Terça-feira, 22 de Setembro de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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>>O furacão e a brisa
>>Crime e política

Por Mauro Malin em 20/04/2007 | comentários

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A exploração do medo


A rede NBC causou revolta nos Estados Unidos pela maneira  como usou imagens deixadas pelo assassino da universidade Virgina Tech. Nesses episódios tem sido registrado sempre o mesmo padrão: busca da audiência, sobretudo à custa da manipulação do medo.


Sem oposição


A editora de Política do jornal Valor, Maria Cristina Fernandes, escreve hoje que “o fim da reeleição é a proposta mais casuística surgida no país desde a aprovação da emenda há dez anos”. No Senado, Jarbas Vasconcellos pediu que a oposição não se deixe cooptar pelo governo.
 
O furacão e a brisa


O Alberto Dines, por motivos técnicos, enviou hoje sua colaboração apenas por escrito:


“A Operação Hurricane, desfechada pela Polícia Federal, poderá ter efeitos ainda mais devastadores do que os escândalos do mensalão e do dossiegate. A razão é simples: os presos, os indiciados e a maioria dos suspeitos estão fora do jogo político e isso significa que terão contra si a fúria moralizadora tanto da oposição como do governo, ao contrário do que aconteceu em 2005-2006, quando apenas a oposição funcionava como denunciadora.


Apesar da certeza de uma grande limpeza no judiciário, na polícia e talvez até no Congresso, é imperioso que a imprensa não se afobe na divulgação das denúncias. A pescaria vai ser fartíssima e os peixes serão graúdos, disso não há a menor dúvida, e justamente por isso é indispensável que a imprensa seja prudente. Recorrendo novamente aos exemplos do mensalão e do dossiegate: a afoiteza na divulgação de certas acusações sem a necessária comprovação permitiu que a cobertura da mídia nestes escândalos até hoje esteja sob suspeita. Um pouco mais de cautela e, sobretudo, paciência na divulgação de informações da Operação Hurricane evitará que este furacão acabe parecido com uma leve brisa de verão.”


Crime e política


Infelizmente, a cada dia saem novas notícias sobre conexões do crime organizado com a política. Em 23 de fevereiro, o Globo publicou a seguinte informação, na notícia sobre o assassinato do policial carioca Félix dos Santos Tostes, suspeito de chefiar o grupo de extermínio da favela Rio das Pedras: “No ano passado, Félix trabalhou, em Rio das Pedras, na campanha do ex-secretário de Segurança Pública Marcelo Itagiba para o cargo de deputado federal. Na região, Itagiba (PMDB) recebeu 3.462 votos dos 4.085 que conquistou na 179ª Zona Eleitoral, seu melhor desempenho como candidato. O vereador Nadinho de Rio das Pedras teria apoiado o deputado federal Rodrigo Maia (PFL), que conseguiu 3.386 votos em toda as seções da 179ª Zona Eleitoral, que abrange ainda as regiões de Anil, Pechincha e Cidade de Deus”.


Hoje é publicada uma lista de oito políticos do Estado do Rio acusados de receber dinheiro dos bicheiros. Entre eles está João Pedro Figueira, do PFL, ou DEM. João Pedro, informa o Globo, “foi coordenador das campanhas do do prefeito Cesar Maia”. Ele negag a acusação. Em outra notícia aparece o presidente da Assembléia, deputado Jorge Picciani.


Com a ajuda da mídia


Resta saber até que altura da pirâmide, de baixo para cima, essas denúncias sobre máfia dos bingos, agora também já em São Paulo, vão chegar.


É preciso não esquecer que o então governador nomeado de São Paulo Roberto de Abreu Sodré foi à televisão, há quase quarenta anos, defender o Esquadrão da Morte, que, como os policiais bandidos de hoje, atacava quadrilhas adversárias das quadrilhas com as quais tinha conexão.


Também não se pode perder de vista que, ao reproduzir tontamente o discurso das autoridades, quando não o dos bandidos, a mídia deu lamentável colaboração para que se tenha chegado a este estado de coisas.


Contas mentirosas


A conexão entre crime e política também aparece no caixa dois. Ontem, um ministro do Superior Tribunal Eleitoral, Eduardo Caputo Bastos, disse em seminário no Rio de Janeiro, a respeito da prestação de contas das campanhas eleitorais, que partidos e candidatos fingem que prestam contas e a Justiça Eleitoral finge que aprova tais contas.


Doença de jornalistas


A Câmara decidiu suspender o atendimento médico gratuito a  jornalistas credenciados na Casa e familiares, criado em 1992 e revelado ontem na Folha. O blogueiro Luiz Weis, do Observatório da Imprensa, comentou o assunto sob o título: “Notícia de mordomia leva 15 anos para sair”.


Markun confirmado


Foi confirmada a indicação do jornalista Paulo Markun como candidato único para a presidência da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV e das rádios Cultura de São Paulo.

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