Segunda-feira, 13 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Folha de S. Paulo

22/06/2010 na edição 595

ELEIÇÃO
Clóvis Rossi

Silêncio ensurdecedor

‘Não dá para justificar, mas dá para entender porque Dilma Rousseff está fugindo por enquanto de sabatina (na Folha) e debate (na Confederação Nacional da Agricultura).

Para entender, bastaria ter visto o ‘Jornal Nacional’ da quinta-feira: Dilma falava após encontro com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, sobre a relação Brasil/União Europeia. De súbito, parou procurando uma palavra. Foram alguns segundos apenas, mas, na televisão, um ‘branco’ mesmo de segundos pode compor um silêncio ensurdecedor – e potencialmente devastador.

Dava a nítida sensação de aluna que não decorara direito a lição para o exame oral sem ‘cola’.

Para piorar, o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, atrás da candidata, passava a mão espalmada no rosto, como se estivesse sofrendo com a situação. Mera coincidência, imagino. Mas cena idêntica, em um debate/sabatina, tem potencial para mudar o quadro do momento, que mostra Dilma Rousseff e José Serra empatados, mas com a curva de intenções de voto a favor da petista.

É por isso que candidatos líderes nas pesquisas tendem a fugir do improviso, necessariamente parte do espetáculo quando se trata de debate/sabatina. Por mais que os candidatos sejam exaustivamente treinados para essas situações, há espaço para o escorregão.

Até hoje, há quem atribua a derrota de Lula para Fernando Collor, em 1989, ao fraco desempenho do petista no último debate, ainda mais que a TV Globo manipulou a edição para apequenar Lula e engrandecer Collor .

No restante da campanha, não há espaço para erro porque é tudo embalado para apresentar a candidata (ou candidato) como a maior estadista dos últimos cinco séculos, no horário gratuito eleitoral. Neste, não vale o bordão do Faustão (‘quem sabe faz ao vivo’).’

 

Após sabatina de Marina, Folha e UOL entrevistam Serra amanhã

‘O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, será sabatinado amanhã pela Folha, numa parceria com o UOL, às 11h, em São Paulo.

A sabatina será realizada no Teatro Folha (av. Higienópolis, 618). Por duas horas, o tucano responderá a perguntas de entrevistadores, da plateia e dos internautas.

Ele será entrevistado pela editora do caderno Poder da Folha, Vera Magalhães, pelo colunista do UOL e da Folha Fernando Rodrigues, pela editora da coluna ‘Painel’ da Folha, Renata Lo Prete, e pelo gerente geral de Notícias do UOL, Rodrigo Flores.

As inscrições para participar da sabatina, porém, já estão esgotadas. Mas os leitores ainda podem enviar vídeos de até 20 segundos com perguntas ao candidato pela página uol.com/sabatina.

A candidata do PV, Marina Silva, foi sabatinada no último dia 16. Dilma Rousseff, do PT, cancelou sua participação na sabatina marcada para o dia 17, alegando que tinha agendado uma viagem internacional naquela data.

A Folha e o UOL argumentaram com a direção da pré-campanha de Dilma que as sabatinas foram agendadas depois de mais de quatro meses de negociações. A ordem dos entrevistados foi definida por um sorteio. No dia 13 de maio, todas as campanhas assinaram um documento no se comprometiam a cumprir o que foi acertado.

‘Lamento que o Brasil tenha sido privado da possibilidade de conhecer mais sobre as ideias e as propostas dos que concorrem à Presidência’, disse Marina. ‘Você não acha estranho que ela deixe de debater? Não é esquisito se ela quer ser presidente?’, questionou Serra.

DEBATES

A eleição presidencial neste ano terá 13 candidatos, sendo que 7 têm direito de participar de eventuais debates nos rádios e nas TVs.

Já os debates realizados por veículos da mídia impressa ou por meio da internet não estão sujeitos a essas regras. A lei só impõe restrições ao rádio e à TV porque são concessões públicas: na web podem ser convidados só os principais candidatos.

A Folha e o UOL negociam com os principais candidatos há seis meses para que seja realizado um debate a ser transmitido, ao vivo, pela internet. Até agora não houve acordo sobre uma data para que Dilma, Serra e Marina participem desse debate.’

