Terça-feira, 14 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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ENTRE ASPAS >

Emissoras definem datas de debates entre presidenciáveis

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 07/05/2010 na edição 588


Leia abaixo a seleção de sexta-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Sexta-feira, 7 de maio de 2010


 


CAMPANHA


Band abre ciclo de debates entre presidenciáveis


‘Os comandos dos partidos e emissoras de televisão já fecharam as datas em que serão promovidos os debates dos presidenciáveis na TV aberta.


A Band abre a rodada de confrontos entre José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) no dia 5 de agosto. Em caso de segundo turno, novo confronto será realizado em 10 de outubro.


‘Os internautas participarão dos debates, o que será uma novidade para os candidatos’, afirmou Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Band.


Na Rede TV!, o debate do primeiro turno irá ao ar no dia 12 de setembro e, em caso de segundo turno, novo programa irá ar no dia 17 de outubro. O jornalista Kennedy Alencar, repórter da Folha, comandará os dois eventos.


A Rede Globo fechará a rodada de debates do primeiro turno, levando os presidenciáveis a seus estúdios no dia 28 de setembro. Em caso de segundo turno, haverá nova rodada no dia 28 de outubro.


A Record foi procurada pela reportagem, mas disse não ter oficializado as datas dos programas.’


 


 


Depois de gafe, PT suspende ‘Fala Dilma’


‘Criado com o objetivo de disseminar diariamente pela internet e por rádios do interior do país entrevistas em que Dilma Rousseff (PT) falaria sobre ‘importantes temas da agenda nacional’, o ‘Fala Dilma’ deixou de ter atualizações desde a quinta-feira da semana passada.


No dia 27, o programa inicial foi ao ar no site da petista (www.dilmanaweb.com.br) com a promessa de que ‘de segunda a sexta-feira’ seria colocada no ar uma entrevista com Dilma, produzida por sua assessoria.


‘Os internautas e os comunicadores de rádio poderão ouvir ou fazer o download livre’, dizia a página, se referindo aos áudios de cerca de 5 minutos em que a ex-ministra discorria sobre temas formulados por sua equipe.


Nos três programas veiculados até agora, Dilma falou sobre Bolsa Família, valorização dos professores e carteira assinada.


Segundo a pré-campanha do PT, o ‘Fala Dilma’ foi interrompido pela combinação de agenda lotada e problemas de voz da petista, mas terá sua produção retomada.’


 


 


POLÍTICA


Ranier Bragon


Em jornal, PT vê risco de novo golpe militar


‘Sob patrocínio da direção nacional do PT, começou a circular ontem um jornal que afirma que o ‘ovo da serpente’ do golpe de 1964 ‘está intacto’ e hoje se manifesta em um ‘conluio das elites’ abrigado na mídia, no Legislativo e no Judiciário.


O ‘Movimentos’ é de responsabilidade das secretarias nacionais do PT que atuam nos movimentos sociais, e está em sua segunda edição.


‘Os movimentos sociais organizados precisam se manter atentos, pois o ‘ovo da serpente’ está intacto e as mesmas elaborações teóricas, sentimentos de superioridade e defesa de privilégios que animaram os golpistas de 1º de abril de 1964 ainda estão presentes nos corações e mentes da elite’, diz o jornal.


Na atual edição, o editorial é assinado pelo presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, para quem é uma das tarefas do jornal ‘servir como instrumento de formação e informação da militância, não só para o enfrentamento de disputas eleitorais, mas sobretudo das batalhas que se dão cotidianamente na sociedade brasileira’.


O texto principal do jornal, de 12 páginas, fala que ‘os articuladores e reais mentores da ditadura’ estão ‘encastelados em entidades patronais, nos meio de comunicação que a ditadura lhes legou, nos espaços conquistados, graças ao seu servilismo, no Poder Judiciário, no Legislativo e na burocracia dos Executivos’.


Quase toda a edição estabelece uma relação entre a repressão política praticada pela ditadura militar (1964-1985) e os conflitos da polícia com professores em greve, em São Paulo, Estado governado até os três primeiros meses do ano pelo tucano José Serra.


