Terça-feira, 07 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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MONITOR DA IMPRENSA >

À espera do furacão, emissoras americanas mobilizam equipes

23/09/2005 na edição 347

As equipes de televisão americanas já estão nas áreas que podem ser atingidas pelo furacão Rita. As emissoras de TV a cabo e de rede aberta sediadas na costa leste dos EUA decidiram não transferir as equipes dos recém-montados escritórios de Nova Orleans e preferiram mandar correspondentes de outras sucursais, como Denver, Chicago, São Francisco ou até mesmo Londres. ‘Nós decidimos manter a equipe em Nova Orleans para continuar cobrindo a reconstrução da cidade’, afirmou John Stack, vice-presidente da Fox News.


Ninguém sabe ao certo onde o furacão irá passar, mas todos querem estar preparados. Na quarta-feira (21/9), as emissoras de TV já posicionavam suas equipes numa área de quase 200 km entre Houston e Corpus Christi, no Texas. ‘É sempre muito difícil se preparar para cobrir um furacão’, afirmou David Verdi, diretor de noticiário da NBC News. O vice-presidente da ABC News, Paul Slavin, alega que é preciso estar no local cedo o suficiente para conseguir as imagens necessárias. Além das pessoas, há muitos caminhões, comida e suprimento para segurança e saúde – uma das lições aprendidas com o Katrina. E um item muito importante: satélites e videofones para uma região que pode ficar, por horas ou dias, sem comunicação efetiva, como lembra a vice-presidente de noticiário da CBS News, Marcy McGinnis.


A ABC enviará Bob Woodruff e a CBS News planeja enviar Harry Smith e John Roberts, que cobriram o Katrina, para a região. O vice-presidente de noticiário da CNN, Jack Womack, acha que mandar jornalistas para a área é uma decisão muito séria, pois o Rita foi classificado, na quarta-feira (21/9), como um furacão de nível 5: ‘É muito diferente se planejar para um furacão de nível 2 e para um de nível 4 ou 5.’


Para algumas emissoras, não há dinheiro suficiente no orçamento para enviar equipes para o local. ‘É um desafio para o orçamento, pois estamos perto do fim do ano’, afirma Slavin, da ABC. ‘É por estas razões que é importante economizar durante o ano para tomar decisões sábias quando acontecem grandes eventos’, acrescenta Marcy, da CBS. As emissoras de TV já gastaram muito dinheiro com a cobertura do tsunami que atingiu a Ásia, em dezembro, com a doença e morte do Papa João Paulo II e, mais recentemente, com o furacão Katrina. Informações da Reuters [21/9/05].

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