Sábado, 19 de Setembro de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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>>Imprensa e educação

Por Mauro Malin em 26/04/2007 | comentários

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CPI sem circo

O STF deu sua contribuição para a democracia com a decisão que obriga a Câmara a criar a CPI do Apagão Aéreo, proposta pela oposição. Isso vale também para a Assembléia Legislativa de São Paulo, onde o governo é do PSDB. A mídia poderá dar sua contribuição se evitar fazer o jogo circense do qual foi parceira nas CPIs da legislatura passada. Tirar as lições do “mensalão”. Mas será difícil, porque é viciada, muito dependente do chamado jornalismo declaratório.


Imprensa e educação

O governo levou ontem a novo patamar da pauta jornalística o desafio educacional brasileiro. E os jornais de refletem isso ao noticiar hoje dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, Ideb.

O Instituto Qualidade no Ensino surgiu há quinze anos na Câmara Americana de Comércio de São Paulo. A professora Regina Ivamoto é a supervisora pedagógica do IQE desde 1995. Ela mostra como a imprensa pode ajudar a ter uma visão crítica da política educacional do governo. Cita reportagem da Folha de S. Paulo de hoje sobre Barra do Chapéu, interior paulista.

Regina:

– Barra do Chapéu tem uma coisa que teria que ir lá e olhar, conversar. Mas um dado que salta, assim, que é importante: eles têm 25 alunos por classe. Está no jornal essa observação, numa entrevista que foi feita lá. Mas não vi nas medidas, pelo menos as que chegaram, [nada] em termos de organização de tempo na escola, ampliar o tempo dos alunos, porque tem escolas que têm duas horas e meia, três horas de aula, e número de alunos por sala. Não são medidas que estão pelo menos claras. Isso talvez demande nas grandes cidades uma ampliação da rede física de escolas. Eu acho que é uma coisa que está faltando.

Mauro:

– Regina Ivamoto destaca pontos que considera positivos nas propostas do governo federal.

Regina:

– No conjunto das medidas que eu tenho visto pelo jornal, fazendo uma crítica, uma avaliação. Acho que estão atacando pontos importantes. Acho que é uma boa medida essa de pegar esses mil municípios que têm os piores índices e fazer um trabalho muito corpo a corpo com esses mil municípios, e também premiar os municípios que vão oferecendo melhores resultados agora ao longo do processo.

A culpa é da Folha

Alberto Dines diz que a Folha de S. Paulo sai mal da desculpa dada por Roberto Mangabeira Unger, convidado a ser ministro, para ter mudado de idéia a respeito da natureza do governo Lula.

Dines:

– A novela “A culpa é da imprensa” protagonizada pelo quase ministro Mangabeira Unger precisa continuar, é obrigatório levá-la até o fim, sob pena de interromper um dos episódios mais cínicos, mais hipócritas, mais didáticos e também um dos mais hilariantes da nossa história política. Mangagbeira Unger escreveu que o Congresso Nacional deveria fazer o impeachment do governo mais corrupto da história. Convidado pelo presidente Lula para fazer parte do novo ministério, Unger explicou que estava mal informado. Como vive nos Estados Unidos, tudo o que escreveu sobre o Brasil era baseado nas informações da nossa imprensa. A emenda saiu pior do que o soneto, como sempre: quem fica mal agora é a Folha de S.Paulo, jornal que tirou o desconhecido Unger do anonimato e o publica há alguns anos, semanalmente, na sua mais nobre página, a página dois. Com a esfarrapada desculpa, Unger está dizendo que a Folha é mal informada porque seria impensável que vivendo no exterior fosse buscar informações sobre o Brasil no concorrente. Na retratação anunciada, o novo ministro insistirá na tese de que a culpa é da imprensa ou de certa imprensa? Acontece que tão logo seja empossado como ministro, Mangabeira Unger deverá afastar-se do jornal, é a praxe da casa. Ou o jornal abrirá uma exceção? E qual será a credibilidade da nova Secretaria de Ações de Longo Prazo que começa de forma tão lamentável? O problema não é nosso, o problema é da Universidade de Harvard que, infelizmente, não acompanha o que sai na imprensa brasileira.


Mídia e ecologia

A Gazeta Mercantil anuncia que a cada edição do jornal serão plantadas, para compensar o consumo de papel, 36 árvores. Em nenhum momento da cobertura trombeteante dos problemas do aquecimento global, as empresas de comunicação publicaram uma mísera reportagem sobre as agressões que elas mesmas cometem, em todo o seu processo produtivo, contra o meio ambiente.


TV de Jáder

A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados fez ontem algo que incomoda o governo: anunciou investigação sobre concessão de canal de TV ao hoje deputado Jáder Barbalho, do PMDB do Pará, integrante da base aliada.

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