Terça-feira, 04 de Agosto de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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A influência política em eventos esportivos

Por Alberto Dines em 17/06/2014 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Bem vindos à máquina do tempo nesta viagem pelas Copas do Mundo.

Não há dúvidas: o ser humano é um animal social, mas intrinsecamente competitivo. E a forma mais efetiva de medir e comparar atributos são os torneios entre indivíduos ou grupos. As guerras cumprem esta função de forma cabal: os melhores vencem. Cansados de matar, os homens inventaram uma simulação: o jogo de guerra onde a escolha entre vencedores e vencidos se faz pacificamente – são as maratonas, os certames, os campeonatos, as copas esportivas.

É inevitável que a disputa pela supremacia entre grupos produza facções. Inevitável também que quando estas facções usam cores e assumem-se como representantes de nações, as paixões se exacerbem. No caso do futebol, a perigosa mistura com política e ideologia começou na copa do mundo de 1934, há 80 anos, quando o ditador Benito Mussolini, da Itália, resolveu exibir ao mundo as maravilhas produzidas pelo terror fascista. Serviu de inspiração para o seu cúmplice, Adolf Hitler, que, em 1936, fez dos Jogos Olímpicos um palanque para exibir, com toda a pompa, a paranoia da superioridade racial nazista.

O nazi-fascismo, causador da maior catástrofe da humanidade nos últimos 500 anos, foi também o introdutor do elemento anti-esportivo no esporte-rei.

Esta nova viagem do Observatório da Imprensa na máquina do tempo pretende lembrar que o domínio da bola no gramado é um símbolo da cooperação, do entendimento. Convocação para a paz.

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