Na legenda de uma das fotos dos conflitos deste ano, o texto diz: ‘Até parece que a ditadura não acabou em 1988. A polícia na rua quer o fígado dos estudantes em manifestação’.


No artigo que assina, o secretário Nacional de Movimentos Populares e Políticas Setoriais do PT, Renato Simões, afirma que a ‘mídia privada e o Poder Judiciário’ são ‘os dois maiores sujeitos políticos da oposição, deixando secundarizados os partidos políticos na tarefa de confrontar a base social e política do governo federal’.


Já a página 7 do ‘Movimentos’ trata das eleições de outubro e estampa a manchete ‘É Dilma ou a barbárie’. No texto, o jornal afirma que o Brasil viveu ‘oito anos de regime neoliberal’ e que o capitalismo, ‘em especial a sua versão mais radical, o neoliberalismo, tem representado a barbárie social’.’


 


 


CONTROLE


Maria Clara Cabral


PT defende que Congresso debata autorregulamentação da mídia


‘Os líderes do governo e do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Fernando Ferro (PE), respectivamente, defenderam a participação do Congresso na criação de órgão de autorregulamentação da mídia.


Para ambos, um projeto de lei para definir os limites e os moldes do órgão teria que ser debatido e aprovado pelos deputados e senadores.


Em conferência na Câmara, na última terça, entidades que representam os grupos de comunicação informaram que estudam a possibilidade de adotar a autorregulamentação, com o estabelecimento de um código de conduta da profissão.


Vaccarezza e Ferro não deram detalhes de como seria a participação do Congresso.


Órgão nos mesmos moldes do que poderia vir a ser a entidade de autorregulamentação, o Conar (conselho de autorregulamentação publicitária) foi criado no final dos anos 70, sem participação do Legislativo.


Em 2004, o governo tentou criar, com apoio do PT e da Federação Nacional dos Jornalistas, um conselho federal para, entre outros pontos, ‘orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de jornalista’.


Vaccarrezza e Ferro ressaltaram que a opinião é pessoal e não foi levada ao governo -a discussão levaria de dois a três anos na Câmara e no Senado.


Segundo eles, a exclusão do Congresso do debate prejudicaria a representatividade. ‘Os limites do órgão são [definidos] aqui, o funcionamento do órgão não é’, afirmou Vaccarezza.


Para o líder do governo, a necessidade da autorregulamentação se faz ainda mais necessária em período eleitoral, ‘para impedir a partidarização e coberturas dirigidas’.


A presidente da ANJ, Judith Brito, afirmou que a discussão não deve passar por nenhuma instância legislativa e deve ser feita somente no âmbito do setor de mídia. ‘Não se justifica nenhum tipo de tentativa de transformação desse nosso debate em lei. É o próprio setor que deve discutir o assunto e estabelecer seu código de ética, suas normas e a forma de operacionalizar tudo isso’, disse.’


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


‘The machine broke down’


‘Wall Street desabou ao vivo na CNBC e ‘enlouqueceu’ os âncoras do maior canal de finanças dos EUA. Jim Cramer bradou que ‘a máquina quebrou, obviamente quebrou, o sistema caiu’. Depois a CNBC ouviu de várias fontes que um corretor trocou ‘m’ de milhões por ‘b’ de bilhões, ao registrar um negócio, e acentuou a queda


15 minutos


Por ‘Wall Street Journal’, ‘Financial Times’, ‘New York Times’, as manchetes on-line recorreram quase sempre ao mesmo verbo, no meio da tarde, ‘plunge’. Wall Street ‘mergulha’. Fim do dia e, sob enunciados na linha ‘mergulha e se recupera’, os sites de jornais passaram a mencionar a ‘possibilidade’ de um erro, como noticiado pela CNBC _e já destacado então por Huffington Post, Drudge Report e pelo influente agregador Real Clear Politics.


Huffington Post, ‘NYT’ e outros relataram depois como foi a cobertura no momento de maior queda, a partir de 15h30 no Brasil. Sites de Bloomberg e outras sofreram com o tráfego maior. Fox Business e outros canais misturavam cenas de violência na Grécia aos números. Com os primeiros sinais de estabilização, uma das âncoras da CNBC comentou terem sido os ‘15 minutos mais excitantes da história’ da emissora.


