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ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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>>Interpretação das urnas
>>Baixaria em horário infantil

Por Mauro Malin em 04/04/2007 | comentários

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Improvisos


O presidente Lula improvisou respostas à crise aérea que foram tornando cada passo mais complicado do que o anterior. Mas não se pode ignorar que a mídia não fez melhor, em matéria de improvisação dessa cobertura tão relevante.


Interpretação das urnas


O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, participou ontem do programa de televisão do Observatório da Imprensa. Ele deu uma receita para o comportamento da mídia.


Franklin:


– O que tiver que apurar, apura-se. O que tiver que investigar, investiga-se. Mas temos de discutir qualificadamente os grandes problemas nacionais, economia, educação, saúde, meio ambiente, política externa, segurança, os grandes temas que afetam a vida das pessoas. Não podemos ficar simplesmente no xingamento e naquilo que … antes de discutir qualquer tema, você tenta desqualificar o adversário, porque [assim] você não é obrigado a argumentar. O que o eleitor deixou claro, e acho que isso é muito bom para o país, é que ele quer uma discussão política qualificada. Que não basta desqualificar o outro.


Mauro:


– É uma interpretação governista do resultado das urnas. O ministro disse que o povo não tem interesse em discutir o “mensalão” e outros crimes. Franklin também anunciou que o modelo de TV pública do governo será definido em 90 dias.


Baixaria em horário infantil


O editor do Observatório da Imprensa Online, Luiz Egypto, exemplifica por que algum tipo de classificação indicativa deve ser respeitado pelas emissoras de televisão no país.


Egypto:


– A baixaria na TV é assunto recorrente, sobretudo quando está na pauta da imprensa do Centro-Sul do país, nos veículos de maior circulação e audiência. Mas nas cidades menores, onde também operam emissoras de TV, as mazelas da programação imprópria quase nunca ganham repercussão.


Em Aracaju, por exemplo, a TV Atalaia, afiliada da Rede Record, terá de responder a uma ação civil pública impetrada pelo Ministério Público de Sergipe por conta do conteúdo do programa Tolerância Zero, apresentado por um policial civil conhecido como “Bareta”. Um programa policialesco a mais, ou a menos, parece não fazer diferença. Mas este, segundo o MP, costuma exibir cenas de cadáveres e de lesões corporais, entrevistas vexatórias com presos, além de propaganda de bebidas alcoólicas.


Até aí tudo bem, diria um cínico. Ocorre que o Tolerância Zero é exibido das 12h às 14h, horário de grande audiência entre crianças e adolescentes. Por essas e outras são insustentáveis os argumentos contrários a algum tipo de regulação de conteúdo nos canais de radiodifusão; que, afinal, são públicos.



Megaoperação política


O presidente da Federação dos Policiais Civis do Centro-Oeste e do Norte, Divinato Ferreira, criticou há pouco menos de duas semanas a chamada megaoperação das Polícias Civis de vários estados brasileiros. Disse que foi uma pressão de delegados no momento em que o governo discute um projeto de lei orgânica das polícias.


Divinato:


– A Polícia Civil, o seu papel constitucional ela está deixando de fazer, ao fazer essas prisões. Não que não tenha que ser feito. Mas o problema é o seguinte: hoje está-se ocupando a polícia não mais com a investigação, mas com a prevenção do crime. Na verdade nós estamos fazendo o papel que é próprio da Polícia Militar e não estamos tendo tempo para combater [o crime] com inteligência, com o uso dos meios próprios. Sempre, em qualquer governo, montam-se operações, usam-se vários carros caracterizados, mas muito mais para dar um efeito para a mídia ver do que na verdade um basta no crime, para a redução da criminalidade. Não é por via desses instrumentos que nós vamos resolver. Se a gente hoje… de todos os mandados de prisão que nós temos por cumprir, em todos os presídios do Brasil não teria vaga suficiente só para os presos de uma unidade da Federação como São Paulo. Será que é por aí que nós temos que caminhar? Errando novamente, repetindo as formas já antigas. O que os delegados estão fazendo não é inovar em nada. A gente deveria acompanhar a evolução que o próprio crime organizado tem feito. Tem que se organizar concretamente e a polícia não tem feito isso. Ela simplesmente está a anos-luz do combate ao crime.


Mauro:


– Até hoje a mídia não cobrou dos delegados um balanço da operação. Foi também uma espécie de movimento de insubordinação, sancionado por governadores.

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