Terça-feira, 04 de Agosto de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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MONITOR DA IMPRENSA >

Paulo Rogério

Por lgarcia em 06/03/2012 na edição 684

 

“Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados” Millôr Fernandes. jornalista, dramaturgo, humorista

Uma parceria só deve continuar quando é boa para ambos. Quando há um lado insatisfeito, a solução indicada é a conversa franca. É assim no namoro, no casamento, nos negócios. Vários internautas procuraram durante a semana o ombudsman lamentando o fim da parceria entre O POVO Online e o blog Empregos em Fortaleza, especializado em notícias sobre vagas de trabalho na Capital. Algumas pediam minha intervenção no caso. Não é esta minha função, mas sim dar transparência aos conteúdos e encaminhar observações aos responsáveis, o que foi feito.

Não sou juiz – nem tenho pretensão – para afirmar quem está certo. O fato é que a discussão ganhou as redes sociais o que causou desgaste a ambos. O Portal hoje, segundo o Diretor de Mídia Digital, Democrito Dummar Filho, possui 70 parceiros/blogueiros, todos não remunerados. “Apenas utilizam o nosso servidor”. Há acordo em caso de venda publicitária. Segundo ele a parceria foi desfeita. O proprietário do blog, Daniel Glauber, confirmou. Ele pretende manter a página em servidor próprio.

O fato deixa evidente a necessidade de uma revisão nas parcerias. Uma discussão de relacionamento. Nem sempre quantidade é qualidade. Há blogs atuantes e outras que precisam de melhor acompanhamento. Alguns não postam mensagem há tempos como Cartas de todo dia (25.11), Exótica (14.12) e Make Up of Stars (2.2), entre outros.

EXEMPLO DAS PISTAS

O titular da coluna “Tempo de Correr”, Hamilton Nogueira, teve uma atitude exemplar e que poucos colunistas – raros, aliás – costumam ter quando cometem erros. Uma ação que só a prática esportiva ensina. Depois de divulgar por duas semanas a data errada da 10ª Meia Maratona de Fortaleza – 15 de março no lugar de 15 de abril – ele fez a devida correção em espaçosa nota na própria coluna.

Não satisfeito, ainda se incluiu no “Em baixa” assumindo a “culpa” pela falha na informação. Uma prova de respeito com o leitor. Ganhou mais credibilidade e, agora, ainda mais espaço com a mudança do dia da veiculação de sua coluna para o domingo em substituição ao “Papo de Verminoso”, que deixa de ser publicada.

TAPA-BURACO

Já que estamos falando em coluna, domingo passado no caderno People, a coluna social Fame publicou uma única foto. Um espaço generoso em duas colunas do Secretário Especial da Copa 2014 do Ceará, Ferrucio Feitosa e da mulher dele. Na legenda apenas a informação: Signore Ferrucio e Signora Cristine Petri. E só. Nenhuma referência ao casal é dada nas 13 notas da coluna que justificassem aquela imagem.

No jargão do jornalismo podemos dizer que ela caiu de “paraquedas”. Critiquei o fato na avaliação interna. O Editor Executivo do Núcleo de Cultura & Entretenimento, Magela Lima, não vê exagero no fato e cita que o colunismo social tem seus melindres. “É um casal da sociedade sendo destaque numa coluna social”. Pode ser, mas cadê a informação? Coluna de jornal não é álbum de fotos.

NÚMEROS FICTÍCIOS

Fornecer dados sem citar as fontes tira o crédito de qualquer informação. A observação é de um leitor que, por e-mail, questiona dados publicados em matéria da editoria Política, do dia 1º de março: “Haddad diz ser contra o aborto” (pág. 23). O texto informa que ocorrem no Brasil 1,1 milhão de abortos clandestinos por ano. “Gosto muito do jornal, mas isso não tem como comprovar e não cita a fonte” acrescenta.

O leitor tem razão. A informação não partiu da fala do entrevistado, mas sim de algo que o redator da matéria já tinha em mãos. Não há dados oficiais que justifiquem esse número. A matéria chegou ao jornal através das agências de notícias. Foi reproduzida do mesmo jeito por centenas de veículos. Não isenta os editores que precisam estar mais atentos a essa massificação das agências.

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