ORÁCULO NOVO


O economista Nouriel Roubini abriu o dia com uma entrevista ao italiano ‘La Reppublica’ em que avisou para o ‘contágio não só para os países com maior risco’, mas até ‘uma implosão do euro’.


Porém o oráculo desta vez veio de Mohamed El-Erian, do Pimco, maior fundo do mundo. Em entrevista ao vivo na CNBC, avisou que a crise da dívida grega ‘está à beira de se tornar verdadeiramente global’ (is on the verge of truly going global). E ‘não subestime quão rapidamente isso poderá acontecer’. Uma hora depois, o índice Dow Jones mergulhou nove pontos.


PORTO SEGURO?


Canais de notícias e sites por aqui não chegaram à histeria americana. Fecharam o dia com foco na queda de 2,31% na Bovespa e principalmente no dólar que foi ‘a quase R$ 1,90’, destaque da Reuters Brasil. ‘Um enorme salto’, para o ‘Jornal Nacional’.


Mas o topo das buscas no Yahoo News, no fim do dia, trazia a longa reportagem ‘Dívida do Brasil oferece porto seguro’, da Bloomberg, ressaltando que o país estaria sendo procurado pelos ‘investidores preocupados com o contágio relacionado à Grécia’.


INFRA


O ‘Financial Times’ saiu com outro caderno sobre o Brasil, com 14 páginas sobre infra-estrutura. No texto inicial, ‘Um novo futuro brilhante está quase fora de alcance’. Mas ‘Investimento agora está no centro do horizonte político’ e ‘Avanço tem sido lento, mas o PAC não é um fracasso’, na página seguinte, com foto de Dilma Rousseff. Nos anúncios, Camargo Corrêa, CPFL, Itaú, Caixa


APAGÃO NOVO


Na manchete do ‘Valor’ de papel, em reportagem de São Paulo, ‘Construtoras já temem apagão de mão de obra’. Prevendo expansão entre 30% e 50% para este ano, ‘as empresas acreditam que o Bolsa Família e o próprio aquecimento do mercado nordestino provocaram redução das migrações do Nordeste’.


‘IDIOTA’, ‘OBTUSO’


Por sites de jornais americanos, com Reuters, ‘Irã quer ganhar tempo ao aceitar mediação do Brasil, dizem EUA’. Foi o que falou ‘o principal assessor de Obama para a América Latina, Daniel Restrepo’.


Ato contínuo, um dos editorialistas do ‘Washington Post’, Jackson Diel, que escreve os editoriais de política externa, postou no blog de opinião do jornal o texto ‘Lula se tornou o idiota útil do Irã?’. Abertamente ofensivo, acusa Lula de agir por ‘vaidade’. Em março, também tratando da relação com o Irã, um editorial do ‘Miami Herald’ havia dito que ‘a postura de Lula soa perigosamente obtusa’.’


 


 


PUBLICIDADE


James Cimino


Publicidade de analgésico invade estações do metrô


‘Já na entrada das estações de metrô, o usuário é bombardeado pela publicidade do analgésico Doril. Ao todo, são 2.100 anúncios nas 700 catracas de todas as estações do sistema.


Descendo as escadas, anúncios de perfume; nas plataformas e nos vagões, mais remédios, sabão em pó, bala, sapatos, gel para cabelo, universidades.


Desde que a Lei Cidade Limpa entrou em vigência, em 2007, os publicitários ficaram sem opção de anúncios de rua. Por isso, investem cada vez mais nos espaços de ‘quase-rua’ (metrô e shoppings).


Segundo o Metrô, a procura pela Metrô Mídia, divisão responsável pelos 11.500 pontos de publicidade nas estações e trens, cresceu 31% após a lei. São quase R$ 2 milhões de faturamento por mês.


‘Com a restrição na rua, o metrô ganhou importância, pois tem grande circulação de gente e de quase todas as classes sociais’, diz Alcir Gomes Leite, vice-presidente-executivo da agência DM9DDB.


