Quinta-feira, 04 de Junho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Pacifismo

Por Alberto Dines em 02/04/2002 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Você deve estar sentido: o noticiário sobre o Oriente Médio está alucinante. Exatamente por causa disto, este programa vai insistir no seu objetivo e razão de ser: fazer pensar.


A alucinação só ocorre onde não há espaço para a reflexão nem para a racionalidade. Onde há informação compreensível a insanidade fica confinada.


A guerra no Oriente não foi declarada mas o estado de guerra está implantado. Temos a convicção de que qualquer guerra é fruto da exaltação e da irracionalidade. E temos a certeza de que a partir de 1914 todos os conflitos militares, mundiais ou não, foram precedidos de uma intensa exploração do ódio através dos meios de comunicação existentes. As guerras começam nos corações e mentes daqueles que estão na retaguarda e só depois chegam à linha de frente.


O pacifismo como nome e movimento foi inventado justamente na Primeira Guerra Mundial porque um grupo de intelectuais de todos os países envolvidos reuniram-se na Suíça neutra para condenar toda e qualquer violência. Tanto a ação como a reação, tanto a violência causadora, como a violência resultante. Não se pode ser pacifista pela metade, o pacifismo é um estado de espírito absoluto. Obrigatoriamente apartidário e necessariamente apolítico não pode ser confundido com militância partidária sob pena de transformar-se em lenha para a fogueira.


Para mostrar o que a mídia pode e deve fazer para pacificar os espíritos e evitar a contaminação belicosa vamos citar o editorial de hoje da Folha de S. Paulo. Ao mostrar que todos têm razões mas ninguém tem razão, ao condenar os atentados suicidas contra civis e as represálias moralmente suicidas contra outros civis, os jornalistas da Folha ofereceram um caminho para a própria cobertura dos acontecimentos.


Nesta edição do Observatório, mais do que nunca, vamos insistir no propósito de não entrar nos méritos, história ou razões dos radicais. Vamos nos fixar no desempenho da mídia porque a mídia é o último recurso para exercitar a razão, sossegar os ânimos e chegar à paz.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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