Domingo, 12 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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ENTRE ASPAS >

Folha processa site para impedir uso de domínio e logotipo

14/01/2011 na edição 624


Leia abaixo a seleção de sexta-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Sexta-feira, 14 de janeiro de 2011


 


TRIBUNAL


Ação contra blog visa impedir o uso de domínio e logotipo


Os textos satíricos sobre a Folha veiculados pelo blog Falha de S. Paulo não foram proibidos pela Justiça nem era esse o pleito do jornal, segundo o diretor jurídico do Grupo Folha, Orlando Molina. A Justiça determinou que o blog não use o logotipo da Folha nem o domínio falhadespaulo.com.br na internet.


‘Não pela sátira, que não é vedada’, escreveu o juiz ao conceder a liminar, mas pela ‘inequívoca confusão’ entre o nome do blog e o título do jornal. O assunto foi tratado pela mais recente coluna da ombudsman da Folha, Suzana Singer, no domingo.


O jornalista Lino Ito Bocchini, diretor editorial da revista ‘Trip’, que faz o blog junto de seu irmão Mário, diz que o fato de o juiz ter vetado o uso do domínio é ‘censura’. ‘Tirar um site do ar é como derrubar o sinal de uma TV ou de uma rádio. E foi exatamente isso que o jornal fez’, escreveu Bocchini em e-mail à Folha.


A suposta censura do site foi criticada pela organização Repórteres sem Fronteira e por Julian Assange, criador do WikiLeaks.


Bocchini critica o argumento aceito pela Justiça de ‘uso indevido da marca’. ‘Difícil achar um termo mais amplo e nebuloso. O jornal argumenta que não podemos usar um logo parecido, e nem um endereço eletrônico parecido. Mas, como bem disse Julian Assange em entrevista ao ‘Estadão’, ‘o blog não pretende ser o jornal’. É óbvio que não’, diz o jornalista, que trabalhou no ‘Agora’, jornal do Grupo Folha, e foi assessor de Rui Falcão (PT) quando ele era secretário de governo na gestão de Marta Suplicy (2001-2004) na prefeitura paulistana.


MARCA


O diretor jurídico da Folha contesta a interpretação de que conteúdo foi vetado: ‘Jamais pediríamos a proibição de um blog. O que não podemos aceitar é o uso da marca e de conteúdos do jornal’. Segundo ele, o blog poderia migrar o seu conteúdo para um outro domínio, sem qualquer problema.


Os irmãos Bocchini criaram outro blog (desculpeanossafalha.com.br) em que atacam o jornal, mas não têm intenção de usar as sátiras antigas, de acordo com Bocchini. ‘Não podemos correr o risco de ser interpretados pela Justiça como estando desrespeitando a liminar’.


Nos últimos anos, o Grupo Folha entrou na Justiça contra o uso indevido de seus domínios e marcas em pelo menos quatro ocasiões. Até agora, venceu todas as ações, em instâncias variadas.


 


 


WIKIPEDIA


Alexandre Hannud Abdo e Névio Carlos de Alarcão


Erradicando a fome de conhecimento


De todos os sonhos humanos, há um que perdura e orienta o avanço da civilização, se não mesmo o define: o de que cada indivíduo compartilhe livremente a soma de todo o conhecimento. Essa ideia dá vida à ciência, às humanidades, à política, ao jornalismo e a tantas outras atividades voltadas ao bem público, pois reflete o caráter último colaborativo e universal do conhecer.


O conhecimento deriva do contraste de ideias e experiências, alimenta-se de compartilharmos nossas diferenças. Reconhecemos esse sonho, ao longo da história, nas eras que associamos ao ideal humano e vemo-lo negado nos períodos de injustiça e censura.


Há dez anos, completados amanhã, miríades de pessoas diversas em suas línguas e nacionalidades encontram-se todos os dias em um mesmo endereço para expandir e concretizar tal sonho. Lendo, escrevendo, discutindo, fotografando e recentemente filmando verbetes na Wikipédia. No dia 15 de janeiro de 2001 surgia a enciclopédia on-line que qualquer um pode editar.


Poucos anos depois, nasce dela o Movimento Wikimedia, que deu origem a outros projetos, como o Wikcionário e o Wikilivros.


Hoje, mais de uma centena de línguas têm suas Wikipédias interligadas. Dentre elas, o português é a oitava maior, com 666 mil artigos.