Ele explica que, embora os medicamentos ocupem o 12º lugar no ranking da publicidade nacional (o comércio varejista é o líder), nesta época do ano há mais anúncios de remédios.


Temporada de gripe


Agora, com a proximidade do inverno, associada ao estresse dos usuários que, após um dia de trabalho, terão ainda de enfrentar a lotação do metrô, o ‘target’ (jargão publicitário para público-alvo) das agências são os potenciais usuários de analgésicos e medicamentos para desconforto estomacal.


Embora o Metrô afirme que os líderes de publicidade no sistema sejam os cursos universitários e de línguas, a Folha percorreu todas as estações das linhas verde e vermelha e todo o trecho norte da linha azul e constatou que, nas plataformas, corredores e catracas, há uma significativa parcela de anúncios de Epocler, Melhoral, Engov e Doril.


Na Sé, de 32 anúncios encontrados, 11 são desses medicamentos. No Paraíso, a proporção é de 17 para 55. Ao fim da peregrinação, a reportagem contabilizou, em 36 estações, 77 propagandas de remédio.


Para o diretor de comunicação da Associação Paulista de Medicina, Renato Françoso, a publicidade massiva desses medicamentos no metrô não é por acaso. ‘Além de os passageiros já estarem propensos ao estresse, a maior parte deles é da classe C, depende da precária saúde pública e é mais propensa à automedicação.’


Françoso, no entanto, atribui ao Ministério da Saúde uma parcela da culpa pelo estímulo à automedicação.


‘A mensagem que vem nos anúncios de remédio é ‘Em não melhorando os sintomas, procure um médico’. Deveria ser: ‘Procure um médico antes de se automedicar’. Eles dizem às pessoas que se mediquem antes de procurar o médico.’’


 


 


TELEVISÃO


Andréa Michael


Produtores negociam com TV paga para exibir série gay


‘Enquanto não há espaço para beijo gay na TV aberta, a produção independente negocia com dois canais de TV paga a exibição da série ‘Amor, I Love You’, uma história urbana que retrata o dia a dia, os conflitos e, principalmente, os amores de cinco casais homossexuais, todos formados por personagens bem-sucedidos. Os direitos da obra, de Ecila Pedroso, acabam de ser adquiridos por Roberto D’Avila e Dorien Sutherland, da Terra Sul Produções, em parceria com o produtor Marcelo Braga.


Na série de 13 episódios ambientada em SP, a primeira crise da temporada ocorrerá em um dos quatro casais de lésbicas da história. Uma advogada sentirá que a mulher, bailarina do Municipal, se apaixonou pela coreógrafa. A negociação inicial com as TVs pagas se deu, segundo D’Avila, por uma questão de ‘janela’.


‘Não vejo esse produto, pelo menos nos próximos cinco anos, exibido em emissoras como Globo ou Record. É uma opção mais de nicho.’ D’Avila não tem dúvidas do sucesso comercial da série, que custará R$ 6 milhões e entrará mm produção no fim do ano. ‘Todos estão muito interessado porque é um produto de classe, que falta no mercado e traz anunciantes.’ Recentemente, na Argentina, a audiência da novela ‘Botineras’ subiu depois que a trama passou a focar a relação entre dois jogadores de futebol.


PARA TIETES


O astro sertanejo Luan Santana será o entrevistado do ‘VIP Brasil com Amaury Jr.’, exibido pelo E!Entertainment, nesta segunda.


CADEIRAS 1


Mudanças radicais no departamento de jornalismo da RedeTV!, que passará a ser comandado por Américo Martins, ex-diretor da BBC em Londres. O segundo homem será Asdrúbal Figueiró, também ex-BBC, mas do escritório no Brasil. Marília Assef, que dirigia o jornalismo interinamente, foi convidada para continuar na emissora.


CADEIRAS 2


Será no dia 12 de setembro o debate presidencial promovido pela RedeTV!. Haverá debates entre os candidatos a governo organizados pelas cinco geradoras estaduais.


