Sexta-feira, 10 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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PRIMEIRAS EDIçõES >

CPI do Judiciário

Por lgarcia em 05/04/1999 na edição 64

Edição de Marinilda Carvalho

O antenado leitor do O. I. já começou a se manifestar sobre a CPI do Judiciário. E também sobre a guerra na Europa ? temos até duas opiniões divergentes.

Mas esta é uma edição eclética. A massa dos leitores não se deteve sobre um tema. Ao contrário, assuntos variados da quinzena foram pinçados: Ratinho, Oscar, Casoy, Época, Veja (sempre…), Folha (idem)…

É só escolher.

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Clique sobre o trecho sublinhado para ler a íntegra da mensagem

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A campanha contra a Justiça só tem um alvo (e a mídia finge que não sabe): acabar com a Justiça no Brasil. Estamos caminhando, a galope, calculadamente, para uma ditadura e só não se sabe “patrocinada” por quem. Os militares acho que não entrarão nessa, mas os civis (terceiro mandato, grupos econômicos, banqueiros etc.) estão sonhando com essa solução. Mas, repito, os militares não vão engolir. Disso tudo o que é mais triste é o papel que vêm desempenhando os principais jornais do país, que se esquecem de que a liberdade de imprensa depende fundamentalmente do funcionamento do Poder Judiciário.

José Rosa Filho

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Sabemos que na imprensa não existe imparcialidade (aliás, onde a encontramos?). A tão pregada isenção também não. A propósito, qual seria a diferença entre elas? O problema da mídia é a preguiça. Preguiça de procurar a verdade, de não se contentar com versões oficiais. Curiosidade não é pré-requisito fundamental para se tornar jornalista? Pois é. Além da preguiça, infelizmente, a imprensa veste a camisa da empresa que está por trás dela e age dentro da lógica do mercado. Se para mim, que faço faculdade de jornalismo, já é difícil lembrar sempre dos interesses que estão em jogo por trás de cada matéria, imagina para as outras pessoas? Será que a Maria e o José, moradores do Sertão Nordestino, vão se perguntar se o Executivo e o Legislativo ganham a mesma quantia que o Judiciário?

Hoje mesmo estava lendo o furo que a Folha deu a respeito da morte do PC Farias. Assim que li, pensei: Ninguém tinha acesso àquelas fotos mostrando que a Suzana era maior que o PC? Achei tão estranha essa história… Enfim…

Jacqueline Sobral, 20 anos, UFRJ

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Só vi no Globo ? órgão oficial do ACM ? de sábado referência a pedido do Tribunal do Trabalho da Bahia, que está com o presidente do STF, de intervenção federal no governo da Bahia por falta de pagamento de precatórios referentes a débitos trabalhistas. Será mera coincidência que depois disso o ACM proponha a extinção da Justiça do Trabaho e exclua o STF das investigações de sua CPI? E por que os outros jornais não noticiam? E agora, com a possível passagem ao STF do processo sobre a empresa do ACM e do Angelo Calmon sediada nas ilhas Caymán, como é que fica?

Aloysio Quintão Bello

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Vi na CartaCapital, na matéria sobre o delegado Chelotti, referência à empresa dos baianos no paraíso fiscal. Nela o ACM teria o maior número de ações e depois viria o Angelo Calmon (êta dobradinha, hein!)… E por que o assunto não repercute? Medo? Transcrevo a matéria publicada na Folha de 26/3/99, caderno Brasil 1 pág. 5: “Juiz rejeita quebra de sigilo de ACM. O juiz federal da 2a. Vara Criminal da Bahia, Cândido Pinto Filho, rejeitou no início deste mês pedido da Polícia Federal para quebrar o sigilo fiscal do presidente do Congresso Nacional, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), e de outros 19 acionistas de empresa montada em paraíso fiscal do Caribe.”

Sucinta a Folha, né?