 

REFORMA
Revista sãopaulo é aprovada por 82%

‘A maioria dos leitores gostou da sãopaulo, a nova revista dominical da Folha, lançada no último dia 6.

Pesquisa Datafolha feita no dia 13 de junho aponta que 82% dos que já haviam lido a publicação a avaliaram como ótima ou boa; 15% a consideraram regular e 3%, ruim ou péssima.

Após a publicação da segunda edição, 81% dos leitores da Folha já conheciam a nova revista.

Em sua terceira edição, a sãopaulo circula com o jornal aos domingos na Grande São Paulo e traz reportagens sobre a cidade e seus personagens, somadas a um roteiro de cultura e lazer.

A combinação de reportagens e serviço agradou aos leitores da revista: questionados sobre o que mais tinham gostado, 25% citaram espontaneamente os roteiros, enquanto 22% fizeram referências às reportagens.

Entre os leitores que consultaram os roteiros, o de cinema foi o mais citado: 58% haviam procurado indicações de filmes na cidade. A lista dos mais consultados também inclui restaurantes e guloseimas (45%) e teatro e dança (36%).

De modo geral, os roteiros da revista foram avaliados como ótimos ou bons para 94% dos que consultaram o serviço; também 94% desse segmento os consideram fáceis de ler e 88% os classificaram como ‘completos’.

A boa aceitação dos roteiros aparece em outro item da pesquisa: 59% dos leitores dizem ter guardado a revista para consultar a programação nos dias seguintes.

Entre os entrevistados que costumavam ler a Revista da Folha (publicada por 18 anos antes da estreia da sãopaulo), 63% afirmaram que a nova revista é melhor, 21% disseram que é igual, 11% a avaliaram como pior e 4% disseram não saber.

O mapa encartado na revista, que trouxe atrações culturais perto do metrô na primeira edição e 50 teatros no domingo seguinte, foi considerado muito útil por 67%. Desses, 81% guardaram os mapas para usá-los como orientação.

Foram entrevistados por telefone 350 leitores (assinantes e secundários) com 16 anos ou mais na Grande São Paulo. A margem de erro é de cinco pontos, para mais ou para menos.’

 

COPA
Juca Kfouri

A culpada é a foto

‘O NOME do inimigo já foi plenamente identificado pelo sargento Dunga e pelo serviço de inteligência da CBF, Barão Ricardo Teixeira à frente, também chamado de Ricardo 1º, o Único: Ari Ferreira, fotógrafo do diário ‘Lance!’ que teve, imagine, a petulância de fotografar o treino fechado da seleção brasileira na última sexta-feira.

Informações sigilosas que chegaram ao quartel- -general verde-amarelo dão conta que, tão logo a foto foi publicada na primeira página do jornal inimigo, em seu papel de quinta-coluna, o técnico da Costa do Marfim, rival de Dunga na noite gelada de Joburgo hoje, no Soccer City, reuniu seu Estado- -maior e se deteve minuciosamente em cada detalhe da imagem que mostra Josué, imagine, Josué!!!, com o colete de titular, no lugar de Gilberto Silva.

O frio e calculista sueco Sven-Göran Eriksson imediatamente traçou a estratégia que levará a equipe africana à vitória contra os agora descobertos brasileiros. Verdade que, em represália, o treino de ontem dos soldados mimados de Dunga também foi fechado, numa tentativa desesperada de confundir as hostes inimigas.

Não será surpresa se, por exemplo, em vez de Josué, o escalado for… Gilberto Silva.

Aí Dunga quer ver como ficará a cara de Eriksson, um inimigo capaz de urdir trama tão sinistra, com a cumplicidade de jornalistas brasileiros, na verdade os maiores traidores da pátria amada, idolatrada, salve, salve!

Sim, salve-se quem puder, porque nesta noite um conluio dos africanos, com a imprensa do Brasil e com a Fifa, tudo fará para derrotar os intrépidos craques nacionais, que ainda enfrentarão um Drogba, quem diria, maior estrela do jogo, com uma proteção que evidentemente extrapola todos os regulamentos em vigor no esporte.

