Sexta-feira, 29 de Maio de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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MONITOR DA IMPRENSA >

Jornalistas da al-Jazira detidos no Cairo

01/02/2011 na edição 627

Na segunda-feira [31/1], seis jornalistas da rede de TV al-Jazira foram detidos e tiveram seus equipamentos de transmissão apreendidos. ‘Quatro soldados entraram na sala e pegaram nossa câmera. Estamos sob prisão militar’, escreveu no Twitter o correspondente Dan Nolan. ‘Não sabemos se seremos presos ou deportados’.

Posteriormente, a al-Jazira reportou que Nolan e outros cinco repórteres haviam sido presos pela polícia. Os seis jornalistas foram libertados depois de uma hora sob custódia, mas os equipamentos não foram devolvidos.

No domingo [30/1], autoridades egípcias tiraram a al-Jazira do ar no país, sob acusação de que a rede estaria instigando os protestos contra o presidente Hosni Mubarak. Em resposta, a emissora divulgou declaração pedindo contribuições de jornalistas cidadãos. ‘Este pedido vai para os blogueiros, os jornalistas cidadãos e qualquer um com uma câmera que tenha registrado algo, que nos envie’. As operações da al-Jazira no Cairo foram encerradas depois que a rede exibiu uma entrevista com o popular clérigo Yusuf al-Qaradawi, que defendeu que Mubarak deve deixar o Egito. Informações de Josh Halliday [Guardian.co.uk, 31/1]

 

Correspondente da BBC atacado por policiais

O correspondente da BBC no Cairo Assad Sawey foi deliberadamente agredido por policiais na semana passada. Quando cercado por policiais à paisana, ele identificou-se como jornalista da rede pública britânica e foi agredido com barras de ferro, inclusive com golpes na cabeça. Sua câmera foi confiscada e ele foi preso. ‘Eles levaram a minha câmera e, quando me prenderam, começaram a me bater com barras de ferro, usadas para abater animais’, contou.

Depois de ter sido solto sem acusação formal, o jornalista recebeu atendimento médico e continuou a trabalhar. ‘A BBC condena esta agressão a um de nossos correspondentes por autoridades egípcias. Devemos protestar contra esta ação brutal’, declarou o diretor de notícias globais da BBC, Peter Horrocks. ‘É vital que todos os jornalistas, sejam da BBC ou de outro lugar, tenham permissão para fazer o seu trabalho de levar relatos imparciais e precisos para audiências em todo o mundo, sem medo’. Informações de Roy Greenslade [The Guardian, 28/1/11].

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