Segunda-feira, 01 de Junho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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MONITOR DA IMPRENSA >

Jornalista americano é detido por dois dias sem explicações

12/11/2013 na edição 772

O jornalista americano Jim Wyss, do jornal Miami Herald, foi libertado no sábado [9/11] por autoridades venezuelanas após passar dois dias preso. Wyss é chefe da sucursal do jornal na região Andina e foi detido próximo à fronteira da Venezuela com a Colômbia durante uma viagem de trabalho.

Após ser solto em Caracas, o jornalista afirmou que as autoridades que o interrogaram não explicaram o motivo da detenção. Ele disse que foi bem tratado e que recebeu permissão para continuar a trabalhar como jornalista na Venezuela. Wyss mora em Bogotá, na Colômbia, mas viaja ao país vizinho com frequência.

Ele contou que foi preso na cidade de San Cristóbal quando apurava informações para um artigo. “Eu acho que a minha soltura pode ser vista como um reconhecimento de que eu não estava fazendo nada errado. Acho que havia muita tensão na fronteira, e eu acabei sendo pego no meio. Ficou claro para eles que eu era apenas um repórter tentando trabalhar”.

Prática recorrente

Grupos em defesa da liberdade de imprensa afirmaram que a detenção de jornalistas tornou-se uma prática recorrente na Venezuela. “É uma medida completamente arbitrária, contrária a nossa constituição”, declarou um membro do Instituto Prensa Y Sociedad, que não divulgou sua identidade por medo de represálias.

Claudio Paolillo, da Sociedade Interamericana de Imprensa, disse estar espantado com esta “nova demonstração de intolerância por um regime que, dia após dia, mostra seu desprezo pelo trabalho dos jornalistas e pela liberdade de imprensa”.

No início do ano, logo antes do anúncio da morte do presidente Hugo Chávez, autoridades de imigração já haviam tentado barrar a entrada de Wyss no país. O correspondente é o 11º jornalista detido este ano na Venezuela.

País em crise

O presidente Nicolás Maduro e outras autoridades venezuelanas já acusaram a mídia estrangeira de conspirar contra o governo. Em uma aparição televisiva na semana passada, a ministra da Informação, Delcy Rodríguez, afirmou que diversos veículos jornalísticos, entre eles o Miami Herald e o New York Times, retratam a Venezuela apenas como um país em crise. Ela acusou a imprensa internacional de seguir “um roteiro de um contínuo e silencioso golpe na Venezuela”.

O país tem sofrido com problemas econômicos, entre eles a inflação anual de 54% e a falta de produtos básicos. Maduro já chegou a dizer que as direitas venezuelana, colombiana e norte-americana promovem uma guerra econômica contra seu governo socialista.

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