O guarani, com menos falantes alfabetizados e informatizados, tem 1.300 verbetes. E muitos brasileiros também contribuem na Wikipédia em inglês, já com mais de 3,5 milhões de tópicos, tornada um amálgama dos povos pela sua condição de ‘lingua franca’.


Persistem, entretanto, mal-entendidos sobre a Wikipédia. Tende-se a interpretar seu bordão ‘a enciclopédia livre’ como uma ausência de regras. Pelo contrário, ela é regida por princípios e normas, e cada contribuidor compartilha igual responsabilidade em zelar por eles.


É dita livre justamente por um desses princípios, o de que o conhecimento ali contido possa ser recombinado sem restrições em outras obras, desde que preservada nelas essa mesma liberdade.


Outro equívoco difundido é o de que a Wikipédia existe em oposição à imprensa ou à academia. Ignora-se aí que sua produção, pelos princípios da verificabilidade e da imparcialidade, depende dos processos de apuração e relevância executados por estas, que fornecem as fontes citadas em cada artigo.


Seus editores são voluntários, quer corrijam uma palavra, quer escrevam um artigo, e determinam por si onde e quanto contribuir.


Procedentes de variadas camadas sociais e ocupações, suas motivações são igualmente diversas.


Mas, dentre elas, uma recente pesquisa conduzida pela Fundação Wikimedia, a organização criada para manter a infraestrutura do projeto, revelou que fazer parte de uma causa maior e se divertir são razões universais.


A mesma pesquisa mostrou que, infelizmente, há significativamente menos editoras mulheres, o que expõe a enciclopédia ao risco de um viés masculino. Pelo lado positivo, reconhecido isso, mais mulheres podem se interessar em participar.


A grandiosidade e a abertura da Wikipédia nos ensinam muitas lições sobre confiança e ousadia na construção do conhecimento, quando lá descobrimos jovens, ainda no ensino fundamental, fazendo contribuições relevantes e construtivas ao lado de universitários, trabalhadores e aposentados.


Mas seu caráter coletivo também expõe nossa condição humana, seus conflitos inerentes e como normas técnicas e sociais servem para mediar essas diferenças e torná-las produtivas. Nisso, participar desse sonho é também uma lição de vida e de ética, um aprendizado sobre nós, unidos em sociedade.


ALEXANDRE HANNUD ABDO, 29, cientista molecular e doutor em física pela USP, e NÉVIO CARLOS DE ALARCÃO, 52, poeta e funcionário aposentado do Banco do Brasil, editam a Wikipédia e são voluntários do Movimento Wikimedia no Brasil.


 


 


INTERNET


Saeed Kamali Dehghan, Guardian


Conta atribuída a aiatolá no Twitter gera polêmica no Irã


Uma conta de Twitter supostamente mantida pelo líder supremo do Irã, Ali Khamenei, vem provocando polêmica entre os iranianos, cujo acesso às redes sociais ainda é bloqueado pelo regime.


Blogueiros e oposicionistas manifestaram repúdio às restrições, enquanto o aiatolá parece manter um perfil sob o nome Khamenei-ir.


‘Se é proibido, por que o gabinete do líder tem uma conta no Twitter?’, diz o site do líder da oposição Mir Hossein Mousavi.


Desde a eleição presidencial contestada de junho de 2009, o governo rejeita as redes sociais como criações dos inimigos do Irã.


Com 888 seguidores, o perfil do aiatolá não segue ninguém (pela lei, as pessoas no Irã devem seguir o líder supremo) e exibe o mesmo logotipo que seu site oficial. O governo não confirma que a conta seja mesmo dele.


A maioria dos tuítes são reproduções de falas de Khamenei, além de links para seus discursos e anúncios.


Segundo o Comitê de Proteção aos Jornalistas, com sede nos EUA, o Irã é o país que mais prende jornalistas e blogueiros. O país conta com mais de 1 milhão de blogueiros, dos quais ao menos 10% são ativos. Sua língua oficial, o persa, está entre os principais idiomas utilizados na internet em todo o mundo.


 


 


Sofia Fernandes


3G supera banda larga fixa no Brasil


O perfil do cliente de internet no Brasil mudou em 2010, quando o número de acessos à banda larga móvel superou em 51,5% os acessos à banda larga fixa.