CAPTAÇÃO 1


No lançamento do ‘Almanaque Brasil’, da TV Brasil e da TV Cultura, anteontem em SP, o ex-’BBB’ Max, vencedor da nona edição do reality e artista plástico, disse a jornalistas ter um projeto com uma produtora carioca para um programa sobre arte urbana e grafite. Apresentará e bancará 50%.


CAPTAÇÃO 2


‘Apresentei primeiro à Globo, mas, até pela forma como é a grade deles, não tive espaço.’ E o evento? ‘Vim fazer ‘networking’. Quems abe não rola parceria com a Cultura?’


SOFÁ


Os títulos mais assistidos da TV paga em 2010, até 25/4, foram ‘Quem Quer Ser um Milionário?’, ‘A Era do Gelo 3’ e ‘Se Eu FosseVocê 2’. Todos exibidos pelo Telecine Pipoca.’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


(www.estadao.com.br)


Sexta-feira, 7 de maio de 2010


 


CAMPANHA


Carmen Munari


Dilma vai a evento do PAC e TV estatal tira seu nome do ar


‘A emissora pública NBR procurou nesta sexta-feira eliminar o nome da pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) quando era citado em discursos transmitidos ao vivo durante evento do governo federal realizado em Ipojuca (PE). A cerimônia contou com a presença da ex-ministra e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


O expediente da NBR foi utilizado pelo menos cinco vezes, um deles em meio ao discurso do próprio presidente Lula.


Tratava-se da transmissão de cerimônia de lançamento do primeiro navio construído pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principal projeto de infraestrutura do governo Lula e que foi coordenado até março por Dilma, então ministra da Casa Civil.


Ao citar o nome da pré-candidata, a imagem da autoridade que discursava era mantida mas o áudio era substituído temporariamente pela voz de em ‘off’ de uma locutora que passava a fornecer as informações mais variadas, como dados da biografia de João Cândido, que dá nome ao navio.


Ficou-se sabendo que ele foi líder da Revolta da Chibata (1910), em que marinheiros rebelaram-se contra a aplicação de castigos físicos no Rio de Janeiro.


Em todas as intervenções, a locução apresentava também o motivo da cerimônia e os nomes das principais autoridades presentes, para em seguida retomar o áudio do discurso da vez.


Antes de interromper o som da fala do presidente Lula, a NBR tirou o áudio por um período de tempo do presidente da Transpetro, Sergio Machado, do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos (neste caso por duas vezes), e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, todos em citações do nome de Dilma.’


 


 


Gustavo Uribe


Inserções do PT na TV investem na comparação entre Lula e FHC


‘Num esforço para polarizar o debate eleitoral em uma disputa entre PT e PSDB, os petistas investem mais uma vez na comparação entre as gestões dos presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva nas duas inserções do partido que começaram a ir ao ar na noite desta quinta-feira, 6. Os anúncios de 30 segundos, que serão veiculados nas emissoras de rádio e de televisão, lançam mão da estratégia para ressaltar as conquistas do PT à frente do Palácio do Planalto e reafirmar a presidenciável Dilma Rousseff como uma candidata que dará continuidade aos programas tidos como vitrines administrativas do governo Lula.


Na primeira inserção, que será também divulgada no sábado, 8, e na segunda-feira, 11, um carrinho é mostrado em ascensão em uma montanha-russa de um parque de diversão. Um locutor afirma que durante a gestão do PT ‘24 milhões de brasileiros saíram da miséria e 31 milhões passaram para a classe média’. Ao chegar no topo da subida, a voz de fundo pergunta: ‘Quem você acha que pode fazer com que mais gente prospere na vida?’.