Mas Dunga, experiente, estudioso das táticas de guerra, desde as clássicas chinesas às modernas alemãs da Segunda Grande Guerra, admirador do general Von Rommel, a Raposa do Deserto do exército nazista, está preparado para tudo. E avisa, com o canto da boca, qual verdadeiro Coiote da Selva: ‘Não passarão!’.

E nós acreditamos.

Pra frente, Brasil, Brasil, salve a seleção!!! E abaixo a informação, os fotógrafos, repórteres, gentinha… Ninguém segura este país!’

 

Técnico se irrita com a imprensa e fecha treino

‘Dunga, mais uma vez, entrou em conflito com os jornalistas que cobrem a seleção na África do Sul.

Irritado com imagens feitas de um treino fechado, anteontem, que teve uma torção de Gilberto Silva e a entrada de Josué, o treinador decidiu fechar a última prática antes do jogo com a Costa do Marfim.

Para captar imagens do coletivo, na faculdade Saint Stithians, alguns cinegrafistas e fotógrafos chegaram a subir em árvores próximas ao local. Dunga só avisou que faria a restrição ontem à tarde.

‘Primeiro, o treino não foi fechado. Foi visto o aquecimento, o rachão. Agora, eu, como treinador da seleção, tenho que ter liberdade para treinar bola parada, ou pênaltis, esse negócio. Senão tem que mudar tudo’, disse ele.

Pouco antes, porém, Dunga ironizou ao ser questionado se repetiria o time titular da estreia. ‘Tem que esperar amanhã [hoje], pode ter alguma surpresa. Aí vocês colocam alguém lá em cima para fotografar, e ele pode cair de lá e se machucar.’

‘Quanto ao Gilberto Silva, não sou bombeiro para apagar fogo de vocês. Da última vez, disseram que o Júlio César não ia jogar. Agora quem escreveu isso [que ele se machucou] deve pedir desculpas ao torcedor. Todos viram que ele treinou hoje [ontem].’

Foi a quinta vez que Dunga impediu o acesso da imprensa a um treino da equipe na África do Sul.

A birra do treinador com os jornalistas causou mal-estar da CBF com a Fifa, que chegou a ser impedida de fazer imagens de seus patrocinadores durante os treinos.’

 

Marcos Augusto Gonçalves

Mulheres ligam TV, entram em campo e dão palpite na Copa

‘Minha amiga Erika Palomino diz pelo Facebook que está vendo a Copa pela Band porque adora os comentários do Neto: ‘Aprendo muito sobre futebol com ele’.

É a famosa dialética do arcaico e da moderna! :))

Outra amiga, designer gráfica, manda dizer que está achando os novos cenários do Sportv ‘de chorar’. 🙁

Já a Márcia não gosta dos uniformes em geral, acha o do Brasil feio e reclama (não sei se do elenco ou das transmissões): ‘No legs at all’.

A Tete é jornalista e se irrita com a falta de imaginação nas pautas. A melhor reportagem que viu foi com o inventor da vuvuzela. Onde? No ‘Pânico’.

Na Copa, até as mulheres menos tolerantes com o nobre esporte bretão entram no jogo. E isso deixa o mundo mais livre, leve e solto. O Pafúncio pode ver até Gana x Austrália de manhã sem ter medo de levar uma vuvuzelada da Marocas no ouvido. ;)’

 

Mensagens do Twitter crescem logo após gols

‘A ‘high definition’ não é a única moda da Copa. O Twitter também virou coqueluche no Mundial da África do Sul. O aumento de tuítes durante os 30 segundos que sucedem um gol no torneio é significativo.

O recorde da Copa até agora foi no gol de Honda, do Japão, contra Camarões. O número de mensagens passou de 750 por segundo para 2.940. Brasil x Coreia do Norte vem atrás, com 2.928 tuítes por segundo logo após o gol de Maicon.

Em alguns momentos durante a Copa, o microblog chegou a sair do ar devido ao intenso tráfego.

Entre outras coisas, o Twitter parece servir para florescer o comentarista esportivo ou narrador que existe em cada um. Em vários casos, a mensagem não passa de um ‘gol da Alemanha’. Como se os internautas acompanhassem a Copa somente pelo microblog.

Ver o que jogadores famosos comentam também é prática comum. Anteontem, após o empate entre Inglaterra e Argélia, Ronaldo reclamava da qualidade de partidas da Copa.