Segundo levantamento feito pela Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações), o país fechou 2010 com 34,2 milhões de acessos, sendo 13,6 milhões fixos e 20,6 milhões móveis.


A taxa de crescimento da banda larga foi de 71% no ano passado. A internet fixa foi a que menos contribuiu para esse incremento: subiu de 11,4 milhões para 13,6 milhões em 12 meses, o que representa elevação de 20%.


Entre os acessos móveis, o maior crescimento foi o de internet 3G por meio de smartphones: 257% no ano, para 14,6 milhões.


Em 12 meses, a venda de modems 3G cresceu 31%, chegando à marca de 6 milhões de acessos em dezembro de 2010. A velocidade média da conexão no país, constatada pela Telebrasil, é de 1,3 Mbps.


INCLUSÃO DIGITAL


O número de acessos à banda larga não corresponde ao total de pessoas que se conectam, já que uma pessoa pode ter mais de um acesso, assim como um acesso pode atender mais de uma pessoa.


Com o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), o governo quer levar internet barata, a R$ 35 ou menos, para 1.163 municípios ainda em 2011.


Essa estimativa de preço é para uma conexão de 512 kbps, quase a metade da média atual nacional.


O presidente da Anid (Associação Nacional para Inclusão Digital), Percival Henriques, encara o crescimento da banda larga como natural, mas vê algumas distorções nos dados.


Primeiro, ele afirma que há mais conexões fixas que o levantamento aponta, sobretudo em pequenas cidades onde as estatísticas oficiais não são exatas.


Nesses mesmos lugares, a velocidade costuma ser pior, por isso a média nacional deve ser menor.


Para Henriques, o crescimento das conexões, sobretudo por meio de smartphones, não configura inclusão digital, uma vez que os clientes desse tipo de serviço quase sempre já têm acesso à banda larga em casa.


‘O tipo de demanda da pesquisa, da criança que acessa, da inclusão digital, ainda está na conexão fixa’, afirmou. Além disso, a conexão móvel, grande parte via rádio, tem limitações físicas que implicam capacidade mais reduzida de navegação, apontou Henriques.


Ao divulgar os dados sobre conexão, a Telebrasil aproveitou para criticar a alta carga tributária que incide nos serviços de telecomunicações no país. Segundo a entidade, 43% do preço dos serviços é de impostos. No caso do modem, os tributos chegam a 78%.


O governo federal começou o ano com uma medida provisória que desonera modems e outros componentes destinados ao setor de telecomunicações, mas o setor ainda cobra mais redução de custos para o PNBL.


 


 


Aplicativo do ‘New York Times’ para iPad tem 1,5 mi de downloads


O aplicativo do ‘New York Times’ para iPad já atingiu 1,5 milhão de downloads desde que foi lançado, em abril do ano passado, segundo o diretor de circulação do ‘New York Times’, Ray Pearce.


Esse número é superior à circulação do jornal impresso, que é de aproximadamente 950 mil nos dias de semana e 1,3 milhão aos domingos.


De acordo com Pearce, o número de downloads representa um movimento dos consumidores em direção ao consumo digital como uma ‘experiência profunda de leitura’.


Ele ainda afirmou que a empresa está ‘muito feliz’ com o consumo da informação pelos donos de iPad.


Um porta-voz da companhia disse que a experiência de leitura do iPad é similar à da mídia impressa.


Outra plataforma de leitura digital usada pela empresa, que obtém 85% de sua receita do veículo impresso, é o Kindle. Diferentemente do iPad, os usuários que desejarem utilizar essa plataforma precisarão pagar assinatura. O Kindle, porém, não tem anúncios.


 


 


Justin Bieber vira editor da ‘Vanity Fair’ no Facebook


O cantor canadense Justin Bieber, de 16 anos, atual sensação da música pop teen, será nesta semana o editor convidado do perfil no Facebook da revista ‘Vanity Fair’ -cuja capa deste mês também estampa o músico.


A revista fez o anúncio por meio de sua página na rede social, na qual afirma que, pela primeira vez, terá um famoso como editor convidado.


Desde a terça-feira passada, Bieber começou a publicar na página da revista na rede social ‘conteúdos, vídeos e revelações exclusivas’.


A notícia já recebeu 700 ‘curti’ no Facebook e outros 200 comentários dos seguidores de Bieber, a quem a revista ‘Forbes’ qualificou recentemente como o famoso mais influente no Twitter.


