Quarta-feira, 08 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Veja como é a vida

Por Hilbert Reis em 18/05/2010 na edição 590

Um jornalista demitido. Milhares de opiniões lançadas nas redes sociais. E uma única certeza: Tudo é compartilhável. Em cada atualização de Orkut, Facebook, Flickr ou Twitter, as pessoas podem sair do anonimato para a fama, ou podem – simplesmente – ser demitidas, como foi o caso do jornalista e editor da revista National Geographic Brasil (Grupo Abril), Felipe Milanez.

Em seu Twitter pessoal, Milanez soltou um comentário que, segundo o Grupo Abril, soou como uma crítica direta à revista Veja, a ‘locomotiva da casa’. ‘Veja vomita mais ranso racista x indios, agora na Bolivia. Como pode ser tão escrota depois desse seculo de holocausto? (sic)’, afirmou Milanez em seu post no último domingo (9/5).

Opiniões, ideias e sentimentos, nas redes sociais, podem ser viralmente despejados para milhares de pessoas em segundos e esse exagero de instantaneidade e dinamicidade traz questionamentos sobre como devemos controlar nossos atos – para não cairmos em contrariedade – o que agora também pode se tornar um motivo de demissão.

A palavra no ambiente cibernético

Inegavelmente, a vida daqueles que estão conectados às redes sociais é caracterizada pela ausência de privacidade, o que suscita uma reflexão de como trabalhamos essa ‘privacidade’. Como você trabalha sua privacidade? Não me refiro aos cadeados simbólicos com o qual você tranca seu perfil, mas sim, como se dá a sua relação: ‘O que escrevo e o que penso é exatamente como quero ser visto nas redes sociais? E essa atitude me afetará como?’

O agora ex-editor da National Geographic Brasil, em um tweet afundou vários projetos (como ele mesmo menciona em seu post) por causa de um simples pitaco que eu ou você poderíamos ter feito, mas ele, não. Felipe Milanez, com seu comentário, e conseqüentemente, com sua demissão, involuntariamente [é claro] abriu uma interessante discussão sobre como construímos nossas ideias e, sobretudo, como tecemos nossas palavras no ambiente cibernético.

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Estudante de Comunicação Social /Jornalismo – Ufop, Mariana, MG

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