Aloysio Quintão Bello

A jornalista Beth Klock questiona os jornalistas e a imprensa brasileira, como de resto o faz todo o Observatório, mas um fato não mencionado na matéria, que me toca em particular, me faz questionar o questionamento (desculpem a redundância): os jornalistas mencionados ? Chico Pinheiro, Boris Casoy ? são mais locutores do que jornalistas. Os repórteres, que são quem produzem o material divulgado, quando não importado ou press release, ganham muito mal, com raríssimas exceções. E o que esse fato tem a ver com o peixe? A verba destinada à apuração ? salários principalmente ? é pouca, conseqüentemente essa apuração não será das melhores.

Como alguém já disse aí, e perdeu o emprego por causa disto, o negócio da imprensa no Brasil é ganhar dinheiro ? informar é mero e mal cuidado detalhe.

Obs.: Obtive o título de bacharel em Jornalismo em 1979, primeiro lugar da turma. Isto, mais o fato de falar três idiomas e já ter sido fotógrafo, fez com que um amigo me convidasse para trabalhar no Globo e não pude aceitar ? ganhava o triplo num banco estatal e estava prestes a me casar. Da turma, poucos permanecem na profissão; de 40 formandos, um é jornalista e ganha muito mal, e o outro é executivo de uma empresa de comunicação no Paraguai.

Jose Afonso R.Queiroz

O Jornal da Record de quarta-feira, 17/3, beirou a tragicomédia. Um visivelmente constrangido Boris Casoy hesitava em destacar o seqüestro de Wellington Camargo. Afinal, o “repórter” Saulo Gomes tinha acabado de anunciar uma bomba no sensacionalista Cidade Alerta alguns minutos antes: o cativeiro de Wellington fora estourado e as primeiras informações davam conta de ao menos uma morte. Na casa dos dois jornalismos (um sério e outro nem tanto), Boris não queria dar a vez a Saulo. Mas simultaneamente temia perder um furo na remota hipótese de a versão de Saulo estar correta. Resultado: entra Saulo Gomes em escassos minutos, com o genial texto: “(…) a polícia confirmou que teria estourado (…)”. Não chove, não molha. É… Isso é uma vergonha.

Aproveitando o tema televisão, chamo atenção, caso ninguém o tenha feito ainda, para a nova garota propaganda do Omo Progress: a “jornalista” Maria Cristina Poli. Tudo bem, depois que o casal Leila Cordeiro e Eliakim Araújo resolveu vender apartamentos, a ética dos nossos “telejornalistas” anda meio por baixo mesmo. Mas fica a menção, na esperança de gerar uma [improvável] crise de consciência… Um grande abraço,

Cláudio Gunk

Sou assinante da revista Época e fiquei abismado com o enfoque da matéria feita com o padre Marcelo Rossi. Não querendo entrar no aspecto religioso da questão, mas apenas encarando este cidadão como representante (com carisma, é verdade!) de uma ala da Igreja, qual a diferença entre ele e o bispo Edir Macedo? A matéria da revista é tendenciosa e panfletária, nos remetendo às seguintes perguntas: 1) Como confiar nas demais matérias da revista? 2) Qual o interesse das Organizações Globo neste rapaz, a ponto de dedicar espaços nobres em sua revista semanal e nos domingos pela televisão? Somente vendagem e audiência? 3) Neste país, onde somente o fato de saber ler deve ser encarado como uma vitória, como esperar da população uma sensibilidade crítica em relação ao que é apresentado/imposto? Não vejo diferença entre Marcelo Rossi, Edir Macedo, Ratinho, TeleSena, Teletubbies, Tiazinha, Carla Perez e outros tchans.

São apenas resultados de processos de massificação objetivando, direta ou indiretamente, a aquisição de bens de consumo. Tudo bem! Este é o nosso mundo!

O mais grave acontece quando se mexe com a fé das pessoas. Quando se usa de artifícios de marketing (99,9% das vezes ignorados pelo público/consumidor) para impor novos conceitos em relação a fé, esperança, vida, Deus etc., simplesmente com o objetivo de vender mais: objetos ou idéias. Para onde vamos???

