Terça-feira, 22 de Setembro de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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>>O que não se vê na TV
>>Cobertura espasmódica

Por Mauro Malin em 12/04/2007 | comentários

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A batalha da cerveja


Haverá restrições, anunciadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, à propaganda de cerveja, dominada por anúncios de caráter apelativo, destinados a um público jovem. A batalha contra a publicidade de cigarros foi vitoriosa, o que é um bom precedente.


O que não se vê na TV


O presidente Lula e o governador Sérgio Cabral Filho foram ontem no Maracanã a uma formatura de jovens preparados para atuar como guias cívicos no Pan. Grupos ligados a facções adversárias – as principais são o Comando Vermelho, o Terceiro Comando e os Amigos dos Amigos – se envolveram em brigas. Isso acontece em escolas públicas há vários anos. Em algumas favelas, como Rocinha e Vidigal, mães mais prudentes matriculam seus filhos em escolas distantes, para evitar o envolvimento obrigatório dos filhos num ou noutro grupo.


O Jornal Nacional disfarçou o tumulto ocorrido no Maracanã. Não houve imagens da briga, mencionada numa frase discreta. O Globo, que pertence ao mesmo grupo de mídia, fez exatamente o contrário: na chamada da primeira página, pôs o título: “Favelas rivais brigam durante ato com Lula”. A Folha de S. Paulo fez a mesma coisa.


Quem se aproximou mais da realidade?



Polícia e política


O Globo dá hoje um dossiê alentado sobre acusações contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Álvaro Lins, hoje deputado estadual. As denúncias são examinadas pela Justiça Eleitoral e envolvem setores do próprio Judiciário.


É uma luta meritória da imprensa. Mas é preciso ter em mente que Álvaro Lins não era e não é uma andorinha solitária.


Terra do esquecimento


Alberto Dines comenta a reação apática da mídia a recente discurso do senador Fernando Collor, tratada anteontem no programa de televisão do Observatório da Imprensa.


Dines:


– A apática reação da mídia ao discurso de estréia de Fernando Collor de Mello no Senado em Março representou um triunfo para o ex-presidente. Essa foi a opinião dos participantes da última edição televisiva do Observatório da Imprensa. Ao denunciar o seu julgamento como farsa sem que aparecesse ao menos um jornal para mostrar que que a última palavra não poderia ser a sua, encerrou-se melancolicamente o “Collorgate”, 15 anos depois de consumado. Já o “Dossiegate” ou Dossiê Vedoin não necessitará de tanto tempo para ser manipulado e esquecido: ontem o STF mandou arquivar o processo de indiciamento do senador Aloízio Mercadante do PT atendendo ao parecer do Procurador-Geral da República. Ao longo de pouco mais de seis meses, os aloprados que tanto irritaram o presidente Lula saem de cena, de mansinho, um a um. Os donos do dinheiro para a compra do dossiê até agora não foram localizados, a cumplicidade da IstoÉ sequer foi caracterizada, os responsáveis pelo formidável crime eleitoral foram baixando de ranking e logo o caso estará condenado à insignificância e encerrado. Com a inestimável ajuda do criminalista Márcio Thomaz Bastos, doublé de Ministro da Justiça, demonstrou-se mais uma vez que no Brasil o crime compensa. A não ser que a Polícia Federal, irritada com o governo por causa da negativa ao pedido de aumento nos vencimentos, resolva vazar algumas informações aos jornais.


O mundo em pílulas


O economista Otaviano Canuto, diretor do Banco Mundial, em Washington, ex-secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, pede uma cobertura mais articulada de assuntos econômicos internacionais.


Canuto:


– Às vezes o assunto entra no noticiário de economia internacional dos jornais do Brasil, mas não entra como parte de uma cobertura [em] que o leitor regular pode ter um background e pode já saber o que esperar a partir dali. Falta um caráter sistemático na cobertura, com algumas exceções – eu não hesitaria em citar bons nomes de jornalistas que lidam com o tema no Brasil, que são consistentes –, mas em geral a cobertura é inconsistente. E eu acho isso uma deficiência porque a importância do internacional, do externo, em qualquer economia do mundo, no Brasil inclusive, é crescente. E a gente ainda tem, eu diria, cometendo o risco de fazer injustiça em um caso ou outro, mas em geral ainda estamos muito voltados para dentro, ainda não estamos para fora tanto quanto deveríamos.


Clique aqui para ler a a entrevista completa de Otaviano Canuto. 

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