Mas o anúncio de quem seria o editor interino foi alvo de críticas de leitores antigos da publicação.


 


 


Facebook inicia mudança de usuários para o novo layout


O Facebook iniciou a migração de seus usuários para o novo layout da página do site.


Antes disponibilizada de forma optativa, assim como fez o Twitter recentemente, a nova página agora será de utilização obrigatória para todos os usuários da maior rede social do mundo.


Em seu blog, o Facebook anunciou que centenas de milhões de pessoas já migraram de forma optativa para o novo layout.


Uma das alterações visuais é que as informações pessoais dos usuários serão dispostas em linhas no alto da página, a partir de agora .


Outras modificações são o aumento do tamanho dos ícones ‘curtir’ e dos avatares dos contatos, que serão exibidos em coluna única.


 


 


Indústria de ‘jogos sociais’ deve movimentar US$ 1 bilhão em 2011


A indústria de jogos hospedados em redes sociais deve faturar cerca de US$ 1 bilhão neste ano. É o que mostram os dados de pesquisa feita pela empresa eMarketer.


Já para o ano que vem, a previsão é de mais crescimento, com faturamento estimado em US$ 1,3 bilhão.


A expectativa é que o consumo de bens virtuais para serem utilizados nesses jogos manterá a tendência histórica e continuará a compor a maior parte da receita, de cerca de 60% das vendas anuais.


Esse consumo, porém, é concentrado em poucos usuários de redes sociais.


Atualmente, apenas 6% dos jogadores norte-americanos compram itens virtuais para seus jogos.


Esse potencial de receita, segundo a eMarketer, está atraindo cada vez mais companhias interessadas em fazer anúncios.


Ainda de acordo com o relatório, 27% dos internautas nos Estados Unidos jogarão ao menos uma vez em redes sociais em 2011, um aumento de 15% ante o ano passado.


 


 


Twitter define quais são seus objetivos para o longo prazo


O novo presidente-executivo do Twitter, Dick Costolo, revelou o posicionamento da empresa para o longo prazo.


Ele disse que a companhia objetiva conectar instantaneamente as pessoas com algum propósito, independente de qual ele seja.


Dessa forma, o Twitter não está focado apenas em conexões sociais, afirmou.


Em vez disso, a objetivo é o de conectar usuários a informações relevantes, venham elas de uma empresa, de uma celebridade ou de um amigo próximo.


No final de 2010, em entrevista ao jornal inglês ‘Telegraph’, Costolo disse que ainda tentava definir uma visão estratégica para a companhia.


 


 


Fundo de investimento de Bono Vox lucra com Facebook


O fundo de investimento Elevation Partners, que tem como sócio Bono Vox, vocalista do U2, quadruplicou o investimento no Facebook.


O valor de US$ 210 milhões inicialmente aplicado transformou-se em US$ 750 milhões conforme a maior rede social do mundo passou de US$ 13 bilhões para US$ 50 bilhões em valor de mercado.


Com isso, Bono e seus sócios detêm atualmente 1,5% do Facebook.


Em março, o Elevation foi considerado o pior investidor dos EUA pelo site 24/7 Wall Street, devido a um malsucedido investimento na Palm, que tornou-se rentável após ser comprada pela HP.


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


Ibope cria novo sistema de acesso para frear pirataria


O Ibope quer frear a pirataria de audiência em tempo real, adotando um novo sistema de acesso aos dados.


O Instituto, que comercializa essas pesquisas por valores altos, enfrenta problemas com senhas e logins pirateados ou cedidos para outras pessoas, que acabam publicando, sem permissão, audiências em tempo real em blogs, sites, Twitter e outras mídias sociais.


Para tentar conter esse vazamento de dados, o Ibope vai desativar em março o seu Terminal Cliente Web, onde seus clientes atualmente têm acesso às pesquisas.


Um novo sistema, batizado de TC.Net, assumirá em dois meses o lugar do antigo. Com normas de segurança mais rígidas, o TC.Net dificultará o repasse de senhas de acesso para terceiros, que não clientes, uma vez que terá um processo de troca de senhas e logins constante.


O sistema atual também solicita a troca de senhas, mas com periodicidade maior e menos exigências de identificação do usuário.


