Terça-feira, 26 de Maio de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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VOZ DOS OUVIDORES >

Paulo Rogério

13/03/2012 na edição 685

“‘Quem dera ser um peixe, para em seu límpido aquário mergulhar.’ Trecho da música Borbulhas de amor, de Juan Guerra

A chegada das primeiras estacas que marcam o início das obras de construção do Acquário do Ceará, na Praia de Iracema, provocou um novo e intenso debate durante a semana nos veículos do Grupo O POVO – jornal, rádio, TV e Portal. Uma polêmica que segue desde o anúncio do projeto, há mais de quatro anos, e que promete continuar, se depender dos leitores. A produtora Maithê Gurgel, por exemplo, diz que já procurou em órgãos oficiais informações sobre o projeto e como será financiado sem ter sucesso. Apela para que o jornal faça matérias investigativas sobre a construção.

O leitor Júlio Lira é mais incisivo e acusa o jornal de estar passando ao largo sobre a dispensa de licitação das obras do aquário. ‘Por que não foi feita uma reportagem investigativa sobre este tema?’, questiona. De fato a questão ainda não foi bem explicada pelo jornal mesmo diante das inúmeras matérias publicadas. Somente na última semana, de sábado, 3, até sexta-feira, 9, foram publicadas sete matérias sobre o Acquário nas editorias de Opinião, Radar e Economia, além de ser o tema principal da coluna Política por dois dias.

Cobertura tímida

‘Não entendo como é que o jornal faz uma cobertura tão pequena de um evento internacional como esse?’. A indagação é de uma leitora – prefere omitir o nome – diante do que O POVO publicou segunda-feira, sobre o evento ‘Bote Fé’ realizado domingo, na Praia de Iracema. Para ela a matéria merecia mais atenção, pois milhares de pessoas estavam no local. ‘Já tenho notado a preferência pelos temas espíritas’ criticou. Há dois pontos na observação.

A acusação de preferência é injusta. Várias correntes doutrinárias têm merecido ampla cobertura do jornal. De romarias a shows gospel, de retiros a festas de Iemanjá. Já a cobertura realmente foi tímida. Mesmo sendo manchete, o espaço de menos de meia página, embaixo de uma coluna, com uma foto e um único texto não expressou o que, segundo a matéria, foi um evento que reuniu cerca de 100 mil pessoas. Não era difícil ampliar o enfoque com coordenadas e cidadãos.

Hierarquia

Um bom texto jornalístico deve destacar no início o fato mais importante. É a chamada hierarquia de informação. Porém, seja por estilo ou avaliação errada, nem sempre o redator obedece a essa regra. Cabe ao editor ter a sensibilidade para perceber o detalhe e alterar o texto. Isso foi o que faltou sábado, 3, em Radar. A polêmica declaração do secretário da Fifa, Jérome Valcke, contra o Brasil – ‘Temos de dar um empurrão, um chute no traseiro’ – ficou perdida no meio do terceiro parágrafo. Nem o título, (‘Fifa detona organização do Brasil’) nem o abre citaram o fato, apresentando em segundo plano para o leitor do jornal.

Esquecido pela mídia: Como ficou polêmica sobre a Federação Cearense de Basquetebol?

FOMOS BEM

MEMÓRIA

Boa lembrança sobre o que aconteceu com o empresário Moraisinho após várias denúncias

FOMOS MAL

SEM GPS

Jornal noticiou que assalto ao BB foi em Pindoretama, a exatos 37 km do Horizonte, local exato da ocorrência.”

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