Quinta-feira, 09 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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ENTRE ASPAS >

O Globo

22/06/2010 na edição 595

SARAMAGO
Sandra Cohen

Sem multidões, Portugal vela Saramago

‘Foi uma discreta despedida e sem comoção. Cerca de 200 pessoas — um número bem menor do que o esperado — receberam com aplausos e cravos vermelhos o caixão com o corpo de José Saramago no pátio da Câmara Municipal, conhecido como Paços do Concelho, no Centro de Lisboa. E, sob um sol inclemente, formaram uma fila silenciosa para homenagear o único escritor de língua portuguesa agraciado com o Nobel de Literatura. Eram admiradores, curiosos e turistas, sobretudo da Espanha, onde o escritor vivia há quase 20 anos.

Com lágrimas nos olhos, Mariana Amália Bazuga, de 79 anos, lembrou de Saramago mais jovem, quando costumava hospedar-se em sua casa em Lavre, perto de Évora: — Vou sentir muitas saudades do tempo em que almoçava e jantava em minha casa.

Poucos intelectuais e autoridades compareceram — entre eles, o premier José Sócrates, membros dos partidos portugueses, o fadista Carlos do Carmo, o músico Luís Cília, o escritor Gonçalo Tavares, os poetas Manuel Gusmão e Nuno Júdice.

Entre as coroas de flores, duas se destacavam, enviadas por Fidel e Raúl Castro, apesar de Saramago ter rompido com o regime cubano em 2003 devido à perseguição aos dissidentes.

Presidente Cavaco Silva não comparece ao velório A ausência mais sentida foi a do presidente Aníbal Cavaco Silva, criticado por não interromper as férias nos Açores para homenagear o escritor, antigo desafeto. Foi no governo de Cavaco que Saramago decidiu exilar-se em Lanzarote, nas Canárias.

O corpo chegou a Lisboa num avião da Força Aérea Portuguesa.

A bordo vieram a viúva Pilar del Río, a filha do escritor Violante de Matos, a ministra portuguesa da Cultura, Gabriela Canavilhas, e outros 11 parentes e amigos do escritor, entre os quais a empregada do casal, Pastora Camacho Rodriguez.

Um dos grandes amigos de Saramago, o professor Carlos Reis, da Universidade de Coimbra, que o conhecia desde os anos 80, esteve com o escritor há alguns meses em Lisboa e contou ao GLOBO que o achou debilitado e bastante desencantado: — Ele estava decepcionado com o estado do país, a democracia, a evolução portuguesa e com a sua falência relativa

Em visita a Lisboa, Dilma confunde nome de livro Em visita a Lisboa, onde se encontrou com o premier Sócrates, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, incluiu no roteiro uma rápida passagem pelo velório.

Após cumprimentar a viúva, ela ficou em silêncio em frente ao corpo de Saramago. Seus livros, segundo ela, deram uma grande contribuição à literatura. Dilma, no entanto, errou, ao citar duas vezes como ‘Os nomes’, em vez de ‘Todos os nomes’, um de seus livros preferidos: — O que mais gostei foi ‘O Evangelho segundo Jesus Cristo’.

Tem muita força. O que Saramago fez com a língua portuguesa foi mais uma vez dar a ela uma dimensão global. Temos outros escritores como Eça de Queiroz e Machado de Assis. Saramago está entre os que imortalizaram nossa língua e nossa cultura.

Representando a Academia Brasileira de Letras, a escritora Nélida Piñon ressaltou a perda do amigo e contou que o escritor foi eleito para sócio-correspondente da Academia, mas não chegou a tomar posse: — Nós o amávamos e penso que ele também. Ele reside no coração dos brasileiros e alarga o horizonte da língua.

Do Vaticano, veio uma dura crítica. Em artigo, o ‘L Observatore Romano’ definiu Saramago como ‘populista e extremista’ de ideologia antirreligiosa e marxista.’

