Sábado, 15 de Agosto de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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MONITOR DA IMPRENSA >

Âncora deixa jornalismo para entrar na política

10/01/2012 na edição 676

Um dos mais famosos âncoras de Israel decidiu deixar o jornalismo. Yair Lapid, que também atua como escritor e colunista, pretende concorrer ao parlamento. Considerado politicamente moderado, ele poderia tentar uma vaga no partido Kadima, de centro, ou, especulam os analistas políticos, fundar seu próprio partido.

A popularidade de Lapid é alta desde a década de 90, quando ele começou a apresentar talk shows na TV. Nos últimos quatro anos, o jornalista ancorou o principal programa de notícias do Canal 2 nos fins de semana. Pesquisas sugerem que Lapid, de 48 anos, atrairia o voto de eleitores que defendem o secularismo, e dizem que, se fundasse um partido, ele poderia conseguir assentos suficientes para liderar o segundo maior partido no parlamento, atrás apenas do Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. As próximas eleições estão marcadas para o fim de 2013.

Lei Lapid

A trajetória de Lapid lembra a de seu pai, já morto. Yosef Lapid, que foi ministro da Justiça, também era um colunista de jornal e personalidade televisiva até começar seu próprio partido político. Assim como o pai, Lapid se opõe ao regime religioso ultra-ortodoxo de Israel. Pouco se sabe, entretanto, sobre seus outros pontos de vista políticos.

Há alguns anos Lapid flertava com a ideia de entrar para a vida política. Ao anunciar sua decisão, no entanto, Lapid atropelou o chamado “Projeto de Lei Yair Lapid”, que tem como objetivo instituir um período de “esfriamento de imagem” de seis meses a um ano antes que jornalistas possam disputar eleições. O projeto já havia recebido aprovação preliminar em junho de 2010 e ainda será votado, mas, agora que não poderá atrasar a carreira política de Lapid, deve atrair menos apoio. “Yair Lapid era um político vestindo uma fantasia de jornalista”, disse o parlamentar Carmel Shama-Hacohen, autor do projeto de lei e membro do Likud. Informações da Reuters, Jerusalem Post e Guardian [8 e 9/1/12].

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