Quinta-feira, 02 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
Menu

ENTRE ASPAS >

Mario Gioia

23/09/2005 na edição 347


‘‘É o Amor’ em Hollywood? Um júri formado por sete críticos brasileiros de cinema torce que sim. Eles escolheram ‘2 Filhos de Francisco’, de Breno Silveira, como o candidato nacional que vai disputar a indicação do Oscar-2006 de melhor filme estrangeiro.


O longa-metragem, destaque na bilheteria do cinema nacional neste ano, narra a história da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano, que assina ‘É o Amor’. A divulgação da escolha ocorreu ontem no MinC (Ministério da Cultura), em Brasília.


Os cinco finalistas da categoria serão conhecidos em 31 de janeiro do ano que vem. O Oscar ocorre em março, em Los Angeles.


Silveira festejou a indicação. ‘Estou muito feliz. Não esperava que ele [o filme] fosse tão longe. A resposta do público também foi muito além do que imaginava.’ O longa já fez 2,6 milhões de espectadores e deve ultrapassar facilmente já na semana que vem a marca dos 3 milhões.


Para o cineasta, dois elementos de seu filme podem seduzir a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, organizadora do Oscar. ‘É a história de um cara que sai do nada e vence, que tem a ver com o sonho americano, os vencedores que eles tanto prezam’, avalia ele.


‘Também é um filme que pega pela emoção, que toca platéias muito diferentes, que fala para o coração’, diz Silveira.


Outros fatores, segundo o diretor, podem cativar os acadêmicos, como o foco em personagens ainda na infância e a estrutura clássica. ‘Concorrentes como ‘A Vida É Bela’ e ‘Billy Elliot’ [em outras categorias] tinham crianças em papéis decisivos. A narrativa clássica e o final feliz são pontos a favor.’


Consenso


O júri, formado por Andréa França, Jaime Biaggio, João Carlos Sampaio, Maria do Rosário Caetano, Rubens Ewald Filho, Sérgio Moriconi e Paulo Santos Lima (colaborador da Folha), teve uma decisão consensual, segundo a reportagem apurou.


Entre os 12 filmes, a decisão final ficou entre ‘2 Filhos…’, ‘Casa de Areia’, de Andrucha Waddington, e ‘Quase Dois Irmãos’, de Lúcia Murat. Após cerca de duas horas de discussão, o filme de Silveira se impôs entre os jurados como o candidato brasileiro com mais chances de ser contemplado com uma estatueta.


O Brasil nunca ganhou um Oscar de filme estrangeiro. O último indicado nessa categoria, ‘Central do Brasil’, de Walter Salles, em 1999, foi batido por ‘A Vida É Bela’, do italiano Roberto Benigni. No ano passado, ‘Olga’, de Jayme Monjardim, foi escolhido como representante brasileiro, mas não esteve entre os finalistas.’



Flávia Guerra


‘‘2 Filhos de Francisco’ representará o Brasil na disputa por vaga no Oscar’, copyright O Estado de S.Paulo, 23/9/05


‘O filme 2 Filhos de Francisco, dirigido por Breno Silveira e que conta a saga de Zezé di Camargo e Luciano, representará o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2006. ‘A decisão não foi unânime. O júri ficou entre 2 Filhos de Francisco, Casa de Areia e Quase Dois Irmãos, mas optamos pela emoção e por ser uma história extremamente brasileira, com toque universal’, afirmou Rubens Ewald Filho, um dos jurados reunidos ontem, em Brasília.


Com a escolha, aumentam as chances de 2 Filhos estrear em território norte-americano. Executivos da Sony International assistiram ao filme na noite de quarta-feira e o aprovaram. Sal Ladestro, vice-presidente de Marketing, Aquisições e Produções Locais da Sony International, afirmou ser um dos melhores filmes a que ele assistiu em muito tempo. ‘É impressionante para um primeiro filme’, escreveu a Breno Silveira por e-mail. ‘Esta é uma história para agradar multidões, é de levar qualquer um às lágrimas’, completou o executivo, que já garantiu interceder pelo filme no mercado externo.


‘A escolha ajuda na carreira lá fora, pois outros países vão querer conferir, mas ainda não há nenhuma estratégia definida. No Brasil, por enquanto, vamos manter as 289 cópias com que iniciamos a campanha do filme e esperar’, disse André Sala, gerente de vendas de Columbia, distribuidora e co-produtora do filme. O longa lidera as bilheterias brasileiras e deve chegar aos 2,8 milhões de espectadores neste fim de semana.


A Academia divulga os cinco concorrentes em 31 de janeiro. A premiação ocorre em março.’