José Américo Azevedo

O Brasil perdeu mais um campeonato mundial. Quando é que vamos aprender a tratar tudo isso com naturalidade, sem envolver o povo em sonhos impossíveis? O socialismo é acusado de ter fracassado por dar o pão mas retirar o sonho. Nossa mídia, por interesses diversos, gosta sempre de dar para o nosso povo o sonho, que logo se torna pesadelo, e nem pensa em dar o pão; o pão não é com ela, que quer é defender o seu, nem que seja tirando da mesa do próximo. José Rosa Filho

Ao assistir ao Programa do Ratinho de segunda-feira (22 de março), em que se discutia o seqüestro de Wellington Camargo, um dos convidados do programa, o senhor Afanásio Jazadji, disse “ser uma pena que um dos suspeitos de participação no seqüestro não estivesse entre os 111 mortos do Carandiru”. Pedro Gustavo Fernandes Fassoni Arruda

Na revista Veja (edição 1.590, de 24/3/99, página 41) há uma reportagem que tenta dizer que o MST é contra a Monsanto (multinacional de alimentos) e a soja transgênica por questões ideológicas, alegando coisas como “(…) o MST afirma (em folhetos distribuídos) que a soja transgênica causa alergias, câncer, aparecimento de novos vírus e aumento de resistência do ser humano a antibióticos. São informações falsas. Até hoje, não existe uma única evidência científica de que as novas sementes provoquem qualquer doença ou dano à saúde (…)”. Pode não haver consenso científico sobre ser verdade as afirmações do MST, mas não há consenso em não ser verdade também. A Veja tenta passar a idéia de luta ideológica contra uma multinacional e presta um desserviço ao país. Qual o interesse por trás desta notícia? Luiz Carlos Marasco

Novo. Promissor. Fiquei seriamente interessada e gostaria de obter mais informações sobre datas, custos, vagas, critérios de seleção… Formei-me em jornalismo em 1984 e uma reciclada nesse momento seria fantástico!

Heloisa Mezzalira

Acabo de ver o depoimento de um dos sequestradores de Wellington Camargo. Ele fala textualmente que o 0900 de Ratinho não teve nenhuma ligação com o aumento do preço do resgate.

E agora, Dines, alguém vai processar a Veja por levantar falso? É fácil jogar peruas em cima de Ratinho, afinal de contas ele já foi eleito pela nossa elite jornalística como o grande exemplo de mau-caráter. E esses caras que divulgaram essa notícia? Será que checaram direitinho as fontes antes de acusar Ratinho ou têm mesmo é ódio da grana que ele ganha? É muita hipocrisia!!!!!!

Humberto do Rego Barros Santos

Alberto Dines responde: Humberto, você levanta uma questão importante, mas está apoiado na declaração de uma bandido. Quem garante que ele está dizendo a verdade? Além disso, tanto o Ratinho como o SBT reconheceram que foram longe demais e pediram desculpas. Logo, houve uma infração. Na minha opinião nítida: jornalista não intervém no acontecimento. O que nos leva à pergunta final: os programas do Ratinho, Leãozinho, Faustão, Guguzão são programas jornalísticos? Essa é a questão. Abraços, A.D

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No programa do dia 23/3/99, os senhores desceram a ripa no Programa do Ratinho (a exemplo do Roda Viva, no dia anterior) condenando-o sob todos os aspectos. É bem verdade que ele errou em tomar aquela atitude no desenrolar das negociações do seqüestro do Wellington Camargo, todavia os próprios seqüestradores afirmaram que a decisão tomada por eles em rever o valor do resgate não foi influenciada pelo que Ratinho falou em seu programa, daí a precipitação da imprensa. Mardonio Nogueira

Nota do O.I.: A resposta de Alberto Dines, acima, fala exatamente disto, amigo.

Olhem só a resposta que a FSP me mandou:

“Recebemos sua mensagem. Pedimos desculpas por não publicá-la. Nosso espaço é reduzido, e carta com teor semelhante foi publicada no mesmo período. Esperamos continuar contando com sua colaboração.

