Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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JORNAL DE DEBATES >

Os neocríticos da mídia

Por Alberto Dines em 22/09/2006 na edição 399

A direção do PSB, partido aliado do governo, condenou na quinta-feira (21/9) à noite a onda de ‘denuncismo vil’. No site do Observatório da Imprensa, está um texto da vereadora do PT de São Paulo, Soninha Francine, no qual ela chama a imprensa de ‘sórdida’ [ver ‘Desgosto, orgulho, desgosto‘].


Soninha também é jornalista e jornalista muito destacada, o que certamente deixará perplexos os seus inúmeros leitores e telespectadores. A imprensa é toda sórdida? Neste caso a vereadora-jornalista é a única exceção? Ou ela referia-se a veículos do tipo IstoÉ que aceitam a veiculação de dossiês secretos sem qualquer investigação? Neste caso, sórdidos são aqueles que pretenderam usar a imprensa para fazer o jogo que não têm coragem de assumir abertamente.


A observação da mídia é uma necessidade nos regimes democráticos, mas se esta observação é exercida de forma parcial, engajada, a prejudicada acaba sendo a própria democracia.


Se o governo está reconhecendo a natureza ilícita da operação e afastando todos os implicados, fica evidente que estes neocríticos da imprensa vivem completamente fora da realidade. Ou, pior, perderam completamente a noção do que é certo e do que é errado.

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