Terça-feira, 26 de Maio de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Tribunal britânico decide extradição de Assange

08/02/2011 na edição 628

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, compareceu na segunda-feira [7/2] a um tribunal de Londres para participar do primeiro dia de audiência que decidirá sua extradição para a Suécia. Autoridades suecas pedem que a justiça britânica autorize a extradição para que ele seja julgado no país por acusações de abuso sexual.

O australiano, de 39 anos, nega as alegações de que teria abusado sexualmente de duas mulheres ao forçá-las a manter relações sexuais sem camisinha. Defensores de Assange argumentam que o julgamento seria apenas um pretexto para entregá-lo ao governo americano. O WikiLeaks enfureceu Washington ao divulgar milhares de documentos diplomáticos de embaixadas e consulados americanos em todo o mundo, criando uma enorme saia justa.

Na audiência, Assange pediu ao juiz que não permita a extradição, alegando que não teria um julgamento justo na Suécia e poderia acabar condenado à pena de morte nos EUA – acusado de espionagem por revelar documentos confidenciais. Geoffrey Robertson, um dos advogados do fundador do WikiLeaks, afirmou que seu cliente não teria um julgamento justo porque processos por estupro costumam ser julgados a portas fechadas. ‘Você não pode ter um julgamento justo quando a imprensa e o público são excluídos do tribunal. Existe um risco real de violação de seus direitos’, ressaltou.

A audiência estava programada para chegar ao fim nesta terça-feira [8/2]. Informações da Reuters [7/2/11].

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