Quarta-feira, 27 de Maio de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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MONITOR DA IMPRENSA >

Jornalistas esperam liberação para entrar no país

23/02/2011 na edição 630

A proibição da entrada de jornalistas estrangeiros na Líbia dificulta a cobertura dos protestos contra o regime e a onda de repressão iniciada pelo governo de Muammar Gaddafi. A rede pública britânica BBC é um dos únicos veículos internacionais com um correspondente na capital, Trípoli, onde prédios do governo e da TV estatal foram atacados esta semana. Muitas organizações de mídia ocidentais – incluindo a agência de notícias Associated Press e os jornais Daily Telegraph e Guardian – tiveram restrições para trabalhar em países vizinhos, como o Egito. Em uma declaração na TV estatal, o filho de Gaddafi, Saif al-Islam, disse que a mídia internacional teria inflacionado a escala dos atentados e que o Exército da Líbia poderia ‘erradicar’os inimigos do Estado.


Na medida em que protestos antigoverno intensificaram-se contra o regime de 41 anos de Gaddafi, repórteres de jornais e emissoras em todo o mundo, incluindo a ITV News e o New York Times, rumaram em direção à região fronteiriça do Egito com o Líbano. Ashraf Khali, correspondente freelancer do Wall Street Journal no Cairo, declarou no Twitter que a mídia internacional segue em em massa para a fronteira da Líbia com o Egito e espera apenas a abertura das entradas.


A ITN, que produz o ITV News e o Channel 4 News, enviou oito pessoas para a fronteira, entre elas a editora internacional do Channel 4 News, Lindsey Hilsum, e o correspondente sênior da ITV News James Mates. ‘Nossas redações estão trabalhando com fontes locais na Líbia para nos ajudar a cobrir esta grande pauta internacional. Operacionalmente, enquanto não pudermos entrar na Líbia, estamos comprometidos a fornecer uma extensa cobertura para nossos telespectadores’, afirmou a porta-voz da ITN.


Segundo Jon Williams, editor de notícias mundiais da BBC, a rede ainda conta com pessoas in loco para obter informações. ‘Os relatos deles por telefone – geralmente acompanhados de sons de morteiros e tiros – são vívidos. Entretanto, inevitavelmente, significa que não podemos checar as notícias e, por isso, não as apresentamos como fatos, e sim como alegações’, conta.


De acordo com Heather Blake, diretora da organização Repórteres Sem Fronteiras no Reino Unido, a mídia internacional está quase invisível na Líbia, onde ataques a jornalistas locais aumentaram nos últimos dias. ‘No Egito, fomos inundados com telefonemas da mídia internacional sobre prisões e ataques, mas, na Líbia, não houve contato da mídia internacional. Estamos em contato com familiares de jornalistas líbios que foram presos no final de semana e ainda estão desaparecidos. Não temos representantes na Líbia porque não dá para promover a liberdade de imprensa e não ser detido ou morto’. Informações de Josh Halliday [The Guardian, 21/2/11].

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