Sexta-feira, 29 de Maio de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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A partilha como recompensa

Por Mauro Malin em 18/02/2011 na edição 629

O governo comemora a vitória de sua proposta de salário mínimo na Câmara dos Deputados, avalia o grau de rebeldia do PDT e a disposição das centrais sindicais – que detêm cargos no Ministério do Trabalho – para se antagonizar a suas políticas. A presidenta Dilma e seus auxiliares mais próximos preparam-se também para ‘recompensar’ os partidos uniformemente fiéis da base aliada por seu desempenho na votação.


Os jornais de sexta-feira (18/2) se esmeram em mostrar como está sendo preparada a distribuição de cargos em empresas estatais. Não deixa de ser uma denúncia.


Nomes do PMDB como Geddel Vieira Lima, José Maranhão e Orlando Pessuti já podem contar com vice-presidências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.


O farto noticiário sobre as barganhas do governo com a base aliada deixa na sombra duas coisas. Uma, o mapa de ocupação de cargos pelo PT, cujo apetite por colocações na máquina estatal supera o do PMDB e demais partidos aliados. Outra, a explicação sobre a razão de tanto interesse de políticos derrotados por cargos em empresas estatais e órgãos públicos.


Sabemos que Geddel Vieira Lima vai para uma vice-presidência da Caixa. Perfeito. Mas não sabemos o que ele pretende ou pode fazer como dirigente de um banco. Fazer politicamente, é claro. Ou não é?

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