Terça-feira, 07 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Popularidade dos documentários em alta

11/04/2008 na edição 480

Desde que os polêmicos documentários do americano Michael Moore começaram a fazer sucesso no cinema, a produção de documentários para TV proliferou – o que pôde ser confirmado na feira MIPTV, a maior de compra e venda de conteúdo televisivo do mundo, realizada em abril, em Cannes, na França. ‘Depois do sucesso de Moore, o momento tem sido bom para os documentários. Eles têm um novo público’, opina Leena Pasanen, diretora da European Documentary Network (EDN), associação que reúne produtores de documentários europeus.


O segundo gênero de TV mais comprado na feira foi o de documentários, o que confirma a crescente apreciação global por este tipo de produção. ‘A seção de documentários MIPDOC deste ano foi a maior de todas as edições [com mais de 900 novos títulos]’, comenta Paul Johnson, diretor de programas de TV do grupo de comunicação francês Reed MIDEM, que organiza o evento.


Poder emocional


Cineastas alegam que a popularidade dos documentários deve-se ao impacto emocional deste gênero. ‘O poder emocional de certas cenas-chave fica na mente das pessoas de um modo que a palavra impressa não consegue’, explica Alex Gibney, que ganhou este ano um Oscar pelo documentário Taxi To The Dark Side (Táxi para a escuridão, tradução livre), sobre a tortura militar americana no Afeganistão, Iraque e Baía de Guantánamo, em Cuba. Em 2006, ele também havia sido indicado ao Oscar com Enron: The Smartest Guys In The Room (Enron: os mais espertos da sala, tradução livre), sobre um dos maiores escândalos do meio corporativo americano.


China e aquecimento global


Dentre as produções atuais, as que mais atraem a atenção de compradores são as ecológicas, como Six Degrees Could Change The World (Seis graus poderiam mudar o planeta, tradução livre), da National Geographic, e Changing Climates (Mudanças climáticas, tradução livre), da France Television.


Um outro tema de interesse na feira deste ano foi a China, por conta da proximidade dos Jogos Olímpicos em Pequim, marcados para agosto. Havia filmes sobre a arquitetura chinesa, comida e História do país. ‘A boa resposta do mercado para nossos programas é encorajadora’, diz Christopher Chia, CEO da Autoridade para o Desenvolvimento da Mídia do governo de Cingapura. Informações de Audrey Stuart [AFP, 10/4/08].

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