Sábado, 19 de Setembro de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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>>Cerveja e tesouraria
>>Defesa da concorrência

Por Mauro Malin em 13/04/2007 | comentários

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O tamanho da desordem


O Estadão adota hoje em editorial posição clara contra o pretendido emprego das Forças Armadas no Rio. Na capa do Globo, pesadas gravações que ligam a hoje deputada federal Marina Maggessi a um grupo de policiais acusados de ações criminosas mostram o tamanho da encrenca. Marina, quando era da Polícia Civil do Rio, tinha mídia fácil no Globo e na TV Globo.


Cerveja e tesouraria


O Alberto Dines nota que a mídia ficou quietinha diante da revelação, na Folha, de que o governo quer restringir a propaganda de cervejas.


Dines:


– Nem os portais da internet, nem o noticiário das rádios e nem os telejornais de ontem tiveram coragem de comentar a manchete de ontem da Folha de S. Paulo sobre a decisão do ministério da Saúde de limitar a publicidade de cerveja na TV. As novas regras visam a proteger crianças e jovens dos estímulos contidos na perigosa publicidade cervejeira. Significa que, pelo menos teoricamente, as novas regras terão o apoio dos pais, educadores, e médicos, mas a reação da maioria dos editores ao longo do dia de ontem foi diferente: se a publicidade de cerveja for limitada quem vai sofrer será a mídia, principalmente a eletrônica, privada de uma das principais fontes de anúncios. Receosa de desagradar às agências de propaganda a maior parte dos editores optou pelo silêncio. Errou. A inapetência da imprensa para comentar ou “repercutir” a manchete da Folha revela, antes de tudo, uma estratégia rudimentar, já que a decisão do governo só será tomada dentro de algumas semanas e somente entrará em vigor 180 dias depois. Meio ano é prazo suficiente para que a nova regulamentação seja amplamente discutida pela sociedade. Mas ao tirar o assunto da pauta de ontem desvendou-se um tipo de manipulação do noticiário que não honra nossa mídia. Sobretudo porque, mais dia menos dia, o assunto terá que ser encarado sem subterfúgios. Não se briga com a notícia, a notícia ganha sempre.


A covardia do publicitário anônimo


Hoje a Folha apóia em editorial as restrições à propaganda de cerveja. O colunista de televisão do jornal, Daniel Castro, mostra como muitos adolescentes assistem a programas após as oito da noite, teto horário que a Vigilância Sanitária pretende estabelecer. No Estadão, uma reportagem dá voz a representantes das cervejeiras. O jornal cita entre aspas um publicitário segundo o qual a lógica do horário “parece burra”. Mas não dá o nome do declarante. Os jornais não deveriam acolher, sob as asas das aspas, esse tipo de declaração covarde.


Defesa da concorrência


Noticiou-se ontem que o Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, condenou a Roche, a Basf e a Aventis por formação de cartel no mercado de vitaminas. São cada vez mais freqüentes notícias dessa natureza. A titular da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, SDE, Mariana Tavares de Araújo, fala da importância da imprensa para o êxito desse trabalho.


Mariana:


– O papel da mídia tem sido muito importante. Inúmeras vezes chegam informações que são relevantes para a investigação dos casos a partir de notícias que foram veiculadas na imprensa a respeito de alguma iniciativa da SDE. De uma maneira geral, a atuação da imprensa, e com crescente familiaridade a respeito dessa matéria, que é muito técnica, muito específica, vem tendo uma importância muito grande nesse trabalho da SDE de combate às condutas anticompetitivas e na construção deste programa estruturado de combate ao cartel.


A familiaridade com a matéria eu noto que vem crescendo, e como a complexidade das questões que vêm surgindo também vem aumentando, é preciso um cuidado cada vez maior da imprensa para que a divulgação das informações corresponda ao que de fato está sendo feito no âmbito do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência.


Eu acho que tem, portanto, um papel educativo, para que as empresas entendam que essa prática não é mais aceitável, tem um papel de prestação de contas, para que a sociedade em geral tome conhecimento das iniciativas que estão tomadas pelo Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência para promover um ambiente concorrencial mais saudável, protegendo o consumidor e o bem-estar econômico, e, de certa forma isso pode até ser entendido como prevenção, na medida em que as empresas estão advertidas de que estarão sob escrutínio da SDE e que não seria recomendável incorrer em práticas infrativas.


Clique aqui para ler a entrevista completa de Mariana Tavares de Araújo.


Número 500


Este foi o programa de número 500 do Observatório da Imprensa no rádio. A todos os ouvintes e colaboradores, nosso muito obrigado.

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