Fernanda Ravagnani, Painel do Leitor paineleitor@uol.com.br”

Não é fantástico? Respondem como se a gente tivesse escrito somente para aparecer no jornal. O que se escreveu não merece nenhuma resposta. Estou quase escrevendo uma reclamação para a ouvidora. É muito desaforo e desrespeito receber uma resposta desse tipo.

Vera Silva

Nota do O.I.: Vera, enviei à Folha o seguinte e-mail, anexando sua mensagem: “Fernanda, meu nome é Marinilda, e sou do Observatório da Imprensa. Recebemos a mensagem abaixo, sobre seu estilo de responder cartas. Daremos sua justificativa com prazer, se for de seu interesse.

Pois olhem a resposta: “Recebemos e agradecemos o seu e-mail. Informamos que, devido ao volume expressivo de correspondências recebidas diariamente, a Folha se reserva o direito de selecionar cartas ou publicar trechos. Gostaríamos de continuar contando com a sua participação, mesmo que a sua mensagem não seja selecionada para publicação.”

É hilário, e também um desrespeito, não? Enfim, além de confirmar o que penso há anos sobre a Folha, obtive clara demonstração do tal estilo de responder cartas. M.C.

Na mídia brasileira tudo é negociado, desde o corpo feminino, passando pelo cachorro e, imagine, até a fé. Há um bom tempo venho estudando a problemática criada pelo programa Ratinho Livre em relação ao poder exacerbado que a mídia está exercendo na sociedade brasileira, com a substituição de funções que deveriam ser exercidas constitucionalmente pelo Estado, e que estão sendo exercidas gradativamente por programações televisivas. Como a justiça.

Ratinho Livre, Leão Livre, Domingo Legal e Faustão criaram na televisão brasileira um balcão de mercadorias. Estas mercadorias não são apenas produtos industrializados (merchandising), mas pessoas, animais e ultimamente a fé. A imagem de uma briga de casal, a história de uma traição amorosa, as denúncias de má conduta moral, cultos espirituais e corpos femininos transformam-se em produtos que são comercializados nos balcões “culturais” da televisão brasileira.

Adriano Oliveira, cientista social, mestrando na UFPE

Alguns jornalistas esticam o assunto (que não é o mesmo que detalhar), talvez levados pela vã idéia de que passam aos leitores a noção de que dominam a matéria, quando na verdade, acabam tornando o artigo maçante e desinteressante. Gilvan Ferreira Ximenes

Gostaria de parabenizar e ao mesmo tempo agradecer a Esdras do Nascimento pelo texto Solo virtuoso ao saxofone. Sou estudante de Jornalismo e estou escrevendo minha monografia, cujo tema é a linguagem do jornalismo e da literatura. Faço uma análise do caderno Idéias/Livros do Jornal do Brasil.

Natasha Lima

Mesmo correndo o risco de chover no molhado e assumindo integralmente a responsabilidade do que estou escrevendo, acho importante voltar a discussão da privatização (entrega, seria melhor) do setor elétrico paulista. Bem, onde entra a imprensa nisso tudo? O silêncio sobre esses dados, principalmente no interior do estado, com o péssimo atendimento da Elektro, tem a ver com o rabo preso desses veículos com as empresas. Carlos Eduardo P. Magalhães

Tenho uma página na Internet que é um protesto contra a Rede Bandeirantes de Televisão, que retirou o jornalista Paulo Henrique Amorim, com a desculpa de “baixa audiência” e de que “um jornal não pode se apoiar somente em noticiário político e econômico”. Desculpem se a página é feinha. É nosso primeiro site.

