Terça-feira, 04 de Agosto de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Um repórter de polícia

Por ‘OG’ em 19/11/2013 na edição 773

Um dos mais emblemáticos repórteres de polícia da cidade, Lúcio Natalício participou da cobertura jornalística dos principais casos ocorridos no Rio durante mais de três décadas. As chacinas de Vigário Geral e da Candelária, por exemplo, foram alguns dos crimes em que o repórter, carinhosamente chamado de Natal, atuou.

Na década 1980, seu trabalho levou ao banco dos réus o general Newton Cruz, ex-chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) durante a ditadura militar. O jornalista descobriu o bailarino Cláudio Werner Polila, testemunha que incriminou o oficial pelo sequestro e pela morte do jornalista Alexander von Baumgarten. O militar, no entanto, acabou inocentado na Justiça.

– Fiz o meu trabalho de repórter. Se o júri o inocentou, não posso fazer nada – costumava dizer quando perguntado sobre o caso.

Outra história de Natal como repórter especializado em polícia aconteceu no fim da década 1980. Ele estava buscando informações sobre o sequestro do empresário Roberto Medina quando foi rendido pelo próprio sequestrador, Maurinho Branco. Nas horas em que ficou sob a mira de um revólver, Natal negociou com o Bope, tranquilizou o bandido e conseguiu ser solto. O título da reportagem foi “Eu, refém”.

Natal iniciou a carreira em 1973. Nos últimos 35 anos, trabalhou no jornal “O Dia”. Em maio de 2012, concretizou um sonho de quase 20 anos. Lançou o livro “O baú do Natal – histórias fantásticas reais contadas por um repórter”.

– Natal é uma fonte de inspiração, um dos jornalistas mais apaixonados por redação que eu conheci – comentou o jornalista Aziz Filho, diretor de Redação do jornal “O Dia”.

Aos 59 anos, Lúcio Natalício faleceu nesta quinta-feira, de complicações generalizadas. Ele deixa uma filha, a também jornalista Amanda Rai Ter.

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