Nesse momento, a imagem colorida se torna fosca e os vagões descem em alta velocidade. O locutor continua. ‘Uma pessoa que tem a mesma visão de Lula ou alguém que fez parte de um governo que aumentou o desemprego, os impostos e pouco reduziu a pobreza?.’ Em seguida, uma placa de proibido fazer o retorno é mostrada ao lado do slogan: ‘O Brasil não pode voltar ao passado.’ Veja abaixo a primeira inserção:


Na segunda inserção, Dilma é mostrada elogiando o governo do presidente Lula. A presidenciável afirma que a administração do PT ‘sabe planejar e fazer’. ‘Apoia as empresas brasileiras e promove o desenvolvimento de todas as regiões e o bem-estar de toda população’, defende. Com um sorriso no rosto, a petista arremata: ‘É fundamental continuar nesse caminho.’ Em seguida, imagens de Dilma são mostradas na tela e um locutor entoa ao fundo: ‘O Brasil já encontrou um rumo certo. É hora de acelerar e ir em frente.’ Veja abaixo a segunda inserção:


Além dos dois anúncios, a equipe do marqueteiro João Santana produziu a propaganda eleitoral gratuita do partido que será transmitida em rede nacional no dia 13 de maio. O presidente Lula e a ministra Dilma devem estrelar o anúncio de 10 minutos, que ainda está em processo de edição. Na noite de quarta-feira, 5, o Ministério Público Federal (MPF) posicionou-se contra a exibição da propaganda. Em parecer enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a instituição recomendou a cassação do direito de transmissão do programa partidário.’


 


 


CONTROLE


Denise Madueño


Vaccarezza pede órgão de autorregulamentação da mídia


‘Em ano de campanha eleitoral, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), defendeu a criação de um conselho de autorregulamentação da mídia. Para ele, o órgão seria responsável por impedir, por exemplo, a partidarização nas coberturas jornalísticas. A ideia é seguir o modelo do Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que fiscaliza práticas irregulares e ilegais da propaganda comercial.


‘A autorregulamentação é o caminho para se ter o equilíbrio de funcionamento da mídia, como acontece com a propaganda’, afirmou Vaccarezza. ‘A entidade poderia impedir a partidarização e coberturas dirigidas, principalmente em eleição polarizada como esta em que governo e oposição estão com candidatos bem definidos’, disse.


Vaccarezza negou que a proposta seja uma forma de impor uma censura à imprensa. ‘Imprensa se combate com imprensa. Se tiver um órgão autorregulamentador, vai proteger a liberdade de imprensa.’ Na concepção do líder, o conselho seria uma espécie de ‘regulamentação política’ que protegeria a imprensa.


Ele citou a censura ao jornal O Estado de S. Paulo. Desde o dia 29 de janeiro, o jornal aguarda uma definição judicial sobre o processo que o impede de divulgar informações a respeito da Operação Boi Barrica, da Polícia Federal (PF), que investigou a atuação do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).


‘Na existência de um conselho, ele atrairia várias demandas antes de chegar à Justiça. Não seria um órgão nem de tutela nem de censura’, disse. ‘Quem se sentir prejudicado não iria para a Justiça, mas procuraria esse órgão.’ A criação do conselho ocorreria por meio de um projeto de lei a ser discutido nos próximos anos no Congresso. Para Vaccarezza, a internet não se enquadraria na regulamentação por esse conselho. ‘Na internet não existe espaço de regulamentação’, afirmou.’


 


 


INTERNET


Grupo Estado fecha acordo com MSN


‘O Grupo Estado assinou hoje um acordo com a Microsoft Brasil. A partir de julho, o Estadão será responsável por um canal de notícias no MSN Brasil, portal da Microsoft. ‘Vamos aliar nossa grande audiência com o conteúdo de alta qualidade do Grupo Estado’, afirmou Osvaldo Oliveira, diretor geral de Consumo e Online da Microsoft Brasil.


‘Este acordo é muito importante para nós por vários motivos’, disse Silvio Genesini, diretor-presidente do Grupo Estado. ‘É uma extensão de nossas marcas para além das propriedades do Grupo Estado. Estaremos presentes no MSN, que tem a home page (primeira página) mais visitada do Brasil. E atingiremos um novo público, mais jovem, complementar à audiência do estadao.com.br.’


O diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, afirmou que o acordo amplia o alcance do jornalismo feito pelo grupo. ‘A área de conteúdo do grupo e a área de estratégias digitais estão alinhadas no conceito de ter nosso jornalismo e nossas marcas em múltiplas plataformas’, complementou Gandour.


