Domingo, 20 de Setembro de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Imoralidade na esfera governamental

Por Alberto Dines em 28/06/2011 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

O Código Penal é o único instrumento para distinguir o bem do mal? Além do lícito e do ilícito não existem outros adjetivos? O correto e o incorreto, a probidade e a improbidade não contam?

Dos Dez Mandamentos de Moisés, considerados como fundamento da civilização ocidental, apenas três configuram crimes previstos no Código Penal: o assassinato, o furto e o falso testemunho. Os demais mandamentos estão na esfera moral, social e espiritual – o que não significa uma diminuição de sua importância e gravidade.

O segundo caso Palocci foi encerrado quando o procurador geral da República não considerou ilícito o seu fulminante enriquecimento. Até mesmo a Folha de S. Paulo, jornal que o denunciou, deu-se por satisfeita com a opinião do procurador sem esperar pelo devido processo legal.

As revelações sobre favorecimentos do governador Sérgio Cabral Filho a amigos diletos, para obter grandes contratos de construção, também caíram na vala comum da incorreção sem que ninguém questione a proximidade entre o que é inadequado e o que é indevido, entre o que é indevido e o que é indecoroso.

Numa sociedade onde o código de ética é irrelevante, diluem-se as regras de convivência e se consagra um vale-tudo que será difícil de reparar. E quando a imprensa faz corpo mole e desobriga-se de reagir às infrações éticas das autoridades, certamente vai desobrigar-se também de respeitar a sua própria ética.

Estamos mal. 

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