FESTIVAL DO RIO
Rodrigo Fonseca


‘Neurônios a serviço da politização do cinema’, copyright O Globo, 23/9/05


‘É da vida da natureza dos festivais servir de manjedoura a filmes que não oferecem complacência aos neurônios do espectador. Talvez por isso, Eryk Rocha, Paula Gaitan, Lucas Weglinski, Juan Posada não enxerguem pretensão no título Cine Que Pensa, que escolheram para batizar o misto de retrospectiva e ciclo de debates que corre como menu paralelo (aliás, um dos mais suculentos) no cardápio do Festival do Rio.


Agregando trabalhos de estandartes de um cinema engajado, como o boliviano Jorge Sanjinés, de ‘Sangue de condor’ e o cubano Tomás Gutierrez Alea, de ‘Memórias do subdesenvolvimento’, o programa começa hoje com a exibição do western sócio-existencial ‘El topo’, do chileno Alejandro Jodorowsky, às 17h, no Memorial Getúlio Vargas.


– O cinema é um instrumento de pensamento autônomo, que se situa entre a filosofia, a ciência e a literatura. É um pensamento por imagens em movimento. Acredito que a filosofia aparece em todos os filmes brasileiros. O importante é identificar que ‘filosofia’ cada um propõe – explica a artista plástica Paula Gaitan, lembrando o valor autocrítico da mostra para o cinema nacional.


Walter Salles e Jean-Pierre Gorin participam dos debates


Aliás, recheia a mostra um dos mais obscuros longas de um símbolo de resistência ideológica na filmografia local: ‘O leão de sete cabeças’, do mítico Glauber Pedro de Andrade Rocha (que foi casado com Paula). A fita está agendada para domingo, às 17h, no Memorial Getúlio Vargas.


A partir do dia 30, no Museu de Arte Moderna, Paula e os outros três curadores coordenam debates reunindo importantes intelectuais do Brasil e do exterior, entre eles os cineastas Lucrecia Martel (Argentina), Jean-Pierre Gorin (França), Carlos Reygadas (México) e Walter Salles (Brasil), e o filósofo Emanuel Carneiro Leão. Desconhecida por aqui, a documentarista vietnamita Trinh T. Minh-ha, diretora de ‘Night passage’, está na lista dos debatedores. A proposta, segundo o cineasta Eryk Rocha, filho de Glauber, e diretor do documentário ‘Rocha que voa’ (2002), é refletir a dimensão crítica do audiovisual.


– A publicidade devorou a política, que se converteu em um produto a mais. Ouve-se falar muito, hoje em dia, em filmes políticos, inclusive no Brasil. Isso porque o rótulo ‘político’ passou a ser usado por alguns cineastas para aliviar sua culpa social – diz Eryk, que no dia 5 exibe hors concours na Première Brasil seu novo longa: ‘Intervalo clandestino’. – A mostra propõe uma politização da poética, para que, entendendo a complexidade estética da forma de um filme, e não apenas seu conteúdo, possamos fugir do superficial.


Entre as atrações obrigatórias do Cine Que Pensa estão filmes pouco comentados por estas bandas como ‘Nosso século’, do armênio Artavazd Peleshyan, produzido ainda na extinta União Soviética. Mas há longas cultuados, embora raros até em cinematecas, que merecem uma revisão. É o caso do indigesto ‘Saló – 120 dias de sodoma’, de Pier Paolo Pasolini, que passa domingo, às 13h, no Memorial Getúlio Vargas. Segundo o filósofo Juan Posadas, ele ainda instiga.


– Pasolini ainda perturba, porque seu cinema coloca um problema que diz respeito à própria condição humana: preservamos em nós, civilizados, um estado de inocência, de amoralidade, que na vida social pode assumir uma feição de domínio e destruição do outro – diz Posadas. – A instalação de um fascismo em todos os níveis de relacionamento, sexual, amoroso, político, profissional, mas que encerra um amor cego à própria vida, faz desse estado inocente algo extremamente violento, mas criativo e revolucionário. O valor da arte é mostrar a força política disso, criando um distanciamento através da beleza. Neste sentido a arte e o cinema educam.’




Luiz Fernando Vianna


‘‘Vinicius’ emocional põe de lado o ‘poetinha’’, copyright Folha de S. Paulo, 23/9/05


‘Plural até no nome, como brincou Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes aparece em vários formatos em ‘Vinicius’, de Miguel Faria Jr.: diplomata, poeta clássico, poeta moderno, compositor, boêmio, político, apaixonado compulsivo. Mas uma faceta, pelo menos, o diretor diz ter lutado para deixar de fora.


