Domingo, 12 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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IMPRENSA EM QUESTãO >

Governo chinês rebate críticas internacionais

06/12/2007 na edição 462

Com a proximidade dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, aumentam os temores de organismos internacionais quanto ao histórico de repressão à mídia na China. Na semana passada, a organização Repórteres Sem Fronteiras enviou uma carta aberta ao presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, detalhando o que descreveu como ‘abusos a jornalistas’ e o acusando de não tomar nenhuma providência com relação à censura no país.


O governo chinês, irritado com as acusações, reiterou que correspondentes estrangeiros poderão cobrir as Olimpíadas ‘de forma justa e objetiva’, mas não perdeu a chance de rebater seus críticos. Após a carta aberta, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Qin Gang, acusou a RSF de ‘atacar consistentemente a China’. ‘Enfatizamos que o governo chinês e os chineses recebem de braços abertos os repórteres de todo o mundo para cobrir as Olimpíadas de maneira justa e objetiva’, afirmou.


Regras mais frouxas


No início do ano, as regras de mídia no país foram abrandadas para permitir que jornalistas viajem pelo território chinês sem ter de requerer a usual aprovação do governo. A polícia e autoridades governamentais, no entanto, ainda relutam em permitir que sejam divulgadas denúncias de corrupção ou críticas ao poder público. Esta semana, por exemplo, um repórter da Reuters foi detido por guardas de segurança quando tentava falar com moradores de um prédio em Pequim que será demolido para que, no local, seja estabelecido um ponto de segurança para o estádio usado na abertura dos Jogos.


O Comitê Olímpico Internacional está confiante que a China irá cumprir suas promessas e respeitar o trabalho da mídia. ‘Um esforço grande está sendo feito pelos organizadores dos Jogos em Pequim e pelas autoridades chinesas para manter estas garantias’, afirmou a porta-voz do comitê, Emmanuelle Moreau. ‘Ainda há trabalho a ser feito, mas o comitê acredita que os 20 mil correspondentes encontrarão um bom ambiente para cobrir as Olimpíadas’. Informações de Nick Mulvenney [Reuters, 4/12/07].


 

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