Tenistas, como os irmãos Bryan ou Serena Williams, também aproveitam para dar pitacos. Mas o recorde de tuítes por segundo pertence ao jogo final da NBA, entre LA Lakers e Boston (3.085). Por enquanto.’

 

TELEVISÃO
Laura Mattos

TV chega à era 3D com programas do arco da velha

‘O telespectador investe em um televisor bem bacana, desses fininhos, alta definição, alguns até com 3D.

Liga o controle remoto cheio de botões, e lá está, com imagem de cinema, Inezita Barroso, 85, cantando ‘lampião de gás/ lampião de gás/ quanta saudade você me traz’, gravada em 1958.

Nesta semana, em São Paulo, dois eventos mostraram que o chamado ‘televisor do futuro’ leva ao ar alguns dos mesmos programas veiculados desde os tempos em que se usava palha de aço na antena para melhorar a imagem preta e branca.

Na quarta-feira, Raul Gil, 72, recebeu jornalistas em um restaurante de São Paulo para falar sobre sua troca de canal, da Band para o SBT.

No ar há mais de 40 anos, ele ocupará quase cinco horas das tardes de sábado (das 14h15 às 17h), com seu microfone de ouro e velhos quadros, como o do chapéu e o show de talentos mirins.

No mesmo dia, à tarde, Inezita Barroso gravou no Auditório Ibirapuera o especial dos 30 anos do ‘Viola, Minha Viola’, da TV Cultura.

Pelo palco passaram várias duplas caipiras com mais de 60 anos de carreira.

O ‘Viola’ é um dos programas com maior audiência da emissora pública e já levou ao ar 1.400 edições, com o mesmíssimo formato com o qual foi lançado, em 1980.

BORRACHA NA HISTÓRIA

Por mais que novas mídias e tecnologias apareçam sem parar, não há ainda muita saída para os conteúdos de massa, além dos gêneros tradicionais, na avaliação do sociólogo Sérgio Miceli.

‘A maior parte do conteúdo que circula na internet é reciclagem da produção de televisão e da própria imprensa. Não há como fazer uma triagem na qual os personagens antigos estejam excluídos’, diz o professor da Universidade de São Paulo.

Miceli é autor de ‘A Noite da Madrinha’, conceituado ensaio da década de 70 sobre o sucesso de Hebe Camargo e o poder da TV no Brasil.

Hebe, claro, é outro exemplo de sobrevivência dos velhos formatos na nova TV. ‘Não há como passar uma borracha na história, começar do zero. Essas pessoas se tornaram personagens com autenticidade, são referências históricas de apresentadores’, avalia Miceli.

Ele menciona outro resgate histórico recente da televisão. ‘A minissérie de Dalva de Oliveira na Globo foi um sucesso, apesar de tudo aquilo ser hoje obsoleto. Quem sabe o que é intriga entre as estrelas de rádio? Nada mais daquilo existe’, afirma.

Apesar disso, Miceli adverte que o conteúdo televisivo está em processo de declínio. ‘Outro dia estava vendo novela pela internet. Ela fica chapada naquela telinha. É claro que aquela produção está muito mais próxima do teatro e do cinema do que da internet’, ressalta.

RAUL NO TWITTER

Raul Gil e Inezita podem não estar diretamente preocupados com esse anacronismo, mas suas equipes estão.

Diretor do programa do pai, Raul Gil Jr. criou um twitter para a atração e orientou os jurados do programa a fazerem o mesmo. ‘Meu filho vê twitter até no celular. E ele vem me mostrar o que estão falando’, conta Raul.

‘Eu tento colocar o programa na atualidade, até falo para o meu pai usar menos gravata, colocar calça jeans. Ele às vezes concorda, mas não pode ficar falso’, diz Jr.

Diretor do ‘Viola’, Maurício Valim convenceu Inezita a gravar áudios para o seu site. ‘Estamos também digitalizando todo o acervo dela. Mas para o nosso público isso ainda não faz diferença. A televisão está em 96% das casas do país, a internet está chegando a 40%’, pondera.’

 

Inezita odeia computador; Raul adora aparelho moderno de TV

‘Inezita Barroso, 85, bem que tentou. Mas sua relação com o computador, conta, começou de ‘forma trágica’.

