Domingo, 20 de Setembro de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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Laura Mattos

Por lgarcia em 19/03/2003 na edição 216

COBERTURA DE GUERRA

“Globo e Band têm planos de enviar suas tropas”, copyright Folha de S. Paulo, 16/03/03

“Em meio à crise econômica da TV no Brasil, a cobertura jornalística local deverá ser restrita. Até agora, apenas Globo e Bandeirantes planejam enviar equipes às áreas de conflito.

Carlos Henrique Schroder, diretor da Central Globo de Jornalismo, elabora a cobertura desde outubro de 2002. O plano prevê envio de uma a quatro equipes, com repórteres, cinegrafistas e produtores que sairão de Nova York e Londres.

De acordo com ele, o canal pago Globo News ficará ao vivo o dia todo com reportagens de correspondentes na Europa e nos EUA e comentários de analistas no estúdio. A Globo usará o ?kit correspondente?, aparelho que permite mandar imagens pela internet, em tempo real, sem uso de satélites.

Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Bandeirantes, também já criou um ?núcleo de guerra?. Segundo ele, há vários repórteres com passaporte pronto.

Assim que as batalhas começarem, a Band exibirá reportagens especiais já produzidas por Herbert Moraes, que esteve no Iraque, voltou ao Brasil, mas continua com as malas prontas.

As outras redes deverão trabalhar com material de agências internacionais ou, no máximo, contratar free-lancers nos locais de conflito.

Diante disso, o desafio será ?filtrar? imagens e textos vindos das TVs dos EUA. ?Essa será uma cobertura de uma versão só, a do Exército norte-americano?, afirmou Marco Antônio Coelho, diretor de jornalismo da Cultura.

?Estamos tentando nos calçar para mostrar o outro lado?, disse. ?Temos contato com a Al-Jazeera, que nos cede o material. Também será importante explorar a divisão política da Europa, que trará diversidade de informações.?

Dácio Nitrini, diretor do ?Jornal da Record?, afirmou que a emissora desistiu de enviar profissionais ao Iraque depois de fazer os orçamentos das viagens.

?Os repórteres têm a atuação monitorada pelos exércitos. À distância, podemos usar várias fontes?, disse.

“Al-Jazeera promete o outro lado”, copyright Folha de S. Paulo, 14/03/03

“Se 90% das informações televisivas sobre a possível guerra virão praticamente de uma mesma fonte noticiosa, há uma pequena emissora azarona que quer garantir o acesso do mundo ocidental ao ?outro lado?.

Trata-se da Al-Jazeera, a ?CNN do Oriente Médio?, que transmite do mesmo minúsculo país árabe que os EUA escolheram para montar o centro de suas operações, o Qatar.

?Podemos competir preenchendo o espaço de informação que falta, oferecendo uma perspectiva do mundo árabe e do ponto de vista do Iraque?, disse Joanne Tucker, responsável pelos projetos de língua inglesa do canal.

Exclusividade parece ser mesmo a tônica da Al-Jazeera. Tem sido assim com os pronunciamentos supostamente feitos pelo terrorista saudita Osama bin Laden, adquiridos pela rede e licenciados para o resto do mundo.

CNN e ABC já são freguesas assíduas da Al-Jazeera, fundada pela família de um emir do Qatar, o xeque Hamad bin Khalifa Al Thani, que desembolsou US$ 137 milhões na criação da emissora.

Com um orçamento anual em torno de US$ 10 milhões, a rede lança um site em inglês ainda neste mês e, até o final de 2004, a versão inglesa deverá ir ao ar via satélite.

O canal também tem se esmerado em ser independente em relação aos temas polêmicos do Oriente Médio. Um exemplo é o programa ?The Opposite Direction? (A Direção Oposta), no qual dois representantes de facções divergentes debatem temas como a normalização das relações com Israel ou a abolição da poligamia no mundo árabe.”

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