 

Portugueses e espanhóis divergem sobre as cinzas

‘Durante todo o dia de ontem os portugueses não tinham certeza de qual seria, afinal, o destino das cinzas de José Saramago, cuja cremação ocorre hoje à tarde, pois jornais espanhóis e portugueses divulgavam informações conflitantes. Os principais veículos diziam que elas seriam divididas entre Azinhaga do Ribatejo, terra natal do escritor, e Lanzarote, a ilha espanhola onde ele viveu as duas últimas décadas. Zeferino Coelho, editor e amigo de Saramago, confirmou ao GLOBO essa informação.

A mídia portuguesa mantinha uma versão contrária. Segundo o diário, a Fundação José Saramago afirmou que elas ficarão em Portugal, por desejo do escritor. José Sucena, diretor da fundação, disse que a mulher do autor, Pilar del Río, ‘garantiu que por vontade expressa de José Saramago’ seus restos ficarão no país. Porém, televisões e jornais espanhóis lembraram uma entrevista do escritor em 2008, na qual Saramago manifestou o seu desejo de que ‘as suas cinzas ficassem debaixo de uma pedra num jardim em Lanzarote’ e só esperava que ‘alguém fosse até lá colocar uma flor de vez em quando’. Em outras oportunidades ele teria afirmado que gostaria de ser enterrado sob uma oliveira na ilha.

Segundo Sucena, Saramago teria mudado de ideia, mas o diretor não disse o motivo. Agora, apenas Pilar poderá decidir o destino das cinzas. A mídia portuguesa especula que o local poderá ser uma oliveira em Azinhaga.’

 

Juan Cruz

O ‘até amanhã’ do escritor

‘Nas últimas semanas, José Saramago quase não falava, mas ria, seguia sorrindo. Pilar del Río, sua mulher, com quem conviveu por mais de 20 anos, seguia preparando o jantar e o café da manhã e, embora a comida já parecesse uma coisa de outro mundo, ele participava de todos os rituais que esta mulher da Andaluzia preparava para que continuasse ligado ao fio de vida.

Estava e não estava, mas sorria. Na sexta-feira, amanheceu melhor, como se ressurgisse, e conversou com Pilar e com o médico, como se se despedisse, uma a uma, das pessoas que o acompanharam até o final.

Às vezes, escutava apenas música; mas nos últimos dias Saramago escutava o silêncio e, entre risadas, os programas de humor da televisão.

Tinha um semblante sereno, como se viesse de uma longa luta. Mas os médicos já haviam abandonado a esperança do que ele mesmo chamou de ressurreição, ocorrida no final de 2007, quando a Fundação César Manrique organizou uma exposição definitiva sobre a sua vida e os seus sonhos.

Enfermo, Saramago parecia se despedir da vida. Mas, na primavera seguinte, retomou o vigor, fortalecido pela dedicação de seus médicos e, sem dúvida, pela força incrível de Pilar del Río. A força com que voltou à vida lhe deu inspiração para mais dois livros, ‘A viagem do elefante’ e ‘Caim’. De certo modo, até nessa obra da ressurreição, Saramago foi como era: paradoxal, melancólico e sóbrio, como um Don Quixote de Portugal que não se assombrava com nada, porque já veio do assombro.

Uma semana atrás, Pilar del Río disse a Francisco Cuadrado, seu editor em Santillana, e a mim, que o marido tinha se levantado novamente com vontade de escrever, de retomar o fio de uma de suas histórias, nas quais estava absorto quando a gravidade de seu estado fez com que perdesse a voz, mas não o sorriso.

Pilar o aconselhou a esperar, e ela mesma esperava que o milagre de dois anos antes amanhecesse outra vez, que o autor de ‘As intermitências da morte’ voltasse a ocupar seu lugar preferido na casa: a biblioteca. Mas apenas as piadas de Pilar o animavam, a persistência dela em continuar os hábitos cotidianos, o pão com azeite, as verduras, o bacalhau português, a vida viva que Saramago sempre quis. Já havia pouco a dizer, depois de tanto sonhar e tanto escrever. Dissemos a ele ‘até amanhã’, e ele disse, acariciandonos com suas mãos já transparentes: — Até amanhã (em português).’

