Quinta-feira, 04 de Junho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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A negação do outro

Por Alberto Dines em 21/09/2010 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

A ciência favorece a razão – certo ou errado? A resposta estaria na coluna do meio. No condicional pode-se dizer que a ciência deveria favorecer à razão, mas não é o que acontece.

Neste mundo dominado pela ciência e a tecnologia, a razão fica geralmente em segundo plano. A irracionalidade e a insensatez produzem mais manchetes do que a sabedoria. A barbárie conseguiu apossar-se daquilo que é um dos acervos mais preciosos da humanidade: a capacidade de comunicar-se.

O século vinte começou com a primeira guerra mundial, testemunhou a catástrofe da segunda guerra e, no fim da primeira década de um novo século, o 21, estamos assistindo ao vivo, em cores e em três dimensões, a um compacto de reprises dos dois últimos milênios dominados pela intolerância e o rancor contra o diferente e amplificado pelo formidável poder dos meios de comunicação.

O pior é que a maré montante do ressentimento tem como matéria-prima a religião. A fé que deveria inspirar sentimentos superiores mesclou-se à política e à ideologia e está produzindo um fanatismo de última geração, globalizado, integral, onde não há o menor traço de amor ao próximo.

Penso, logo existo – o mote de René Descartes que nos preparou para a modernidade tem nova versão: não penso, o outro não existe.

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