Os acessos aos sites do Ibope também passarão a ser mais monitorados a fim de identificar visitantes piratas. A audiência em tempo real, o famoso ponto a ponto, integra pacotes de prestação de serviço de audiência do Ibope que chegam a custar R$ 100 mil mensais, dependo da demanda da emissora.


TIGRÃO


Caio Castro em strip-tease no ‘Melhor Lata Velha de Todos os Tempos’, em que famosos refazem provas no ‘Caldeirão do Huck’ (Globo); no ar amanhã


O NÚMERO É…


Todo dedicado às enchentes, o ‘Brasil Urgente’ (Band) de anteontem registrou sete pontos de audiência, dois a mais que sua média diária. (Cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande SP).


Aquarela Com estreia prevista para o primeiro trimestre, a TV Corinthians, canal pago do Timão, terá um programa semanal comandando pelo corintiano roxo Toquinho, o ‘Toquinho, Violão e Futebol.’


Na trave Vanessa Riche quase caiu em piada sobre o goleiro Bruno no Sportv. Na leitura de e-mails do público, ao vivo, na apresentação de Ronaldinho Gaúcho no Flamengo, soltou: ‘Quem é mais matador no Flamengo? O goleiro… Tá aqui, tá aqui…’ -indo para outra mensagem.


Processo A Record venceu anteontem, em 2ª instância, ação proposta há 11 anos pelo Ministério Público Federal, contestando a legalidade da compra da rede pelo bispo Edir Macedo. A decisão foi do Tribunal Regional Federal (SP). Cabe recurso.


Ácido Luiz Carlos Prates, comentarista polêmico da RBS (afiliada da Globo em SC) há 23 anos, deixou a emissora na terça-feira. A RBS diz que foi uma decisão em conjunto. Mas Prates se complicou em novembro ao dizer no ar sobre o trânsito: ‘Hoje qualquer miserável tem um carro’.


A PERGUNTA É…


Como ‘Passione’ (Globo) toda descobriu do dia para a noite o endereço da quitinete de Fred (Reynaldo Gianechinni)?


com SAMIA MAZZUCCO


 


 


Gustavo Villas Boas


Nancy foge de rastros de um crime no sexto ano de ‘Weeds’


Nancy (Mary-Louise Parker) tem sérios problemas. O que é ótimo para alimentar o humor negro da premiada série ‘Weeds’, que chega à sexta temporada no Brasil.


A mulher que após a morte inesperada do marido transformou-se em comerciante de maconha para sustentar a família cresceu na hierarquia do tráfico de drogas.


Tanto que acabou casada -e teve o terceiro filho- com Esteban, um chefão mexicano do crime na fronteira com os Estados Unidos. Para piorar, Esteban circula no universo político e tem que lidar com Pilar, uma mulher que conhece seus descaminhos e ameaça os filhos de Nancy no final da quinta temporada. Mas não por muito tempo.


O sexto ano começa com as consequências do ataque letal de Shane (Alexander Gould), o bizarro e agressivo filho do meio de Nancy, a Pilar. Após o homicídio, Nancy decide fugir com a família, sem qualquer planejamento.


Mas não sem antes procurar pelo cunhado Andy, que está enroscado com a namorada Audra (a cantora Alanis Morissette). Mais uma vez, Nancy busca uma nova vida.


NA TV


Weeds


estreia da sexta temporada


QUANDO dia 17, às 23h, no GNT


CLASSIFICAÇÃO 16 anos


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Sexta-feira, 14 de janeiro de 2011


 


ARGENTINA


Ariel Palacios


Em ano eleitoral, Cristina Kirchner cria ‘supersecretaria’ de comunicação


A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, aumentou os poderes da Secretaria de Comunicação, transformando-a em uma ‘supersecretaria’ com amplas atribuições sobre a distribuição de publicidade oficial, cujas verbas saltaram de US$ 108,7 milhões em 2008 para o recorde de US$ 162,3 milhões em 2009 (últimos dados oficiais). Em 2011, ano eleitoral, o organismo controlará um caixa de pelo menos US$ 324 milhões.


O salto é considerável, mais ainda se for levado em conta que – segundo dados da Fundação Poder Ciudadano -, em 2003, quando Néstor Kirchner tornou-se presidente, o gasto em publicidade oficial era de US$ 11,5 milhões. O orçamento total da secretaria este ano, considerando-se as atribuições e a verba transferidas de outros órgãos do governo, pode chegar a US$ 480 milhões.