‘Eu não quis a figura do ‘poetinha’. É até uma coisa carinhosa das pessoas mas é também uma falta de respeito porque o limita às histórias folclóricas de mulheres, porres, Ipanema. Vinicius era também isso, mas não só isso’, disse Faria, anteontem, na sessão para a imprensa do filme. Ontem, ‘Vinicius’ foi o cartaz da abertura do Festival do Rio e, hoje, tem duas sessões para o público.


A decisão de Faria exigiu um equilíbrio delicado: deixar o ‘poetinha’ folclórico de lado e, ainda assim, dar ao documentário um clima informal, fiel ao jeito de Vinicius de Moraes.


‘Não queria que tivesse uma cara didática, jornalística, que fosse um documentário frio. Queria mais emoção do que informação’, resumiu.


Por esta razão, a cronologia não é rígida, sendo o filme mais dividido por temas do que por datas. E, também por isso, não há legendas dizendo os títulos das músicas cantadas.


Além das interpretadas por pessoas que dão depoimentos, como Maria Bethânia, Caetano Veloso e Gilberto Gil, há algumas que artistas convidados cantam, entre eles Adriana Calcanhotto, Mônica Salmaso, Mart’Nália e Zeca Pagodinho.


‘Queria outra geração cantando, pessoas de praias diferentes. Por isso, o leque é tão aberto’, explicou Faria, que convidou até três rappers (MS Bom, Nego Jeff e Lerov) para improvisar em cima do poema ‘Blues para Emmet’.


Esses números musicais seguem o fio condutor do filme, um show de cabaré sobre Vinicius preparado por dois atores, Camila Morgado e Ricardo Blat. Eles interpretam alguns poemas e dão algumas informações sobre a vida do poeta. Mas estão nos depoimentos a força do filme.


Faria colheu 16 depoimentos, entre os quais se destacam os de Tônia Carrero, sobre o Vinicius refém das paixões; de Ferreira Gullar, sobre a capacidade do amigo de ‘inventar a vida’ com alegria; e dos amigos e parceiros Edu Lobo e Chico Buarque, sobre música, tristezas e histórias engraçadas.


‘Vinicius é o contrário dos dias de hoje, quando tudo busca um resultado, um objetivo, é pragmático’, diz Chico em um dos melhores momentos do filme, em que ressalta a generosidade do poeta e seu desprendimento de coisas materiais.


A ligação de Faria com Vinicius é antiga: ele foi casado com a primogênita Susana Moraes, co-produtora e entrevistada do filme -o poeta teve cinco filhos e nove casamentos. E dirigiu, em 1983, ‘Para Viver um Grande Amor’, adaptação do musical ‘Pobre Menina Rica’, de Carlos Lyra e Vinicius.


‘Eu detesto esse filme. Estava maluco na época, e errei a mão. Agora, estou pagando uma dívida com Vinicius’, disse Faria.’



TODA MÍDIA
Nelson de Sá


‘Cidade fantasma’, copyright Folha de S. Paulo, 23/9/05


‘Nos sites de ‘Washington Post’ e outros, nos EUA, a manchete era o furacão ‘extremamente perigoso’.


Mas já ‘enfraquecido’, registravam. No canal Fox News, a escalada falava até em ‘virada’ do furacão, que poderia ‘poupar Houston e Galveston’, cidades mais ameaçadas.


Porém prossegue o êxodo, dos moradores que saem enquanto as câmeras entram.


Até no ‘Jornal Nacional’ foi primeira manchete:


– O furacão Rita se aproxima do Texas. Um milhão devem deixar Houston. Galveston virou cidade fantasma.


Antes, do enviado global:


– Assim que chegamos, ao meio-dia, encontramos milhares fugindo. No aeroporto, a fila termina fora. Na estrada, engarrafamentos intermináveis.


Sites de jornais pelo mundo seguiam na mesma linha em seus enunciados, ontem, do ‘Guardian’ ao ‘El País’.


E tome, na Fox News e até na Globo News, os relatos de quem fugiu de Katrina e agora foge de Rita. De um brasileiro, com residência em Nova Orleans, no momento em Houston:


– Já foi dramático o que a gente passou e, agora, de novo… A gente está tendo de ir para Dallas. Já voltei a Nova Orleans, mas aconteceu a terceira guerra mundial lá. Depois de Dallas, devo estar voltando ao Brasil com minha esposa e meu filho de dois meses e meio.


NA TRILHA


Na trilha do furacão, jornais texanos se esvaziavam e alguns avisavam que vão concentrar edições na internet, a exemplo do que se viu em Nova Orleans.


