Segunda-feira, 06 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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MONITOR DA IMPRENSA >

Relatório indica declínio mundial

04/05/2010 na edição 588

Pelo oitavo ano consecutivo, a liberdade de imprensa diminuiu em todo o mundo em 2009, segundo estudo anual da Freedom House, noticia a Editor & Publisher [30/4/10]. No ano passado, apenas uma em cada seis pessoas no mundo viveram em um lugar com liberdade de imprensa plena. Dois 196 países e territórios avaliados pela organização, 69 foram classificados como livres, 64 como parcialmente livres e 63 como não livres.

Muitos dos declínios observados aconteceram em democracias emergentes. A imprensa na Namíbia e na África do Sul, por exemplo, passou de livre para parcialmente livre. ‘Os passos para trás de diversas novas democracias são especialmente perturbadores. Jornalistas em muitos países não podem fazer seu trabalho sem medo da repercussão’, disse Karin Deutsch Karlekar, editor da pesquisa.

A Freedom House, que analisa a liberdade de imprensa desde 1980, ressalta que o que já foi uma tendência positiva agora é negativa. Há 30 anos, apenas 22% dos países do mundo eram considerados livres e 53%, não livres. Em 1990, o índice de não livres chegou a 47%, caindo para 35% em 2000. Desde então, houve um declínio gradual dos países livres, com as maiores quedas na América Latina e na ex-União Soviética.

Ironicamente, a internet tornou-se o principal campo de batalha da liberdade de expressão. ‘Governos na China, Rússia, Venezuela e outros países têm sido prejudicados sistematicamente com o ambiente livre da internet e das novas mídias. Técnicas sofisticadas são usadas para censurar e bloquear o acesso a tipos particulares de informações, para inundar a internet com visões nacionalistas e anti-democráticas, além de propiciar uma vigilância ampla da atividade cidadã’, observou o estudo.

Nas Américas, México e Honduras – ambos com níveis altos de violência contra jornalistas – agora pairam na classificação ‘não livres’. No ano passado, a liberdade de imprensa ainda sofreu declínio no Equador, Nicarágua e Venezuela. Os países com o mínimo ou sem nenhuma liberdade de imprensa em 2009 foram Bielorrússia, Mianmar, Cuba, Guiné Equatorial, Eritréia, Irã, Líbia, Coreia do Norte, Turcomenistão e Uzbequistão. Já Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia estiveram nos primeiros lugares com maior liberdade de expressão.

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