O organismo, que havia ficado sem um secretário desde 2008, passa às mãos de Juan Manuel Abal Medina, descendente de uma histórica família de militantes e guerrilheiros da ala da esquerda do peronismo e homem de total confiança de Cristina. Representantes do governo indicaram que neste ano ‘está em jogo o futuro do modelo’, em referência à permanência – ou não – da administração Kirchner após as eleições presidenciais e parlamentares de outubro. Por este motivo, sustentam, é preciso centralizar a estratégia de comunicação.


No âmbito político, existe o temor de que a concentração de poderes seja acompanhada por um aumento da distribuição arbitrária da publicidade oficial. Um dos casos polêmicos de distribuição de fundos foi o tratamento privilegiado do Canal Nueve, aliado do governo, que recebeu 72,3% do total das verbas de publicidade oficial para canais de TV aberta no ano passado. O Canal Trece, do Grupo Clarín – considerado ‘inimigo’ pelo governo -, recebeu 5,38%.


O poder da secretaria, que administra os canais estatais de TV, além das estações de rádio pública e a agência estatal de notícias Télam, aumenta consideravelmente, já que por determinação de Cristina passa a controlar o programa Futebol para Todos, denominação da controvertida estatização da transmissão dos jogos de futebol, que envolve US$ 325 milhões de pagamento aos clubes de futebol argentinos. Este programa, até esta semana, era administrado pelo chefe do gabinete de ministros, Aníbal Fernández, que estaria a ponto de ser retirado do governo (mais informações nesta página).


A transmissão dos jogos, concentrados no canal estatal TV Pública, somente conta com publicidade oficial, pois o ex-presidente Néstor Kirchner havia proibido a veiculação de publicidade de empresas privadas. Além disso, Cristina transferiu à nova Secretaria de Comunicação as verbas de publicidade da Receita Federal e do sistema previdenciário, o equivalente a US$ 75 milhões adicionais.


Oposição. O partidor opositor União Cívica Radical (UCR) criticou a ação do governo, afirmando que ‘a ampliação da secretaria reafirma a política da administração de controle e submissão dos meios de comunicação’.


 


 


Governo usa jogos de futebol para divulgar propaganda


Em agosto de 2009, um mês depois de sua pior derrota, em eleições que acabaram com sua maioria no Congresso, a presidente Cristina Kirchner anunciou o acordo com a Associação de Futebol da Argentina (AFA) para a criação do Programa Futebol para Todos, que implicou na estatização das transmissões dos jogos de futebol por uma década. A instituição que controlará a transmissão e as verbas envolvidas, a partir de agora, é justamente a ‘supersecretaria’ de Comunicação.


O argumento do governo era ‘levar o futebol a todos os argentinos’, pois desde os anos 90 as transmissões eram feitas pela TV a cabo. A oposição acusa Cristina de ‘populismo esportivo’, já que todo o espaço publicitário nos jogos de futebol é ocupado por publicidade de obras e medidas do governo Kirchner.


O acordo do governo com a AFA, comandada por um remanescente civil da ditadura militar (1976-83), Julio Grondona, levou os cartolas dos times argentinos a romper unilateralmente um acordo assinado com a empresa TSC, uma sociedade formada pela empresa Torneios e Competências (TyC) e Grupo Clarín, para a transmissão dos jogos. A oferta do governo, aceita imediatamente pelos cartolas, foi a de quase triplicar a quantia que TyC pagava aos clubes, de US$ 59 milhões anuais.


O orçamento inicial do governo, em 2009, indicava que o programa implicaria em um desembolso de US$ 152,5 milhões anuais à AFA até 2019. Mas os valores começaram a ser alterados logo após o lançamento do programa. Em 2010, o governo destinou US$ 232 milhões. Para 2011, a previsão é de US$ 162,5 milhões. Este volume seria ampliado para US$ 325 milhões com os gastos da adoção das transmissões em alta definição para o público argentino.


 


 


TELEVISÃO


Patrícia Villalba


Quem matou Saulo?


Quase como um assassino meticuloso de romance policial, Silvio de Abreu bolou um plano, há mais de um ano, enquanto subia a estrada do Guarujá a São Paulo. Durante oito meses, manteve-se firme, executando cada etapa, talvez com pequenos desvios, mas sem se afastar da espinha dorsal da história. No fim das contas, caminha hoje para um ‘crime perfeito’ – prendeu a audiência e transformou Passione em um dos assuntos mais comentados dos últimos dias. Depois de alguns percalços, a trama alcançou 54 pontos de audiência na segunda-feira, melhor média desde o fim de Caminho das Índias, em 2009.


