Sábado, 08 de Agosto de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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JORNAL DE DEBATES >

Acordo propõe proteção a correspondentes

04/12/2007 na edição 462

EUA, Reino Unido e França comprometeram-se publicamente, na semana passada, a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos jornalistas nas zonas de conflito, noticia Frank Jordans [Associated Press, 30/11/07]. Os três países são os primeiros signatários da Convenção de Genebra a aceitar um novo acordo de proteção aos correspondentes em situações de risco, proposto pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que monitora o cumprimento do tratado de 1949 sobre as regras de guerra.

A medida foi bem aceita pelos defensores dos direitos da imprensa, que, no entanto, alegaram que sua eficácia só poderá ser avaliada quando as ações forem colocadas em prática. Sob o acordo proposto pela Cruz Vermelha, os países se comprometem a educar seus soldados e forças de segurança com base em leis humanitárias internacionais. A independência da mídia também deve ser preservada e aqueles que violam os direitos dos jornalistas devem ser punidos.

Incidentes

‘Nossa preocupação é que estes princípios legais não sejam respeitados na prática’, diz Joel Simon, diretor-executivo do Comitê para a Proteção dos Jornalistas. Segundo pesquisa realizada pela organização, as forças militares americanas foram responsáveis pela morte de 16 profissionais de imprensa no Iraque. ‘Embora não seja claro que estes incidentes tenham constituído ataques deliberados à mídia, nenhum deles foi completamente investigado’, lembra Simon.

Até a semana passada, apenas os três países, dos 194 signatários da Convenção de Genebra, aproveitaram a oportunidade para reafirmar o compromisso com a proteção dos jornalistas, cujos direitos já são garantidos em várias artigos da convenção. ‘Parece haver uma grande relutância entre muitos países’, comentou George Gordon-Lennox, da organização Repórteres Sem Fronteiras.

Violência contra jornalistas

Desde o início de 2007, pelo menos 60 jornalistas foram mortos em todo o mundo quando estavam a trabalho – durante todo o ano passado, foram 56 registros de repórteres assassinados, segundo dados do Comitê para a Proteção dos Jornalistas. Depois do Iraque, os países considerados os mais perigosos para a prática jornalística são Argélia, Rússia, Colômbia e Filipinas.

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