O principal deles, ‘Houston Chronicle’, inspirado na cobertura do Katrina, abriu sua home page para um blog dos jornalistas em fuga, presos na estrada, e outro para ‘jornalistas cidadãos’. São seus destaques. E sobram blogs independentes, do blogHouston ao Liberty, de Galveston e agora postando da estrada.


Do Brasil, como de costume, Tiago Dória e o Blue Bus fazem a ponte para os blogueiros texanos.


GUIA


O site da organização Repórteres sem Fronteiras disponibilizou ontem seu ‘Manual para Blogueiros e Cyberdissidentes’, com sugestões para manter a credibilidade e, melhor ainda, se manter incógnito (e vivo) em certos países


O mesmo erro


A Globo perdeu a paciência com a barafunda no Congresso. O ‘JN’ reproduziu comentário de Franklin Martins nessa linha, feito antes à rádio CBN, agora acrescentando que o baixo clero ‘pode acabar sendo, de novo, o fiel da balança’.


E agora até as reportagens saem disparando:


– Ninguém se entende, todos dizem que não vão cometer o mesmo erro, mas o clima está muito parecido com o que levou à eleição de Severino.


Licença


E Severino falou. Dele para o site da Agência Nordeste, sobre o pefelista Guilherme Afif, que preside a Associação Comercial de São Paulo:


– Confirmo que Afif queria que eu me licenciasse.


Na licença, o pefelista José Thomaz Nonô assumiria. Mas não, não se falou em ‘vantagens’. ‘Não sou homem de suborno’, declarou Severino.


Afif, depois, também negou qualquer oferta, segundo ele, ‘besteira’ de um petista.


SOLIDÃO E PECADO


A nova edição da ‘Economist’ aponta ‘A solidão de Lula’. Diz que, com PFL ou PMDB dirigindo a Câmara, ‘a solidão de Lula deve se aprofundar’.


Mas a revista, não tem jeito, gosta do petista. Em outro texto, saúda a emissão de títulos em real, observando que tudo promete, na economia, ‘desde que o governo se lembre que política econômica irresponsável é pecado’. E ainda outro texto, do enviado a Hortolândia, se derrete em elogio aos bicombustíveis e pergunta:


– O Brasil encontrou a resposta para os altos preços do petróleo no mundo?’



BRASÍLIA NA RECORD
Daniel Castro


‘Record ‘reconstrói’ Brasília em São Paulo’, copyright Folha de S. Paulo, 23/9/05


‘A Record vai montar um canteiro de obras de 10 mil m2 para simular a construção de Brasília em ‘Cidadão Brasileiro’, de Lauro César Muniz, que irá inaugurar seu segundo horário de novelas, provavelmente às 21h, a partir de março de 2006. A emissora irá investir cerca de R$ 200 mil em cada capítulo da trama, mesmo patamar das novelas das 21h da Globo.


Além do canteiro de obras de Brasília, ‘Cidadão Brasileiro’ terá uma cidade cenográfica, a primeira da Record. A emissora estuda cinco opções de locais para montar a cidade cenográfica e o canteiro de obras, todas em um raio de cem quilômetros de São Paulo. Bragança Paulista é favorita.


Na cidade cenográfica, será construída uma praça de cidade do interior paulista. Já o canteiro de obras terá apenas estrututras de madeira e de concreto. Não haverá tomadas que mostrem seu horizonte, porque o relevo do interior de São Paulo é bastante diferente do do Planalto Central.


‘Cidadão Brasileiro’ se passará entre 1940 e 1980 e irá contar a história de Antonio Maciel, um empreendedor que começa do nada e constrói um império empresarial, principalmente com agronegócios. Ele comandará operários na construção de Brasília, no final dos anos 50 e início dos 60. Depois, mudará para São Paulo, que servirá de cenário para a novela.


A Globo também irá retratar a construção de Brasília em ‘JK’, sua próxima minissérie.


OUTRO CANAL


Decisão A direção do SBT bateu o martelo: sua próxima novela será uma adaptação da latina ‘Cristal’, a cargo de Calixto de Inhamuns (ex-roteirista da Manchete). A trama entrará na vaga de ‘Os Ricos Também Choram’, em março. ‘Dona Beija’ ficou para depois.


Efeito 1 A Globo usará desenhos animados para reduzir o impacto de cenas violentas (como um massacre) de ‘Bang Bang’, sua próxima novela das sete. Assim, pretende não só adequar o faroeste ao horário livre mas também se isentar de acusações de influência no referendo do desarmamento, marcado para 23 de outubro.