 

Zeferino Coelho

‘Foi uma atitude violenta, discriminatória e humilhante’

‘O editor português Zeferino Coelho, da Caminho, conviveu com Saramago nos últimos 30 anos. Esteve com o escritor no fim de semana, em Lanzarote, e o achou bem disposto. Tanto que marcaram um novo encontro para breve, conforme contou, emocionado, ao GLOBO.

O GLOBO: Saramago deixou um romance inacabado, ‘Alabardas, Alabardas! Espingardas, Espingardas!’. Do que se trata? ZEFERINO COELHO: O título se refere a dois versos de Gil Vicente (dramaturgo português). Eu li o esboço, com 20 páginas.

É um livro sobre o fenômeno da guerra em geral. A ideia fundamental era mostrar a responsabilidade individual no desencadear das guerras e das carnificinas.

Ele será publicado? COELHO: Pilar, a mulher de Saramago, considerará essa possibilidade. Eu acho que sim, é costume publicar obras inacabadas.

É um esboço de um romance e, essas páginas estão acabadas, ele as escreveu como definitivas. E estão excelentes.

Em seu espólio há textos inéditos? COELHO: Há muita coisa no espólio: textos completos e incompletos. Acredito que muitos serão publicados. Há contos, peças de teatro. Há outra parte importante e muito vasta, que são as correspondências.

Há cartas para García Márquez, autores portugueses como Jorge de Sena e José Rodrigues Miguez, e brasileiros como Jorge Amado e Lygia Fagundes Telles.

Como foram os últimos momentos? COELHO: Estive com ele no fim de semana passado durante dois dias, em sua casa, em Lanzarote. Achei-o bem, mas depois as coisas se precipitaram.

Vocês falavam sobre a morte? COELHO: Saramago não era um autor de fazer muitas confidências, mas uma vez falou repetidas vezes sobre a morte. Tinha muita reflexão sobre a morte publicada, seja sob a forma de romances ou textos e entrevistas. A morte aparece com muita frequência em seus romances. Ele dizia: ‘A morte é essa coisa de hoje estamos, e amanhã não estamos mais, isto é a morte’.

Ele guardava uma certa amargura em relação a Portugal? COELHO: Não acho que seja amargura, mas crítica. Era um escritor que tinha opiniões sobre a situação portuguesa e a situação mundial, e falava o que pensava. Isso provocava conflitos aqui. Ele travava o seu combate. Vinha constantemente a Portugal e passava longas temporadas.

Nunca senti que houvesse ruptura qualquer com o país. Havia conflitos com as autoridades, mas ele sempre se sentiu um filho da Azinhaga, a aldeia onde nasceu.

Mas ele saiu magoado após a polêmica com o ‘Evangelho segundo Jesus Cristo’. COELHO: Sim. Foi uma atitude violenta, discriminatória e humilhante, que exigia resposta à altura. Isso Saramago tinha: não se calava e respondia à altura.’

 

REALEZA
Um conto de fadas polêmico em Estocolmo

‘O clima de conto de fadas do casamento da princesa Victoria, que aos 32 anos é a primeira na linha de sucessão do trono da Suécia, com Daniel Westling, seu expersonal trainer, foi abalado por polêmicas.

Mesmo com a cidade de Estocolmo enfeitada para ser ‘a capital do amor’, o acontecimento se tornou um foco de críticas para a monarquia devido ao alto valor gasto na cerimônia em um país que enfatiza a igualdade. Outra rusga foi a retaliação de três grandes agências de notícias internacionais — Reuters, Associated Press e France Press — que se recusaram a fazer a cobertura diante de tantas exigências impostas pela TV estatal.

Desde que o noivado foi anunciado, em fevereiro de 2009, os membros da Associação Republicana mais do que dobraram, chegando a 6.500.

