Segunda-feira, 06 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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MONITOR DA IMPRENSA >

Obama vs. iPad

12/05/2010 na edição 589

O presidente americano Barack Obama, que teve a campanha presidencial mais tecnológica da história, assumiu uma posição surpreendentemente dura com apetrechos eletrônicos neste fim de semana, durante um discurso sobre a importância da educação em um momento de revolução tecnológica. ‘Com iPods, iPads, XBoxes e PlayStations – que não sei como funcionam –, a informação torna-se distração, diversão, forma de entretenimento, em vez de ferramenta de poder, meio de emancipação’, disse o presidente a formandos da Universidade Hampton, na Virgínia, que é historicamente de maioria negra. ‘Tudo isso não está colocando pressão apenas em vocês, mas também está em nosso país e nossa democracia’.


Certamente, Obama é o presidente mais ‘conectado’ da história dos EUA. Sua campanha presidencial usou, de modo sem precedentes, YouTube, SMS, Facebook e blogs para conseguir apoio dos eleitores. Durante a campanha, ele foi fotografado usando iPhone (atualmente, usa um BlackBerry) e sua mulher, Michelle, disse que comprou MacBooks para a família para manterem contato enquanto Obama estiver viajando. Por isso, é surpreendente que o presidente tenha não apenas sugerido que não saiba usar iPods e iPads, como também tenha criticado a Apple por transformar usuários em uma audiência sem poder que apenas consome, em vez de criar, opina Liz Goodwin em artigo no portal Yahoo! News [10/5/10].


A fala de Obama assemelha-se às de críticos de tecnologias durante o lançamento do iPad, este ano. O blogueiro canadense Cory Doctorow chegou a afirmar que o aparelho ‘infantiliza’, e o crítico de mídia Jeff Jarvis disse que o tablet da Apple ‘controla os consumidores’ ao transformá-los em uma audiência passiva. Ambos criticaram ainda o fato de a Apple não usar softwares abertos.


A crítica de Obama à Apple, entretanto, foi mais direcionada ao papel dos produtos da empresa sobre a cultura midiática 24 horas, que espalha informações não verídicas e polariza o público, do que um debate filosófico sobre tecnologia. ‘Com tantas vozes pedindo atenção em blogs, TV a cabo, rádio, pode ser difícil absorver tudo, saber em quê acreditar, adivinhar quem está falando a verdade e quem não está’, afirmou o presidente.

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