O estadao.com.br continua como um portal independente. ‘A parceria inicia um modelo de negócios inovador na internet brasileira’, disse Pedro Doria, editor-chefe de Conteúdos Digitais do Estado. Uma equipe do Grupo Estado selecionará e editará os conteúdos mais relevantes para os leitores do MSN, que serão publicados em canal específico sob sua responsabilidade editorial.’


 


 


Reuters


Desleixo do Facebook


‘Conversas privadas entre usuários do Facebook puderam ser vistas temporariamente por outros usuários na quarta-feira, 5, em um vergonhoso problema técnico para a empresa, que cada vez mais enfrenta críticas por seu desleixo com a proteção da privacidade de seus usuários.


O blog Techcrunch foi o primeiro a noticiar o bug em ferramenta da rede social que permite que o usuário veja como seu perfil aparece para os outros.


Ao mexer na ferramenta, o Facebook afirmou que as pessoas conseguiam ver mensagens pessoais de seus amigos e pedidos de amizade ainda sem resposta por um curto período de tempo na quarta-feira.


‘Fomos rápidos em resolver o problema, assegurando que uma solução fosse rapidamente encontrada e implementada assim que ficamos sabendo do bug’, disse uma porta-voz do Facebook em comunicado.


O diretor-executivo do Electronic Privacy Information Center, Marc Rotenberg, afirmou que o erro enfatiza a necessidade por uma maior fiscalização sobre a empresa.’


 


 


IMAGEM


Simonetta Persichetti


Steve McCyrry, fotógrafo de zonas de conflito, vem a SP


‘Esperar o momento certo para fotografar. Não ter pressa e ao mesmo tempo agir de forma certeira. Parece ser esta a tônica do fotógrafo Steve McCurry, que virá a São Paulo a convite do SP Photo Fest e da revista Fotografe Melhor para workshop e palestra no Museu da Imagem e do Som (MIS), entre os dias 20 e 23 de maio. Também está prevista, a exposição Desassossego da Cor no dia 25 na Galeria Babel. A exposição tem curadoria de Eder Chiodetto e de Jully Fernandes.


McCurry que já esteve presente nos maiores conflitos do mundo tornou-se conhecido nos anos 1980 ao fotografar uma menina afegã, Sharbat Gula. Os olhos verdes que nos fixavam diretamente fizeram a volta ao mundo na capa da National Geographic.


Mas suas fotos também nos trazem os conflitos de lugares como o Iraque, da ex-Iugoslávia, do Líbano e, é claro do Afeganistão. E foi no próprio Afeganistão que sua carreira de fotojornalista passou a ser reconhecida. Vestido com roupas locais, atravessou a fronteira com o Paquistão logo após a invasão soviética no final de 1979. Publicou as primeiras imagens do conflito. Também andou pela Índia, onde aprendeu, segundo ele, a ver e esperar, Tibete, Burma e fotografando os templos de Angkor Wat, assim como o ataque às Torres Gêmeas, nos Estados Unidos em 2001.


Seu trabalho está inserido dentro da mais tradicional escola do fotodocumentarismo. Uma fotografia humanista que se aproxima do sujeito fotografado com o respeito e com vontade de narrar histórias. Cada imagem é uma imagem que se sustenta por si própria, mas que consegue crescer quando editada ao lado de outras criando uma narrativa jornalística. Usa a cor como forma de linguagem, de poética. Um trabalho delicado, mas não por isso menos eficiente e contundente. De sua casa nos Estados Unidos, ele concedeu entrevista exclusiva por e-mail para o Estado.


Quase todos os fotojornalistas que fazem coberturas de guerra não gostam de se definir como fotógrafos de guerra. O senhor também não gosta. Por quê? E por que, então, estão sempre em áreas de conflito?