— Para nós foi positivo, pois provocou mais uma discussão na sociedade sobre o governo — disse Magnus Simonsson, da associação.

Em outro sinal preocupante para o pai da noiva, o rei Carlos Gustavo, e para a rainha Sílvia (filha de uma brasileira), uma pesquisa feita em abril e divulgada pelo Society Opinion Media (SOM) Institute, da Universidade de Gotemburgo, mostrou que apenas 56% dos suecos desejam manter a monarquia, comparados com 68% em 2003.

A família real não comentou o assunto, mas os noivos deram entrevista à TV sueca sobre os preparativos.

— Conversamos muito sobre como o casamento deveria ser inclusivo e como todos deveriam aproveitar o nosso grande dia — disse Westling. — E estamos felizes e orgulhosos de que a sociedade sueca tenha escolhido dar importância à ocasião.

A princesa Victoria disse sim perante 1.500 convidados, na Catedral de São Nicolas, a mesma em que seus pais se casaram. Do lado de fora, a cerimônia não fez tanto sucesso assim. O apoio à família real está caindo no país. Muitos se ressentem do fato de que metade do custo do casamento — que deve atingir o equivalente a R$ 4,6 milhões — está sendo pago por contribuintes. Aproximadamente 57 mil usuários do Facebook se juntaram ao grupo dos que protestam contra o gasto de dinheiro público.

O boicote das agências internacionais também fez a popularidade do evento ser menor. Ainda que as restrições fossem apenas sobre os direitos de distribuição de televisão, as agências decidiram não fazer a cobertura total do evento, incluindo textos e fotos, do primeiro casamento real na Suécia em três décadas. De acordo com as agências, a televisão estatal, única a ter acesso à cerimônia, só autorizou a redistribuição das imagens, sem direito a futuras distribuições, 48 horas depois do evento, o que as empresas dizem comprometer a liberdade de expressão.’

 

COPA
Marceu Vieira

A Dunga, perguntas que não querem calar

‘Dunga, como você conseguiu o emprego de técnico da seleção brasileira?’. A pergunta inocente, sem qualquer intenção de aborrecer o treinador, ficou sem resposta.

Foi feita pelo adolescente Gift Matseke, de 15 anos, morador da favela de Alexandra, a maior e mais miserável de Johannesburgo. O GLOBO pediu a 20 crianças e jovens sul-africanos perguntas para Dunga. O técnico — que hoje põe novamente seu prestígio à prova, no segundo jogo do Brasil na Copa, contra a Costa do Marfim, às 15h30m, no Soccer City Stadium, em Johannesburgo — recebeu as questões dois dias antes da estreia da seleção contra a Coreia do Norte (vitória de 2 a 1). Mas não as respondeu.

A curiosidade mais recorrente da criançada é a ausência de Ronaldinho Gaúcho. O jogador do Milan é um grande ídolo em Alexandra, um amontoado de barracos de zinco e casebres de alvenaria, com mais de 470 mil habitantes, todos negros, segundo o último censo do governo local, onde brancos forasteiros, quando ousam atravessar suas vielas, são chamados de ‘mulungus’ — referência pejorativa aos antigos opressores do apartheid, extinto oficialmente em 1994 por Nelson Mandela. Ronaldinho, ali, é rei.

— Ele é demais, queria muito ser como ele. Dunga, por que você não o trouxe para cá? — perguntou Unathi Vinindwa, de 16 anos.

Perto dele, Thabo Kubheka, da mesma idade, insistiu no tema: — Dunga, você se arrepende de não ter trazido o Ronaldinho para a Copa?

Pedaladas de Robinho O único jogador da seleção brasileira que rivaliza em prestígio com o craque preterido pelo técnico da seleção é Robinho.