Efeito 2 Na fictícia Albuquerque, palco de ‘Bang Bang’, será vetado o uso de armas. Mas nem todos respeitarão. A placa, na entrada da cidade, que avisa sobre a proibição será marcada de balas.


Tecnologia 1 Uma ‘cable cam’ (câmera suspensa por cabos) será a principal novidade da Globo na transmissão do GP Brasil de Fórmula 1. A câmera, que é diferente da usada no Carnaval e em jogo do Brasil em abril, se moverá numa extensão de 300 metros na reta oposta de Interlagos, a 15 metros de altura. Mostrará um mesmo carro de frente e, num rápido giro após sua passagem, por trás.


Tecnologia 2 Outra atração será uma câmera em trilho que atingirá até 110 km/h e que acompanhará os carros saindo do boxe. A Globo terá 50 câmeras e três unidades móveis (uma para replays).’



LA NOCHE DE CECILIA
Ariel Palacios


‘Mulher de Menem decide voltar ao trabalho’, copyright O Estado de S. Paulo, 23/9/05


‘Depois de ter passado quatro anos ocupada somente da função de mulher do ex-presidente Carlos Menem (1999-2001), a ex-Miss Universo Cecilia Bolocco decidiu voltar à sua profissão de apresentadora.


Na noite de quarta-feira, Cecilia debutou em grande estilo conduzindo o próprio programa, La Noche de Cecilia, no canal de TV Mega, de Santiago do Chile. Durante o programa, ela disparou indiretas contra o marido, ocupado há meses em campanhas políticas e jogos de golfe do outro lado da Cordilheira dos Andes.


O programa de Cecilia teve 23% de audiência e foi um dos mais vistos do país. Entre seus convidados estavam alguns dos atores, cantores e esportistas mais famosos do Chile. Além deles, estava o cômico argentino Antonio Gasalla, que, travestido, interpretou o papel de uma avozinha que faz perguntas constrangedoras. Gasalla, famoso por colocar os interlocutores em apertos, com improvisos, perguntou: ‘Estou voltando para Buenos Aires, minha filha. algum recado para Menem?’ Cecilia o olhou surpresa, e respondeu: ‘Não, recado nenhum.’ Em seguida, fez um longo silêncio.


Minutos depois, comentando a vida dos políticos (o Chile está em plena campanha presidencial), lançou indiretas contra o marido, comentando que ‘os políticos não têm muito tempo para as famílias’.


No dia 20 de maio, Cecilia celebrou seus 40 anos sem a presença de Menem, de 75 anos, que ignorou os festejos de sua mulher. Em troca, a ex-miss não apareceu na província natal de Menem, La Rioja, quando o ex-caudilho comemorou o próprio aniversário no dia 2 de julho.


‘Gostaria de estar mais acompanhada’, Cecilia confessou recentemente ao jornal chileno La Tercera.


Diversos rumores que circulam nas capitais da Argentina e do Chile insinuam que o casal, que tem um filho, Máximo Saul, de 2 anos, na prática está separado.’



KATE MOSS
O Globo


‘Kate Moss se desculpa por escândalo’, copyright O Globo, 23/9/05


‘A top model britânica Kate Moss rompeu o silêncio ontem, após a publicação pelos jornais de que teria cheirado cocaína, pedindo desculpas a amigos, familiares e colegas de trabalho por seu comportamento.


Kate, no entanto, não fez nenhuma referência à reportagem do tablóide ‘The Mirror’, em que imagens granuladas aparentemente mostravam a modelo de 31 anos consumindo uma grande quantidade de cocaína.


‘Eu assumo plena responsabilidade por meus atos. Também admito que há várias questões pessoais com as quais preciso lidar e já comecei a tomar as medidas difíceis, porém necessárias, para resolvê-las. Quero me desculpar com todas as pessoas que decepcionei por meu comportamento, que se refletiu de forma dura na minha família, nos meus amigos, colegas, sócios e outros — disse a top model num comunicado divulgado por sua agência, a Storm.


Escândalo faz empresas cancelarem contratos


O escândalo da cocaína já está causando prejuízos para a top model, que começou a perder alguns de seus contratos milionários de publicidade. Duas marcas — a britânica Burberry e a sueca Hennes e Mauritz — anunciaram ontem que já cortaram um dos rostos mais famosos do mundo da moda de suas campanhas. A Chanel francesa declarou também que não irá renovar o contrato com Kate, o que deveria acontecer no próximo mês.


Familiares e amigos da top model se recusaram a comentar o caso e o pedido de desculpas feito ontem.’

Todos os comentários

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem