Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Google lança livraria digital para concorrer com a Amazon

08/12/2010 na edição 619

A tão aguardada livraria digital do Google, lançada nesta segunda-feira (6/12) nos EUA, tem parte dos 15 milhões de livros que a gigante de buscas escaneou durantes os últimos seis anos. Mais de quatro mil editoras, incluindo Simon&Schuster, Random House e Penguin Group, permitiram que o Google ofereça suas publicações recentes na nova loja, chamada GoogleBooks.


Segundo Amanda Edmonds, que administra o setor de parcerias do Google, estes acordos garantem que a maior parte dos best-sellers esteja entre os três milhões de e-books inicialmente disponíveis na loja. ‘E outros milhões de títulos com tiragem esgotada também estarão disponíveis, caso a empresa ganhe aprovação da corte federal em relação a um acordo proposto por editoras e autores americanos’, contou.


O acordo de US$ 125 milhões está sob revisão há mais de dois anos. Há forte oposição de rivais, órgãos de monitoramento da mídia, acadêmicos, agentes literários e até mesmo governos de outros países, que temem que o Google fique com muito poder para controlar obras no ainda novo mercado para livros eletrônicos. A Amazon.com, que começou seu negócio como uma loja de livros na internet, está entre os rivais que tentam colocar o acordo por água abaixo. O Departamento de Justiça dos EUA disse ao juiz que cuida do caso que o acordo provavelmente violaria leis de copyright e anti-truste.


Bloqueio ao Kindle


Livros comprados na loja do Google podem ser lidos em qualquer aparelho com browser. Há também aplicativos gratuitos que podem ser instalados no iPad e iPhone, da Apple, assim como outros aparelhos que funcionam com o sistema operacional móvel do Google, o Android. No entanto, os livros não funcionam no Kindle, da Amazon.


Livros eletrônicos devem gerar quase US$ 1 bilhão em vendas este ano e chegar a US$ 1,7 bilhão até 2012, na medida em que mais pessoas comprarem leitores eletrônicos e tablets, como o iPad, segundo estimativas da Forrester Research. O grupo de pesquisa espera que um total de 15 milhões de e-readers e tablets sejam vendidos nos EUA até o final do ano.


O projeto do GoogleBooks está em desenvolvimento há mais de um ano. A empresa planeja oferecer descontos agressivos, mas ainda assim manterá o pagamento de 52% das vendas às editoras com base no preço integral, sem desconto. Informações de Michael Liedtke [AP, 6/12/10].

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