Sem preguiça e sem fazer concessões, levou a novela em fases e criou falsos atalhos. Prendeu a vilã, soltou, pôs para trabalhar, simulou redenção e brincou de esconde-esconde com o telespectador – a quem manipulou mais de uma vez.


Fez isso logo no começo, quando usou os campos da Toscana para emoldurar o romance de Clara (Mariana Ximenes) e Totó (Tony Ramos). Tudo conspirava para que o telespectador passasse a torcer pela regeneração da vilã, o que de fato aconteceu. Mais tarde, lá pelo 100.º capítulo, Silvio promoveu uma reviravolta na trama e deu redenção fingida à malafemmena. Ao enganar a todos – até Mariana Ximenes jura que não sabia de nada -, livrou Totó da pecha de ingênuo e preservou a imagem do seu protagonista. Coisa de autor que tem domínio invejável do seu ofício.


Em outros momentos, é verdade, Silvio não se fez entender como gostaria. Caso do ‘segredo do Gerson’ (Marcello Antony), que via imagens misteriosas no computador. Criou-se tanta expectativa que quando, enfim, soube-se que ele era um tarado virtual inofensivo, a vaia foi grande. Ao que parece, o público esperava por algo mais picante.


Sempre disposto a discutir sua novela, é marca registrada do autor o talento para plantar dúvida nas entrevistas que concede. Na ocasião da morte de Saulo (Werner Schunemann), escreveu cinco cenas de assassinato, envolvendo cinco vítimas diferentes. O objetivo principal era despistar a imprensa, mas o trabalho multiplicado acabou virando uma ação para promover a novela no Fantástico.


No mesmo programa, no último domingo, Silvio contou que o vigarista Fred (Reynaldo Gianecchini), depois de sair da prisão, receberia a visita de quatro personagens. Um deles deixaria no apartamento dele a faca com que Saulo foi morto, para ser encontrada pela polícia – esse personagem é a peça que faltava no quebra-cabeças, uma vez que o autor já entregou que quem matou Saulo é o mesmo que envenenou Eugênio (Mauro Mendonça) no primeiro capítulo. Foram lá Clara (Mariana Ximenes), Gerson (Marcello Antony), Laura (Adriana Prado) e Danilo (Cauã Reymond). Quem acompanha o trabalho do autor sabe que só pode apostar em Clara. Mas, como se sabe, em novela tudo pode acontecer.


 


 


Passione ‘Foi prazer do começo ao fim’


Se a ordem era ficar 209 capítulos no ar, Silvio de Abreu não economizou história em Passione. ‘O tamanho da novela não é problema, desde que a história suporte. Passione ficou do tamanho que deveria ficar’, garante ele nesta entrevista ao Estado. Missão cumprida quando escreveu a última cena, Silvio visitou a equipe da novela nos estúdios do Projac, em Jacarepaguá, na semana passada. A vida do autor é sem dúvida solitária, então ele diz que a visita final é sempre a sua predileta. ‘Quando o sucesso é grande como o de Passione, é uma festa.’


Zé Paulo Cardeal/DivulgaçãoPalmas. Silvio com a diretora Denise Saraceni e o ator Werner Schunemann: tudo pelo suspense


Depois de pôr o ponto final na história, você esteve no estúdio, visitando as gravações. Como foi esse momento?


É sempre a minha predileta, o final do processo. A história está escrita, já se sabe o resultado e quando o sucesso é grande, como o de Passione, é uma festa. Fiquei no Rio durante três dias acompanhando as gravações e foi só prazer.


O último capítulo já foi gravado?


Sim, na semana passada. Fizemos sem alarde para não levantar a curiosidade da equipe, nem aguçar a imprensa. Foi tudo tranquilo. Mandei as cenas separadas e com numeração em código. Acho que foi um método eficiente, até agora estamos mantendo o segredo.


Você se preocupa em não fazer dos personagens ‘do bem’ pessoas tolas. Nesse sentido, você acha que a dona Bete e o Totó riram por último?