O camisa 11 do Brasil foi o segundo mais citado nas questões da meninada. Stalney Skhosara, de 14 anos, disse que gostaria de fazer a seguinte pergunta a Dunga: — Quem ensinou ao Robinho o drible das pedaladas? Talvez o nosso treinador não soubesse. Mas, com certeza, teria uma resposta na ponta da língua para Domenic Mzima, de 16 anos: — Por que você virou técnico? Para ganhar dinheiro? Kaká também foi bastante lembrado na enquete. Entre um chute e outro numa bola para lá de gasta, numa viela de Alexandra, o pequenino Thabo Ramosno, de apenas 7 anos, pediu para saber: — Quem ensinou Kaká, que é branco, a jogar futebol? Em Soweto, o bairro-símbolo do apartheid, onde vivem cerca de 3,5 milhões de pessoas, Kaká também foi um dos principais alvos da curiosidade das crianças: — Dunga, o Kaká parece um pop star. Você sabe se ele tem algum cantor preferido? — perguntou Brendan Solomon, de 13 anos.

A inocência das perguntas não quebrou o gelo de Dunga.

Joey Masilela, de 15 anos, mandou para o treinador mais uma singela dúvida: — Dunga, foi o Ronaldinho que não quis vir para a Copa? Charles Mokoena, de 14 anos, também de Soweto, não escondeu suas intenções: — Para ser um grande jogador de sucesso e ganhar dinheiro, como Kaká e Robinho, o que eu devo fazer? E lá veio de novo Robinho, quase um super-herói para o adolescente Kagelo Lefakane, de 13 anos: — O Robinho já sabia dar o drible das pedaladas quando tinha a minha idade?

Quem influenciou Dunga? Linda Khubeka, de 15 anos, que, apesar do nome, é menino, teimou numa dúvida sobre Ronaldinho Gaúcho: — Dunga, quem não quis que o Ronaldinho Gaúcho viesse à Copa do Mundo? Foi você ou outra pessoa? Mais uma, ainda em Soweto, sobre o meia do Milan: — Você viu o Ronaldinho começar a jogar? Ele já jogava bem assim? — quis saber Swprise Nlohlda, de 13 anos.

A criançada negra da África do Sul é fanática por futebol.

Quase todos os jogadores brasileiros que atuam ou atuaram pela seleção ou no exterior são conhecidos deles. Até o próprio Dunga, que atuou no Pisa, no Fiorentina e no Pescara, da Itália, e no Stuttgart, da Alemanha.

O técnico brasileiro talvez ficasse feliz com a pergunta de Junior Kingsley, de 13 anos: — Dunga, quem influenciou você como jogador? Surgiram, é verdade, dúvidas embaraçosas. Moyale Ramashaba, de 12 anos, gostaria que o comandante da seleção brasileira esclarecesse: — É verdade que o Ronaldo (Fenômeno) não veio à Copa porque está gordo como o Benny McCarthy (atacante sul-africano cortado pelo técnico Carlos Alberto Parreira por causa de seu excesso de peso)?

Curiosidades desarmadas Outras talvez Dunga não conseguisse responder. Mas as curiosidades foram sempre simpáticas e desarmadas: — Ronaldinho Gaúcho quer quebrar o recorde de gols de Pelé? — perguntou Bohlokana Lekau, de 14 anos.

Mais uma sobre o craque surgido no Grêmio, arquirrival do Internacional, que lançou Dunga como jogador: — Foi você quem descobriu Ronaldinho? — expôs sua dúvida Edwin Ramoswane, de 13 anos, que ainda completou: — Se eu fosse para o Brasil, poderia me tornar jogador? Dunga talvez também tivesse gostado desta, de Mpule Makoae, de 15 anos: — Por que o Brasil tem tantas estrelas do futebol? Até meninas quiseram fazer perguntas para o comandante da seleção brasileira.

— O que você está achando da África do Sul? — indagou Nhtalie Khoeba, de 14 anos.

— Para você, os Bafana Bafana são bons? — questionou Winnie Thoba, de 15.

— Você acha que o Kaká se casaria com uma menina negra da África do Sul? — perguntou Sarah Thoby, de 14.

Com a palavra, Dunga.’

 

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