Leandro Machado Rocha e Maria Thereza

Me causa perplexidade a maneira como a imprensa, principalmente a TV, cobre os acontecimentos na Iugoslávia. Qualquer que um tenha acesso a Internet ? todo jornalista tem ? pode ver que toda a imprensa ocidental se limita a repetir as versões “oficiais” dos boletins da Otan. Parece não causar espanto o fato de uma nação poderosíssima (está claro que os Estados Unidos são os mentores desta operação) promover o aniquilamento de um pais, sem autorização do único foro internacional que poderia autorizar este ataque, a ONU. Jaime Maia Neto

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A Europa está em guerra, um genocídio se processa em Kosovo, milhares de refugiados fogem da barbárie dos sérvios, que agem como os nazistas contra os judeus, e a imprensa brasileira dá cobertura pífia. No momento em que escrevo, nenhum órgão brasileiro tem gente na região cobrindo os eventos. Tudo bem que há um aperto econômico nas redações, mas o momento é histórico. Lúcia Freni

Sou editor de uma pequena revista aqui no Vale do Paraíba, SP, chamada Vale. Estive no Rio e soube, por uma amiga, que em breve o banco Opportunity vai encampar o Jornal do Brasil. Será verdade?

Enoc Borges

Nos últimos dias a Folha e a Veja têm comentado aos gritos o caso do Sr. Paulo Maluf com uma menina de 14 anos, detalhando as intimidades etc. Mas nem uma linha sobre o crime cometido por ele, o de corromper uma menor, uma criança de 14 anos. Será que o escândalo é tão importante que esquecem de mencionar o crime?? Ruth Rocha tem razão quando diz que nós, brasileiros, não amamos as nossas crianças. Até vocês esqueceram de abordar essa falha terrível no programa. Ao final do programa, concluí que vou continuar a ver TV do mesmo jeito!!!!

Angela de Albuquerque

Alberto Dines responde: Prezada, o programa Observatório na TV tem apenas 50 minutos de duração, é preparado com dez dias de antecedência e convive com a pobreza de recursos característica de uma TV pública. Em suma, não temos condições para cobrir tudo, nem de resolver todos os problemas da mídia. Por isso, cabe a telespectadores atentos como você mandar observações, críticas e comentários, com a garantia de que serão veiculados no Observatório. A.D.

Fui iniciado no jornalismo pelo Marcão. O texto de Sirkis está correto, bonito. Ele era amazônico, antártico, imenso. Muito obrigado, Observatório! Muito obrigado, Vida ? mesmo que sejas tão dura, tão parca, tão absurda.

José Otávio da Rosa Ferlauto

Embora ainda estudante de jornalismo na UFPE, sempre me espelhei em profissionais de gerações mais distantes e notáveis de nossa imprensa, tais como Dines, Cláudio Abramo, Barbosa Lima Sobrinho, Janio de Freitas, entre outros. Mas não posso deixar de notar a contradição da CartaCapital, deste admirável Mino Carta, sem dúvida a melhor revista do gênero no país. Mino criticou o boicote dos demais meios ao assunto “Vicente Chelloti e grampos na Polícia Federal”. Entretanto, será que a CartaCapital vem dando o devido espaço à questão das propinas, em São Paulo? Importante que Mino continue lutando pela repercussão das grandes notícias, contudo, sem cair em contradição.

Obs.: procurem incluir postos avançados com jornalistas de outras praças, como modo de dar uma visão mais ampla da realidade jornalística do país.

Cristiano Ramos, Recife

Nota do O.I.: Temos várias praças representadas, e novas serão bem-vindas.

Vejo com freqüência no Observatório referências à figura do ombudsman como sendo um avanço para jornalismo de qualidade, ético e em defesa da cidadania. Gostaria apenas de fazer um registro: entre os poucos jornais do país que têm coluna de ombudsman está o Nosso Bairro, de Campos dos Goitacazes, no Norte Fluminense. Ele é o primeiro do Estado do Rio a ter um ombudsman, com todas as garantias e liberdades que o jornalista no cargo necessita. Este registro é só para lembrar que existe muita gente no interior preocupado em garantir aos leitores acesso a um jornalismo sério, o que ? especialmente fora das capitais ? é muito raro. Por último, gostaria de sugerir que a imprensa regional, que tem tanto peso no país e é considerada o jornalismo do futuro, fosse mais debatida no programa. Um forte abraço do seu admirador e telespectador assíduo.

