Domingo, 20 de Setembro de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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O Globo e a hierarquização da tragédia

Por Marinilda Carvalho em 01/09/2005 na edição 344

A capa do Globo desta quinta-feira 1º de setembro confirma a fala da professora Tânia Bacelar de Araújo, da Universidade Federal de Pernambuco, num congresso de saúde pública em junho do ano passado, no Recife. Doutora em Economia Pública pela Sorbonne, socióloga, demógrafa, estudiosa do urbanismo, Tânia disse que a globalização tem natureza seletiva, desigual, escolhendo mundo afora os países, os segmentos, as pessoas que interessam. ‘Natureza seletiva social, mas também econômica: a África é menos do que a América Latina, o Brasil é mais do que a Colômbia, e o Brasil de Belo Horizonte para baixo interessa mais’, disse.


A tragédia de quarta-feira no Iraque, em que o pânico matou 1.000 pessoas que participavam de uma procissão, mereceu o pé da capa do diário carioca. No alto, a tragédia dos Estados Unidos, após a passagem do furacão Katrina – afinal, é o Império ferido, bem lembrou Invasões Bárbaras. Abaixo, as capas do Globo e da Folha – esta com outra interpretação do que interessa neste mundo de tragédias.






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