o tem usando cada vez mais para criticar seu governo.


Sua conta, @chavezcandanga, atraiu cerca de 250 mil seguidores – muitos dos quais presumivelmente curiosos se o ex-pára-quedista famoso por seus discursos longos poderia adaptar-se limite máximo de 140 caracteres do Twitter.


Mas agora ele tem sido inundado com respostas e contratou 200 pessoas para ajudá-lo a responder as mais de 50 mil mensagens que ele diz ter recebido em apenas nove dias.


‘Isso é mais trabalho para mim porque eu não consigo parar de responder’, disse ele durante um longo discurso televisionado na noite de sexta-feira. ‘Então eu tomei uma decisão, tal é a avalanche de mensagens.’


O Twitter sofreu um boom de usuários na Venezuela, onde há agora mais de 200 mil contas ativas. O perfil do presidente é o segundo mais seguido no país após a Globovisión, um canal de televisão que se opõe a ele.


Chávez disse na sexta-feira, 7, que metade das mensagens que recebeu eram simpatizantes favoráveis a suas políticas, enquanto outros foram pedidos de ajuda ou reclamações sobre serviços defeituosos. Mas ele calculou também que 18,4 por cento das respostas foram hostis.


‘Eu envio piadas para alguns deles’, disse ele. ‘Isso me faz rir.’’


 


 


Fernando Martines


O desabafo que saiu caro


‘Uma brincadeira no Twitter acabou saindo cara para o cidadão britânico Paul Chambers. O motivo foi o alarmante tweet que ele escreveu para que seus 600 seguidores lessem: ‘O aeroporto de Robin Hood está fechado. Vocês têm uma semana para juntar suas coisas e irem embora, ou se não eu irei explodir o aeroporto e mandar tudo pelos ares’. Chambers disse que fez isso por estar frustrado por não conseguir embarcar, mas um juiz da corte de Doncaster não quis saber: condenou o homem a pagar cerca de 1.000 libras de multa pelo ocorrido, afirmando que a mensagem foi uma ‘ameaça levando em conta os tempos que vivemos nos dias de hoje’.


E a punição para Chambers não ficou só na multa. Ele foi preso quando estava em seu trabalho (uma revendedora de automóveis) e, após esse episódio, foi demitido. Mas para onde afinal estava indo Chambers, que ficou tão raivoso ao ver que o aeroporto de Robin Hood estava fechado pelo mau tempo (grandes nevascas)? Para Belfast, capital da Irlanda do Norte, encontrar uma garota que conheceu pelo Twitter e que identificou apenas pelo nome de perfil no Twitter, Crazy Colours.


A maneira como a mensagem de Chambers foi encontrada pelas autoridades foi mais um elemento 2.0 dessa história: Shaun Duffield, gerente do aeroporto, procurou na busca em tempo real do Twitter por ‘Robin Hood airport’ e deu de frente com a ameaça de Chambers. Duffield repassou para Steven Armson, chefe da segurança do aeroporto, que por sua vez encaminhou a polícia.


Mesmo vendo que não se tratava de uma ameaça séria, a polícia local imprimiu 460 tweets de Chambers, postados entre 5 e 13 de janeiro. Na corte, o agora desempregado disse que ‘estava frustrado e desapontado pelo aeroporto estar fechado’ e ‘que meu seguidores sabiam o quanto eu queria ir para a Irlanda do Norte’. Acabou se desculpando (‘nunca foi minha intenção causar tudo isso’), mas não teve jeito: vai ter de pagar a multa.’


 


 


Tatiana de Mello Dias


Twitter lançará ferramentas para empresas


‘A novidade chegou por um e-mail enviado a um seleto grupos de empresas: o Twitter lançará novidades para o público corporativo.


O ‘Twitter Business Center’ fará com que as contas corporativas tenham algumas novidades. As empresas poderão customizar sua página e ganhar um selo de ‘Verified Account’. Além disso, as contas poderão ser alimentadas por vários usuários e aceitarão direct messages de todas as pessoas.


O Twitter já está de olho no público corporativo há algum tempo. O guia Twitter 101, que apareceu na homepage do Twitter na recente mudança, reúne dicas básicas para o uso da ferramenta por empresas. São desde um glossário básico até casos de sucesso de empresas que partiram para o Twitter.’


 


 


Carla Peralva


Bug do Twitter


‘O número de pessoas que você segue e que te seguem foi zerado? Fica tranquilo, isso aconteceu com todo mundo e já voltou ao normal.


Muita coisa estranha aconteceu com o Twitter nesta segunda, 10. Pela manhã, um erro do sistema permitia que qualquer usuário forçasse outro a seguí-lo. Para tentar corrigir o bug, os contadores de followers e de following de todas as contas foram zerados.


O Twitter divulgou que está trabalhando para reverter todo o abuso decorrente do bug. A empresa avisou que os contadores estavam zerados, mas que o problema deve ser resolvido logo. E os tweets protegidos – que não podem ser lidos por quem seu dono não autorizar – não se tornaram públicos devido ao erro, disse o Twitter.’


 


 


 


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