Quinta-feira, 04 de Junho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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>>Mortos e saqueados
>>Lula, o popular

Por Luciano Martins Costa em 06/08/2007 | comentários

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Cubanos e a mídia silenciadora


Luciano:


Os jornais e as revistas de informações nos deram um final de semana rico em leituras. Nem todas edificantes, por certo.

Dines:


O governo brasileiro não respeitou a nossa tradicional hospitalidade para com os refugiados políticos, mandou de volta para Havana os atletas cubanos que desertaram do PAN e até ontem a imprensa brasileira não havia dado um pio. Não fosse o protesto solitário de Elio Gáspari, na sua coluna dominical na Folha e no Globo, poderíamos dizer que nossos jornalistas perderam inteiramente a sua capacidade de solidarizar-se. É possível que os boxeadores que abandonaram a delegação cubana em troca de uma vida melhor na Europa tenham se arrependido, essas coisas acontecem. Mas a sociedade brasileira precisaria ouvi-los antes de serem embarcados de volta, eles estavam aqui, o assunto é nosso. A Polícia Federal localizou os atletas na última quinta e antes mesmo que o Ministério Público pudesse manifestar-se publicamente, os atletas foram despachados rapidamente para Cuba no sábado. Por que a pressa? A Polícia Federal tinha a obrigação de dar satisfações, deixar que falassem livremente à imprensa e só então permitir o seu retorno. O Itamaraty e a Embaixada Cubana foram mais rápidos. E nós ficamos com a impressão de que a Polícia Federal está cada vez mais longe de ser uma instituição republicana. É um braço do governo. Graças ao silêncio da mídia.


Luciano:


Mortos e saqueados


O prédio da TAM Express foi demolido. Vai dar lugar a uma praça, com um memorial em homenagem aos mortos na tragédia com o Airbus.


Antes das obras, porém, uma empresa especializada vai vasculhar o local, em busca de objetos das vítimas.

Um cuidado que esteve longe no caso do acidente que envolveu um Boeing da Gol e um jato executivo, em setembro do ano passado.


O Estado de S.Paulo publicou, no domingo, uma chocante reportagem relatando como documentos e telefones celulares pertencentes aos passageiros mortos no desastre foram parar nas mãos de bandidos.

Os documentos e celulares foram recolhidos no local da queda do Boeing por militares e indios. Estavam guardados em um galpão de Brasilia.


Notícias revisadas


A revista Época fez um longo apanhado das informaçõs disponíveis sobre o desastre de Congonhas.


Questionando se é justo culpar os pilotos, a revista do grupo Globo dá um retrato em perspectiva da crise na aviação civil, para reforçar o que havia publicado na edição anterior: que está mais perigoso voar no Brasil.


Veja preferiu insistir na tese de que o piloto errou ao deixar o manete do lado direito na posição de aceleração.

Mas desta vez observa que outros erros o precederam.


Mais um caso de Renan


Veja lança mais uma pá de terra sobre a carreira política do senador Renan Calheiros. Em reportagem de capa, a revista conta como o presidente do Senado se tornou dono oculto de duas emissoras de rádio em Alagoas.

O senador teria pago um milhão e trezentos mil reais em dinheiro vivo, parte em dólares, e colocou dois representantes, os chamados laranjas, para dirigir a emissora.


Veja reproduz documentos do negócio. Mas não se ocupa em discutir a concentração de meios de comunicação nas mãos de políticos.


A notícia foi reproduzida pelos jornais e já motivou novo pedido de investigação contra o senador peemedebista.


A oposição ameaça bloquear outra vez as votações no Congressso caso ele não se afaste da presidência do Senado.


Todos cansados


A imprensa deu pouca atenção às manifestações de protesto deflagradas por empresários e pela OAB de São Paulo.


A passeata na Avenida Paulista, no sábado, mereceu pouco mais do que a curiosidade dos jornais, pelo baixo número de participantes, e alguns comentários de articulistas.


Veja ignorou a campanha ‘Cansei’. Preferiu fazer um amplo balanço das deficiências da infra-estrutura do País, que prejudica o desempenho do Brasil nos negócios internacionais e causa desconforto e insegurança aos brasileiros.


Lula, o popular


A pesquisa sobre a popularidade do presidente Lula, publicada pela Folha de S.Paulo no domingo, foi comentada pelos outros jornais nesta segunda-feira.


E o próprio presidente da República avaliou que o bom desempenho da economia é responsável pela permanência do alto nível de aprovação do seu governo.


Como nas pesquisas anteriores, não faltaram as análises dizendo que há uma percepção maior de bem-estar na população de baixa renda por conta dos programas sociais do governo.


Nenhum jornal, nem mesmo a Folha, explica a permanência da avaliação positiva de Lula entre os mais educados.


De volta aos escândalos


Após a demolição do edifício atingido pelo Airbus da TAM, e com os dados das caixas-pretas abertos à visitação pública, a semana começa com a perspectivas de novos fatos no campo dos escândalos políticos.


Os jornais têm à sua frente a tarefa de manter os leitores atualizados sobre os casos que ficaram embaixo do tapete nas últimas semanas.

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