Segunda-feira, 01 de Junho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Uma jornalista de texto delicado

Por Andressa Taffarel em 12/11/2013 na edição 772

Dizem os colegas que Cida Taiar escrevia textos primorosos e delicados, talento reconhecido por Silvio Santos, um dos seus entrevistados mais ilustres –e difíceis.

O apresentador, que costuma fugir dos jornalistas, não apenas adorou a reportagem feita por Cida em 1988 como envio-lhe um bilhete, escrito à mão, elogiando a forma como ela havia tratado a conversa.

“Você merece o meu respeito, a minha admiração e principalmente os meus elogios, pela rapidez de ter redigido e interpretado com inteligência, sensibilidade e imparcialidade os meus bons e maus conceitos e pensamentos.”

Repórter de cultura, passou pelo caderno “Ilustrada”, da Folha, e pelas publicações “IstoÉ”, “Jornal do Brasil” e “Claudia”, entre outras.

Muito culta, passava os finais de semana entre cinemas, exposições, teatros e livros. Gostava também de viajar e praticar ioga.

Como morava em um apartamento pequeno, tinha apenas um cachorro, mas era uma defensora de bichos e doava dinheiro mensalmente a uma ONG que cuida de animais. Dizia que, se ganhasse na loteria, compraria um sítio só para ter vários deles.

Para os amigos, era uma pessoa extremamente generosa, extrovertida e alegre. Estava sempre de bom humor, característica que não perdeu nem enquanto esteve doente. Por dez anos, lutou contra um câncer, que atingiu vários órgãos do corpo.

Morreu na quinta (31/10), aos 67. Deixa o filho, Estevão, que seguiu a profissão da mãe, dois irmãos e um sobrinho.

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Andressa Taffarel, da Folha de S.Paulo

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