Professora universitária, doutora em folclore brasileiro, foi convencida a digitalizar as apostilas escritas para as aulas. Cada uma que era digitada por ela seguia, na versão papel, para o lixo.

De repente, deu pau. Tudo estava perdido. ‘Nem me lembre disso’, diz à Folha.

Não quis mais saber dessas modernidades. Em sua casa, tem vitrola e discos em 78 rotações, nada de arquivo digital de música, iPod. ‘O som do vinil é que é bom.’

Também não quer investir em televisor de última geração. ‘Aquilo é caro e é uma bomba. Dependendo do lugar em que você está na sala, não consegue enxergar.’

Já Raul Gil adora televisor de ponta. ‘Só não comprei o que tem 3D porque já tinha acabado na loja. Mas tenho um em alta definição.’

Com o televisor bom em casa, percebeu que é preciso caprichar mais nos cenários e na maquiagem. ‘Em alta definição, o artista tem que se cuidar melhor’, ensina.

Raul e Inezita aceitaram com bom humor a proposta da Folha de colocar óculos de 3D para ilustrar esta reportagem. ‘Eu já vi ‘Avatar’ em 3D e achei ótimo’, disse Raul durante as fotos.

Inezita brincou quando falaram que aqueles óculos eram modernos. ‘Como assim? Eu usei isso quando tinha 10 anos em um cinema da avenida São Luís.’’

 

Clarice Cardoso

Sede de sexo e sangue move ‘True Blood’

‘Normalmente, começos de temporada não costumam produzir episódios dos mais memoráveis. Mesmo as melhores tramas levam algumas semanas para engatar.

Ainda bem que não é o caso da terceira temporada de ‘True Blood’, que volta no próximo domingo à HBO.

A série começa quando uma minoria -os vampiros- resolve sair do caixão e lutar por direitos iguais. Graças à invenção do sangue sintético, os mortos-vivos podem viver (ao menos em tese) em paz com os humanos.

É a deixa para o caso de amor quase impossível entre Sookie (Anna Paquin), que é telepata, e o vampiro Bill (Stephen Moyer).

Desde que se conheceram, enfrentaram o preconceito das duas raças e uma segunda temporada chocha, que derrapou um pouco ao dar bola demais para os crimes e orgias de uma ninfa.

A história recomeça aqui do ponto em que parou. Sookie está prestes a ficar noiva de Bill e, ao sair do banheiro, vê que ele foi sequestrado.

Como boa mocinha que é, sai pela noite atrás do amado. E Bill, como bom vampiro que é, logo escapa dos sequestradores. Eis que se instala a questão que promete ocupar boa parte do ano: quem está por trás do crime?

GOSTO DE SANGUE

A primeira suspeita é óbvia: os vampiros malvados e sexies Eric (Alexander Skarsgard) e Pam (Kristin Bauer).

Culpados ou não, fato é que o esquema do primeiro de vender V (sangue de vampiro, a droga do momento) está por um fio. É aí que retorna a ótima rainha dentuça Sophie (Evan Rachel Wood).

A droga, a princípio, parece ser mesmo a motivação do crime, já que os sequestradores praticamente drenam Bill para curtir um barato. No pescoço, têm um símbolo que remete a lobisomens. O sinal da aguardada novidade do ano: a chegada de homens-lobo que se alimentam de sangue vampiro.

SEX APPEAL

Longe dos dramas adolescentes de ‘Crepúsculo’, o episódio de retorno da série traz vampiros para adultos e não deixa a desejar no que tem de melhor: sensualidade. Que o diga Bill, que tem cena quente com o mutante Sam (Sam Trammell).

O episódio foi visto nos EUA por 5,1 milhões de pessoas (38% a mais que em 2009) contra o 1,44 milhão que assistiu ao primeiríssimo episódio. Prova de que a mistura de sexo, humor negro e fantasia tem dado certo.’

 

INTERNET
Google vai ter sistema para jornal cobrar

‘De acordo com o italiano ‘La Repubblica’, a empresa norte-americana pretende lançar até o fim deste ano um sistema para que as publicações cobrem pelo seu conteúdo. Ela já está negociando com diversos grupos de mídia para integrarem o sistema. O Google não negou nem confirmou a notícia.’

 

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