Eu sou um fotógrafo documentarista. Quero contar histórias com as minhas fotografias. Nos últimos 30 anos andei pelo mundo todo fotografando momentos cruciais de vários países como a Afeganistão, Líbano, Camboja, Índia e Tibete. Algumas pessoas são simplesmente levadas para a linha de frente por sua história particular. Querem ser testemunhas daquelas situações, ver por si próprias em primeira mão. É difícil de explicar, mas de certa forma esta motivação faz parte do DNA. Enquanto algumas pessoas fogem das cenas, outros estão indo ao seu encontro. Como fotógrafo documental me sinto compelido a contar estas histórias. Em muitos casos, as pessoas que você está fotografando não são capazes de contar sua própria história e, informar o mundo por meio dos jornais, revistas, rádio e televisão, é a melhor chance que elas têm de obter visibilidade e ajuda. Creio que cobrir áreas em conflito é importante. O drama humano destes lugares não pode ser subestimado e eu creio que conseguir transmitir estas emoções por meio de fotografias seja nobre. Fotógrafos querem estar perto do perigo porque é lá que as imagens estão.


Depois de tantos anos registrando conflitos, como o senhor vê a humanidade?


Desempenhamos papéis diferentes, mas somos parte da mesma raça humana. Somos iguais, mas fazemos coisas diferentes. Comemos comidas diferentes, vivemos em casas diferentes, falamos diversos idiomas. Sinto curiosidade e empatia pelo ser humano e cada criatura viva é fundamental para minha fotografia. Humanidade e preocupação com a vida neste planeta é o que me guia para conhecer pessoas e culturas.


Impossível não perguntar sobre a menina afegã, Sharbat Gula, que o senhor fotografou em 1984. Esta sua imagem, é talvez, um dos grandes ícones fotográficos do século 20. Por que decidiu procurá-la 20 anos depois?


A imagem desta menina foi reconhecida no mundo inteiro. Recebi várias cartas e e-mails até que decidi tentar encontrá-la. Muitos queriam conhecer sua história. Quando a achamos foram feitos vários testes científicos que comprovassem que era realmente ela. Mas nós não tínhamos dúvidas. O documentário que fizemos para encontrá-la teve um impacto muito forte em minha vida. Mas o melhor da história foi o fato de sermos capazes de reencontrá-la, ajudá-la e fazer sua vida melhor.


Qual a função do fotojornalismo para o senhor?


Gosto de homenagear pessoas, lugares e culturas por meio das minhas imagens. Também gosto de contar as histórias desses personagens com a minha fotografia – especialmente daqueles que mostrei em áreas de conflitos. Acho que esse é um aspecto importante do fotojornalismo – mostrar pessoas, o que está acontecendo.


Fazer uma reportagem fotográfica para um jornal diário ou revista semanal de informação é diferente de fotografar para uma revista como a National Geographic. Como é isso?


Fotografar para os jornais é bom porque te ensina muito sobre jornalismo e deadlines, sobre histórias e fotografia. O único senão é que existe um certo tipo de edição, que privilegia o impacto. Isso acaba por diminuir o mistério e a incerteza que muitas vezes é tão maravilhoso na fotografia: ser capaz de interpretar, cada um a sua maneira, o sentido de uma imagem. Raramente este tipo de ambiguidade tem espaço no mundo do jornalismo.


Existe mesmo um excesso de imagens no mundo hoje em dia? Como saber se a eficiência da imagem continua? Como manter a credibilidade de uma matéria?


A única tática que eu tenho é ser respeitoso, aberto, e ter consideração com as pessoas que eu fotografo. Não me canso de afirmar o quão importante é demonstrar respeito e delicadeza para com todas as pessoas. Problemas no mundo acontecem quando nos sentimos desrespeitados, não vistos e colocados de lado.


Quais suas expectativas para esse encontro aqui em São Paulo?


Espero aprender e trabalhar com fotógrafos e estudantes e também espero ter ótimas discussões durante a palestra. E também espero, como já te disse acima, fazer um belo ensaio explorando novos lugares de São Paulo e do Brasil.


Palestra


Quando: 20 de Maio (Quinta-Feira)


Onde: MIS. Auditório (170 Pessoas). Av. Europa, 158, 2117 4777. Quando: 20 de maio, 19h30. Quanto: grátis – Ingressos distribuídos 1h antes da palestra


Exposição Desassossego da Cor


Onde: Galeria Babel. Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 422, Pinheiros.


Quando: 25 de maio, 18 horas.


Quanto: Grátis’


 


 


 


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