Sem dúvida. Eles estavam muito à frente dos seus vilões. Aliás, já tinham dado provas disso durante a novela quando enganaram o Fred na venda das ações do Totó, quando descobriram que Otabol era um anagrama de Lobato e esperaram a hora certa de darem o bote. É muito bom passar a ideia de que para ser bom não é necessário ser bobo e que se alguém do bem, como Totó, estende a mão para alguém do mal, como Clara, quem sai perdendo com a recusa é ela e não ele.


Sempre me chama a atenção quanto você se diverte quando tem novela no ar. Qual foi o momento mais tenso que passou em Passione?


Foi quando Cleyde Yáconis se acidentou e teve que ser operada. Tinha toda a trajetória da personagem preparada e o público amava a Brígida. Ela quis voltar antes do que era aconselhável pelos médicos e piorou, Isso nos deixou muito inseguros, porque não sabíamos se a sua volta seria possível ou não. Foram dois meses muito tensos, com muitas cenas reescritas, um mau aproveitamento dos personagens de Leonardo Villar, Emiliano Queiroz, Elias Gleiser e Aracy Balabanian. Mas a Cleyde é uma guerreira, e voltou com toda a força e eu pude contar a história dela do jeito que havia planejado.


Em geral e no fim das contas, a novela saiu do jeito que você imaginava?


Exatamente. Só não quero dizer que até melhor porque já sabia do talento dos diretores e do elenco. A Globo confiou plenamente no projeto e nos possibilitou fazer tudo o que deveria ser feito. Não poderia ter sido um trabalho mais bem-sucedido. Foi um enorme prazer do primeiro ao último capítulo.


 


 


Etienne Jacintho


Elenco da Record tem reforço de cinema


A Record decidiu investir mais em sua teledramaturgia e contratou o preparador de atores Sérgio Penna para um workshop de duas semanas com o elenco principal da novela que substituirá Ribeirão do Tempo, em abril. Ainda sem título, o folhetim de Cristianne Fridman terá atuações de Simone Spoladore, Beth Goulart, Guilherme Berenguer, Thaís Fersoza e Leonardo Vieira, entre outros. As gravações começaram anteontem, no Rio.


No total, 20 atores da novela participam do treinamento com Penna, que atuou como preparador de elenco no cinema, em filmes como Bicho de Sete Cabeças, Chega de Saudade, Lula, o Filho do Brasil e Batismo de Sangue, além de trabalhar nas minisséries da Globo Antônia e Carandiru – o longa-metragem também contou com o especialista.


Ao Estado, Penna diz que está aproveitando sua primeira experiência em novelas. ‘Fiquei feliz com o convite do (diretor Alexandre) Avancini, pois ele tem o cuidado de contar uma história com os personagens. Ele dá atenção aos atores’, comenta. ‘A relação de Avancini com a dramaturgia me interessa bastante.’ Segundo Penna, a ideia do diretor é fazer um trabalho de maior aprofundamento do universo dos personagens, ao que está em jogo, aos sentimentos e destinos de cada um deles. ‘E é isso o que faço. Ajudo na construção do personagem. Então, estou bem à vontade’, fala.


O preparador de elenco já levou os atores para uma volta nas ruas do Rio, cidade em que a trama será ambientada. Os atores passearam pela popular Feira de São Cristóvão, onde o personagem do ator Paulo César Grande terá um bar, e pelo Saara, região de comércio similar à Rua 25 de Março, em São Paulo. ‘Todo mundo aprende muito nesses lugares. Exercemos um trabalho de observação que, para o ator, é muito importante’, diz o especialista, que valoriza a investigação da realidade. ‘A ideia não é imitar, mas, sim, buscar referências para aproximar esses personagens da realidade. ‘Os atores precisam viver ao máximo o modo de vida de seus personagens.’


Guilherme Berenguer, por exemplo, interpreta um motorista que tem uma banda de samba rock e é iludido pela personagem de Thaís Fersoza, uma moça rica, filha da vilã vivida por Beth Goulart. Para o papel, Berenguer foi a um show no bairro boêmio da Lapa. Amanda Lee também testou seus dotes culinários em um restaurante, já que fará uma cozinheira. ‘Este trabalho compromete mais o ator com seu personagem e a gente pode ganhar uma teledramaturgia mais interna, que é o que o cinema propõe. É trazer elementos de cinema e agregar à linguagem televisiva.’


 


 


 


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