Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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China e outros 18 países recusam convite para a cerimônia

08/12/2010 na edição 619

A China e outros 18 países não comparecerão à cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz, em 10/12, que homenageia este ano o dissidente chinês Liu Xiaobo. O escritor e crítico literário de 54 anos cumpre sentença de 11 anos de prisão por subversão depois de participar da autoria um manifesto, batizado de Carta de 2008, que pregava pela reforma política do país. O Nobel declarou que escolheu o chinês para receber o prêmio por ‘sua longa e não violenta luta pelos direitos humanos’. Xiaobo é alvo do governo comunista desde 1989, quando participou ativamente dos protestos pela democracia na Praça da Paz Celestial.


Pequim considera a homenagem um ataque aos sistemas político e judiciário do país, e acusa o Nobel de tentar interferir em sua soberania. ‘Nós não vamos mudar nosso caminho por causa da interferência de alguns palhaços’, afirmou uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.


A mulher de Xiaobo, Liu Xia, convidou cerca de 140 ativistas para a cerimônia em Oslo, na Noruega, mas até agora apenas um deles – que não mora na China – confirmou presença. A própria Liu está sob prisão domiciliar, e outras pessoas ligadas às causas do casal, como advogados, acadêmicos e dissidentes políticos, foram impedidas de deixar o país. O prêmio, de US$ 1,4 milhão, não poderá ser entregue por enquanto, já que nenhum parente de Xiaobo poderá viajar a Oslo.


Recusa


Além da China, os países que recusaram o convite para a cerimônia incluem Paquistão, Venezuela, Cuba, Rússia, Filipinas, Irã, Colômbia, Sudão, Afeganistão e Iraque. Todos possuem problemas por conta da violação da liberdade de imprensa e expressão.


O diretor do Comitê do Nobel, Geir Lundestad, afirmou que os países deram diferentes razões para não comparecer à cerimônia, mas ‘alguns deles foram obviamente afetados pela China’. Ele disse ainda que o comitê estava feliz por dois terços das embaixadas convidadas terem resistido às pressões de Pequim e aceitado o convite. ‘Estamos especialmente felizes com a presença de importantes países, como Índia, Indonésia, Brasil e África do Sul’. Com informações da Associated Press [7/12/10].

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