Quinta-feira, 28 de Maio de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Por Gabriel Priolli em 20/03/2012 na edição 686

Em sua estreia, TV Folha mostrou-se verdadeiramente “Folha Corrida”: um resumo de assuntos já tratados pelo jornal. Quase tudo que foi ao ar já era de conhecimento do leitor.

O material inédito -os comentários de colunistas- destacou-se mais pela inesperada histrionice na performance de um ou outro.

TV Folhaveio com ritmo acelerado e baixa densidade de informação. Nenhuma tentação aos voos analíticos da “Ilustríssima”.

Nas matérias concisas que compôs, entretanto, soube aparar o desnecessário e aproveitar o tempo curto, como fazem os noticiários de TV experimentados.

Ao contrário destes, TV Folha busca a descontração, adequada a um produto dominical.

Em geral, acertou no tom, a não ser no citado “overacting” de colunistas, que puxam a atenção demasiadamente para si, quase distraindo o espectador do tema que tratam. Os repórteres mostraram-se mais comedidos.

O programa não se limita a apresentar os assuntos, mas ressalta a atividade do jornal em cobri-los.

As imagens da redação e dos jornalistas em ação competem com as imagens dos próprios fatos.

Dessa forma, e com ajuda de uma linguagem audiovisual mais próxima da publicidade que do telejornalismo, a Folha converte-se no tema central do TV Folha.

Ressalvada essa impropriedade, nada há de aberrante na presença de TV Folha, produto da mídia privada, na grade de uma emissora pública.

Houve mais postura crítica nas entrevistas com Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab, por exemplo, do que a TV Cultura dedica ao governismo paulista.

***

[Gabriel Priolli é jornalista e produtor independente de TV]

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