Domingo, 20 de Setembro de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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>>Memória do impeachment
>>A ilusão do endurecimento

Por Mauro Malin em 10/04/2007 | comentários

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Aviões e automóveis


Se os jornais brasileiros tivessem mais compromisso com a luta por melhores políticas públicas teriam dado destaque, como fizeram as emissoras de televisão, aos acidentes nas estradas durante a Páscoa.


Houve desvio de tráfego dos aviões para os automóveis, e aumentou a presença de motoristas desacostumados a dirigir em estradas. Mas o número de acidentes vem subindo, depois de ter caído. Rodovias, carros, motoristas e polícias ruins explicam o fenômeno.


A soma de mortos em estradas federais e em estradas estaduais entre quinta-feira e domingo pode ter superado os 154 mortos no acidente da Gol em setembro passado. O número de 79 mortos refere-se apenas a rodovias federais. Só nas estaduais paulistas morreram outras 36 pessoas.


Memória do impeachment


Alberto Dines anuncia que o programa de hoje do Observatório da Imprensa na televisão tratará do silêncio da imprensa diante das acusações do ex-presidente Fernando Collor de que o processo que levou a seu impeachment foi uma farsa.


Dines:


– A imprensa desempenhou um papel crucial na derrubada de Collor de Melo da presidência da República em 1992. Mas em 1994, quando o acusado estava sendo julgado pelo STF e foi absolvido por falta de provas, ficou evidente que a mídia fizera muito barulho, mas não conseguiu reunir ao longo de dois anos as informações capazes de condenar o ex-presidente. Collor de Melo voltou à cena política na condição de senador e na sua primeira e única intervenção no plenário denunciou a farsa de que teria sido vítima. Foi contestado apenas por um de seus pares, Pedro Simon, e pelo deputado Ibsen Pinheiro. A imprensa fingiu que não era com ela. E a imprensa ficou mal nesta história. Este é o assunto de hoje à noite no Observatório da Imprensa. Às onze e meia na TV-Cultura, ao vivo, às dez e quarenta na TV-E.



A pressa de Franklin


O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, disse ontem em seminário no Rio que o governo Lula tem pressa em montar a nova TV pública e tem “bala na agulha” para fazê-lo. Franklin associou a pressa à janela de oportunidade criada pelo início do funcionamento da TV digital. As declarações foram feitas num evento organizado pelo Ministério da Cultura, que criticou as primeiras idéias apresentadas pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, para a nova rede. Costa não foi nem mandou representante ao ato, o lançamento do segundo caderno de debates do I Fórum Nacional de Tvs Públicas.


Não basta ter pressa e ter “bala”. É preciso criar mecanismos que evitem o uso político-partidário da TV pública.



A ilusão do endurecimento


De Paulo Sérgio Pinheiro e Marcelo Daher em artigo na Folha, hoje: “A pregação furiosa pelo endurecimento penal agrava a discriminação racial e social sem sequer arranhar a escalada da criminalidade”.


No Rio, volta o discurso sobre o emprego das Forças Armadas. É um estratagema dos governadores para disfarçar sua incapacidade de manter controle sobre a criminalidade. Ancelmo Gois informa hoje no Globo que cinco horas depois do assassinato do PM Guaraci Costa, segurança da família do Sérgio Cabral Filho, bandidos fizeram uma falsa blitz no mesmíssimo lugar.


Na Folha de hoje, a farsa da Força Nacional de Segurança é exposta em reportagem que mostra a absoluta inoperância da tropa e relata alguns casos que ilustram essa situação, entre eles a apreensão de um passarinho e um tiro com que, por má pontaria, um oficial do Rio Grande do Norte feriu um soldado do Ceará.



Milícia, polícia e voto


O Globo volta a mostrar hoje a ligação das chamadas milícias com a política federal e estadual no Rio de Janeiro. Usa dados da votação do ex-secretário de Segurança Marcelo Itagiba, hoje deputado federal, e do ex-chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins, hoje deputado estadual, nas eleições de 2006. É apenas a ponta do iceberg.


Tucanos protegidos


É indicativo da miséria a que chegaram as relações entre Executivo e Legislativo no estado de São Paulo que a oposição não tenha conseguido criar nenhuma CPI desde o início dos governos do PSDB. E indicativo da miséria da cobertura jornalística da política estadual.


Voltou à tona o caso das verbas publicitárias da Nossa Caixa que teriam favorecido parlamentares aliados do governo paulista na gestão de Geraldo Alckmin. Os jornais paulistas, exceto a Folha, no caso, tratam o assunto com pouco destaque. Quando tratam.

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