Vitor Menezes, Nosso Bairro

Sou o que se pode chamar de leitor assíduo. Algumas dezenas de livros anuais, jornais diários, pesquisa na Internet. Esta me fez chegar ao Observatório da Imprensa. Ora, observar e criticar, certo, é obrigação da imprensa!

Certo, mas sempre na mesma direção, parece sinalizar o Observatório da Imprensa. A linha, independentemente de quem assina, segue um mesmo e já enfadonho script: descredenciar quem exercita a crítica na imprensa. Particularmente, quem “ousa” discordar de Ramsés, digo, FHC. Felizmente, a realidade, para quem a vive, desmente estes personagens de Candide, de Voltaire.

Gilmar Crestani

Alberto Dines responde: Se tivéssemos o poder de descredenciar algum jornalão, revistão ou grupo de mídia, as coisas correriam mais facilmente para nós. Acho que o inverso é que está acontecendo ? estão tentando nos encurralar simplesmente porque estamos acompanhando de perto o desempenho da imprensa. Coisa que jamais aconteceu neste pais. O Observatório está aberto a qualquer cidadão, não há caso de recusa de colaborações ? indispensável é o foco na mídia e uma linguagem respeitosa. A.D.

Sou coordenador do Colegiado do Curso de Comunicação/Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – Uesb -, que é instituição pública estadual. Estamos interessados em participar da proposta feita por vocês de instituir a Rede Nacional de Observatórios da Imprensa ? RENOI. Nosso curso é novo e sofre as limitações das instituições públicas de ensino, em tempos de muitas “malvadezas bicudas” e ordenamentos inspirados pelo FMI. Mas apesar disso tudo somos uma universidade comprometida com a qualidade, os vários cursos de pós-graduação lato sensu, o estímulo e a quantidade de professores que já concluíram a pós stricto sensu e os pós-graduandos existentes dão esta dimensão. Poderemos fornecer mais detalhes, inclusive dados concretos, se forem necessários. Dito isso gostaríamos de ter mais informação sobre a RENOI para concretizarmos nossa participação. Já conversamos com a Reitoria e há a disposição de tornar esta participação em Projeto de Extensão continuada. Fico na expectativa da resposta.

Luiz Nova

Nota do O.I.: O editor da área acadêmica do Observatório é Victor Gentilli, cujo e-mail pode ser encontrado no Expediente desta edição.

Foi-me exposta há poucos dias uma nova versão a respeito desse assunto tão abordado ultimamente pela mídia, a doação de órgãos. O que me foi apresentado diz respeito à morte encefálica, tema do qual eu não tinha nenhum conhecimento.

Como leiga ? sou arquiteta, não atuo nem na área médica nem na jurídica ?, acho que o assunto deveria ser mais divulgado pela mídia para que a população possa tirar suas próprias conclusões. Está sendo mostrada apenas uma versão dos fatos, o que deixa dúvida, e tratando-se de um assunto de tamanha importância é imprescindível que sejamos informados na totalidade.

Lilian Susana Vassão

Parabéns pelo programa. É preciso atingir corações e mentes desta nossa tão maltratada população, que não tem opções de uma boa programação. É lamentável. E saber que nossos filhos são vítimas desta pasmaceira. Quem dará limites a essa gente?

Sou artista plástico, e como tal observo muito a parte plástica de tudo. As emissoras de TV, numa demonstração de extremo mau gosto, insistem em colocar no canto da tela o seu logotipo, interrompendo uma apresentação plástica ? como no caso do filme 2001, uma odisséia no espaço.

Pedro Paulo Alves Rodrigues

Gostaria de parabenizá-los por este espaço, onde algumas das discussões mais relevantes que norteiam o jornalismo e os problemas brasileiros são tratadas. Para mim, jornalista, é prazeroso poder ler reflexões e denúncias esclarecedoras.

Renata Loureiro Frade


Continuação do Caderno do Leitor

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